CAPÍTULO 82 DANTE NARRANDO Fiquei encostado na porta do banheiro, braço cruzado, ouvindo o barulho da água enchendo a banheira. O vapor já escapava por baixo da porta, trazendo um cheiro leve de sabonete líquido que eu mesmo tinha jogado lá dentro. Passei a mão na barba, respirei fundo e fechei os olhos por um instante. — Essa pequena vai me matar ainda… — pensei, mordendo o lábio. Ela tava toda fodidä, mole de bêbada, mas ainda assim conseguia me fazer perder a linha só de olhar. E eu… eu não podia me deixar levar. Tinha que cuidar dela, caralhø. Só isso. Escutei o barulho dos passos dela, devagar, meio arrastados. Imaginava ela tirando o vestido, cada movimento atrapalhado pela tontura. Meu maxilar travou na hora, e eu virei o rosto, encarando o corredor como se isso fosse me ajudar

