CAPÍTULO 183 CAROL NARRANDO Cheguei no postinho ainda com a cabeça cheia, pensando no Dante e no jeito que ele saiu dali preocupado com o Daniel. Respirei fundo, ajeitei a blusinha e fui até a recepção. Entreguei minha identidade pela janelinha e a moça sorriu simpática. — Já já vão te chamar, tá bom? — ela disse, digitando meus dados no computador. Assenti, meio sem graça, e fui me sentar nas cadeiras de plástico azuis que sempre rangiam quando alguém mexia. O ar-condicionado velho fazia barulho, mas não refrescava nada. Eu fiquei mexendo nas unhas, ansiosa, até ouvir a porta abrir e uma voz chamar: — Carolina? Levantei na hora, ajeitei o shortinho e entrei. A médica, uma mulher morena de óculos, devia ter uns quarenta e poucos anos, me cumprimentou com um sorriso calmo. — Bom dia,

