CAPÍTULO 44 CAROL NARRANDO Fiquei ali parada, olhando pra cara dele vindo igual um touro bravo, e juro… metade de mim queria rir do exagero, mas a outra metade já tava com o sangue fervendo. — Tá doida, porrã?! — ele repetiu, com aquela voz que fazia até o chão tremer. — Andar por aí sozinha, Carol?! Cruzei os braços, erguendo o queixo. — E tu tá pensando o quê? Que é meu dono agora? — rebati, firme. — Eu não sou seus vapor pra ficar fritando comigo desse jeito, não. Os olhos dele estreitaram na hora. — Não é questão de ser teu dono, é questão de segurança. Aqui não é passeio, aqui é morro. Tem regra. — Regra pra quem? — perguntei, sem abaixar o tom. — Porque eu vivi aqui minha vida inteira, nunca precisei de escolta pra subir ou descer. Ele deu um passo pra mais perto, e o jeito

