Alguns dias depois...
Estella narrando...
Graças à Deus eu e a Mônica estamos no mesmo plantão de novo, eu já não estava mais aguentando estar chegando e ela saindo para trabalhar, mas estávamos podendo ter um momento juntas...
Ela me falou que a Ananda e o Micael não estavam saindo do pé dela, até a menina que ela está de rolo aparecer aqui, e que mesmo assim, a Ananda teve coragem de mandar mensagem para ela durante o jantar...
Quando ela me falou que Ananda insinuou que tínhamos alguma coisa, eu quase chorei, de tanto que eu ri, a Mônica e eu nunca passou pela a minha cabeça, não que ela seja feia, porque ela não é, ela é uma ruiva de presença, cheia de postura e gostosa!
Mas sempre fomos amigas, amigas não, melhores amigas, Mônica é a irmã que a vida me deu e eu sou muito grata por ter ela, estava preparando o café preto, pois já vamos sair para o plantão quando a mesma levantou com um leve sorriso no rosto e se espreguiçando.
Ela passou direto para o banheiro e eu fiquei observando a nossa casinha que estamos alugando e honestamente, estou pensando em procurar uma para comprarmos, e uma que seja um pouco maior, que tenha a área de lazer nos fundos com uma piscina, nós duas merecemos isso, então quando eu tiver um tempo, irei procurar algumas casa e já vou falar com a Mônica sobre.
Mônica: Bom dia, o cheirinho do café é maravilhoso, né? — ela diz vindo para a cozinha.
Estella: Bom dia, sim, não tem coisa melhor, no meu ponto de vista. — digo sorrindo.
Sirvo uma xícara para mim e uma para ela, enquanto isso, ela prepara um pão com frios para ela e eu logo preparo o meu, às vezes conseguimos tomar café antes de sair para o quartel, mas tem vezes que deixamos para tomar lá, já que normalmente o pessoal tudo se reúne para tomar café lá.
Mônica: Aí, eu não sei o que eu faço. — ela fala e eu arqueio a sobrancelha. — Ananda parou um pouco de vir atrás, mas ainda sim, joga algumas charadas, e bom, tem a Mariah, ela é incrível, carinhosa e tem uma vibe muito boa, mas eu não sei se quero namorar.
Estella: Ela te pediu em namoro? — pergunto surpresa.
Mônica: Não, ainda não, mas ela disse que queria me levar para sair e era para mim colocar uma roupa bem elegante, pois iríamos em um lugar onde às pessoas adoram julgar os caráteres. — ela fala fazendo careta. — Aí eu falei ainda, nós duas sapatonas vamos lá, já viu o que vai dar né?
Estella: Pelo amor, Mônica, você não tem papas na língua né. — digo rindo e ela dá de ombros gargalhando.
Mônica: Mas é verdade, esses restaurantes chiques sempre tem os clientes soberbos e preconceituosos.
Estella: É isso eu sou obrigada a concordar. — digo e termino de tomar o meu café.
Mônica: E você, quando vai sair para conhecer alguém?
Estella: Não me adoece, vamos logo, se não nós iremos nos atrasar. — digo e ela dá risada terminando o café.
Saímos de casa, eu e a Mônica íamos comprar uma carro, mas no fim, acabamos enrolando e não fizemos nada do que havíamos planejado, mas agora, quero também adquirir um carro, é muito r**m ficar esperando por aplicativo. Não demorou muito e o nosso Uber chegou, entramos no carro e o moço nos deu Bom dia e seguiu caminho para o quartel.
Sabe quando você acorda com uma sensação estranha no peito? Ao mesmo tempo que você acha que algo vai dar errado, você acha que algo irá dar certo? Além disso, a saudade aperta também, saudade no Guilherme e dos nossos momentos juntos, mas como eu sempre repito para mim, Deus sabe de tudo! Chegamos ao quartel e já fomos trocar de roupas. O pessoal estava tudo na sala, bom, a sala e a cozinha são juntas.
Ananda: Bom dia meninas. — ela diz educada.
Mônica: Bom dia pessoal. — ela responde e eu olho todos que estão com um leve sorriso no rosto.
Estella: Bom dia. — respondo um pouco seca e quando vou para me sentar, o chamado vem, a voz ecoa solicitando tanto o pessoal do Batalhão e a ambulância.
Saímos de lá e assim que chegamos, havia um prédio enorme, mas só a parte de cima estava pegando fogo, observamos a fumaça saindo e eu neguei com a cabeça, fumaça preta não é um bom sinal, nós nos aproximamos junto com o nosso chefe.
Connor: Informações. — ele pergunta e então logo o segurança começa a explicar. — Já sabem o que precisam fazer, sejam rápidos, esse prédio irá explodir a qualquer momento.
Saímos correndo em direção ao prédio e fomos subindo em direção ao fogo, haviam vítimas, mas graças a Deus, nada grave, saímos o mais rápido que conseguimos e assim que colocamos o pé para fora, o prédio explodiu, Mônica depois que atendeu às pessoas veio até mim preocupada.
Mônica: Você está bem, amiga? — ela pergunta e eu confirmo sorrindo.
Estella: Não precisa se preocupar comigo, você sabe disso.
Mônica: Eu tento, mas não consigo, você sabe disso. — ela fala séria e eu abraço a mesma e vejo Ananda nos olhando. — Preciso ir.
Ela entra na ambulância e vai em direção ao hospital, eu entro na viatura e vamos em direção ao quartel. O dia foi cansativo, estávamos quase prontos para ir embora, quando houve outro chamado, já saímos correndo e assim que chegamos no local, era uma casa, onde a cozinha havia pegado fogo, mas não tomou toda a casa, deu tempo de apagar o fogo e a senhora da casa recebeu o cuidado que precisava, logo estamos indo em direção ao Quartel, eu estava com os olhos fechados, até que escutei comentários e quando abri, estávamos perto da entrada de uma Favela, havia fogo por todo a parte, não dava exatamente para saber o que aconteceu.
Estella: Entra, vamos ajudar. — digo e o Mason me olha assustado.
Mason: Tá maluca? Isso é um Morro, arriscado!
Estella: Eu mandei entrar. — digo e ele confirma e imbica para dentro do Morro, os rapazes que ficam na barreira não fizeram nada e eu já desci tentando entender o que estava acontecendo.
Xx: Graças a Deus, alguém ajuda, a lancheria está pegando fogo e a minha mãe está lá dentro. — uma moça diz aos prantos.
Cruz: Além dela, tem mais alguém? — pergunto e ela ne.ga com a cabeça, mas logo um homem se aproxima.
Xx¹: A minha irmã, ela estava no banheiro, está lá dentro também.
Cruz: Se preparem, vamos entrar, liguem às mangueiras e vão molhando por cima, cadê a Campos e a Baumer.
Mônica: Chegamos, vimos vocês subindo e viemos logo atrás.
Cruz: Ótimo, se preparar, a princípio temos duas vítimas, então teremos que solicitar outra ambulância, agora vamos. — ordeno a todos e me sinto observada e logo um arrepio percorreu por todo o meu corpo, mas eu ignoro a sensação e coloco a máscara entrando no meio do fogo.
Vamos indo e o fogo está bastante intenso, mas com os jatos de água, já está liberando ainda mais a passagem, acho uma moça desacordada no chão e deduzo ser a mãe da menina. Pego ela e enquanto isso os gritos ecoam pelo banheiro e o Quevedo vai até lá e logo vem com a menina, saímos da lanchonete e eles continuaram apagando o restante do fogo.
Xx¹: Você está bem, Samira? — ele pergunta preocupado e ela confirma.
Samira: Tudo bem, Maninho. — ela diz e ele abraça ela apertado. Mônica vai até a mesma e coloca ela um pouco no oxigênio.
Mônica: Precisamos ir, a outra vítima está desacordada ainda.
Xx: Ninguém vai tirar ela do Morro. — um cara chega falando com um olhar intenso e eu engulo seco, mas logo firmo o olhar no dele.
Cruz: Se ela não receber atendimento, pode vir a óbito. — digo séria.
Xx: Aqui a gente tem hospital, Bombeira, fica na paz, vamos levar ela para lá, mas do Morro ela não sai.
Cruz: Não é você quem decidi isso, é a filha dela. — falo e olho para a guria que confirma.
Xx: O patrão tem razão, vamos levar ela para o Hospital daqui, ela irá receber o atendimento necessário, no asfalto, somos recebidos de uma forma bem r**m. — ela diz e então ele pega a moça e entra em um carro que chegou ao lado dele e sai com ela dali.
Depois que apagamos o fogo, saímos de lá e eu estava bastante revoltada, eu só espero que ela não venha a óbito por negligência desse tal Patrão.