CAPÍTULO 156 CAROL NARRANDO Depois do almoço, eu e o Dante saímos juntos de casa. O sol tava estalando no alto, e o barulho da rua parecia ainda mais vivo. Descemos de moto até a boca, e assim que chegamos, ele me deixou na sala com os papéis e o notebook. — Fica aqui, pequena. — ele falou firme, ajeitando a corrente no pescoço. — Vou resolver umas paradas, mas não demoro. Assenti, já acostumada com o jeito dele. Abri o notebook, espalhei os papéis na mesa e mergulhei no trabalho. As linhas rabiscadas começaram a virar planilhas organizadas, e eu me sentia útil ali, colocando ordem no caos que ele nunca tinha paciência de encarar. O tempo passou rápido, só o som das teclas quebrava o silêncio da sala. Até que, de repente, uma voz feminina do lado de fora cortou minha concentração. Alt

