CAPÍTULO 155 CAROL NARRANDO Ver o Dante daquele jeito mexeu comigo. Ele sempre foi o cara firme, o chefe que não deixa ninguém ver fraqueza. Mas ali, dentro daquela sala, ele tava abrindo o peito pra mim. E eu senti a responsabilidade dobrar, porque não era só ele que carregava o mundo — agora eu carregava junto. Acariciei a mão dele presa no meu peito e ergui o rosto, obrigando ele a me encarar. — Dante, olha pra mim. — falei baixo, mas com firmeza. — O Daniel já percebeu que tu tá do lado dele. Ele pode demorar a confiar, pode te testar… mas no fundo, ele sabe. Tu é o pai dele, não tem mentira que apague isso. Ele respirou fundo, e eu senti o peso daquele ar sair junto com um pedaço da angústia. Voltei a me sentar na cadeira, puxei os papéis de novo e encarei o notebook. — E eu vo

