CAPÍTULO 149 CAROL NARRANDO A primeira coisa que senti quando abri os olhos foi o vazio ao meu lado. O corpo quente do Dante não tava mais colado no meu, só o cheiro dele ainda preso no travesseiro. Me espreguicei devagar, cada músculo lembrando do que tinha rolado na noite passada. Sorri sozinha, encolhida nas cobertas, até que o som do chuveiro ligado me fez levantar a cabeça. Levantei da cama, o chão gelado fazendo um arrepio subir pela espinha. Caminhei devagar até o banheiro, e quando empurrei a porta, a cena quase me deixou sem ar. Dante tava debaixo da água, as gotas escorrendo pelo corpo inteiro dele, cada músculo marcado, cada tatuagem ainda mais viva com a pele molhada. O vapor embaçava o box, mas não escondia nada. Mordi o lábio, e antes de pensar duas vezes, soltei a toalha

