8- CAROL

1310 Words

CAPÍTULO 8 CAROL NARRANDO Quando o relógio bateu meio-dia, o calor já parecia um soco no rosto. O uniforme grudava no corpo, o couro do banco do caixa queimava minha pele e o ventilador pendurado no canto só empurrava ar quente. Eu me sentia mole, esgotada, com o estômago roncando baixinho e a cabeça pesada como se carregasse mil pensamentos, e talvez carregasse mesmo. Saí pro almoço sozinha, como sempre. Não tinha marmita. Também não dava tempo de ir em casa e de fosse não tinha nada pronto e nem pra fazer. Então fui até a barraquinha ali na calçada, do outro lado da rua. O cheiro de gordura me embrulhou o estômago e despertou uma fome que eu tava tentando ignorar desde cedo. — Um pastel de carne — pedi, com a voz baixa, contando as moedas dentro da mão. A tia da barraca me olhou co

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