CAPÍTULO 113 DANTE NARRANDO Assim que desliguei com a Laura, fiquei um tempo parado no meio da sala, olhando pro nada. O rádio chiava baixo na mesa, mas eu nem ouvia direito. A cabeça tava fervendo. Quinze anos. Um filho? Um moleque doente? Essa porrä me corroía por dentro, mas eu sabia que não dava mais pra enrolar. Tinha que encarar de frente. Peguei o celular e subi pro quarto. A pequena tava lá, sentada na beira da cama ainda com a minha camiseta, mexendo no cabelo, meio aérea. O coração bateu pesado só de ver ela ali, tão minha e tão fora dessa bagunça que o passado jogou no meu colo. — Pequena… — chamei baixo. Ela levantou os olhos, e eu respirei fundo. — Já marquei. — falei direto, sem rodeio. — Duas da tarde, na clínica. Vou levar ela e o moleque pra fazer o DNA. Ela ficou e

