Gilbert Bianchi
Minha mão arde e os meus dedos pingam sangue por conta da grande besteira que a Zahara causou.
— Eu mandei ficarem de olho nela, não mandei? Não sabem cuidar da irmã de vocês? — questiono para esses dois imbecis na minha frente.
— Pai, isso é injusto... — Jordan se cala, imediatamente, mediante o meu olhar.
Ainda ousam se dirigir a mim.
— Eu ordenei que resolvesse o assunto da construtora, essa era a sua responsabilidade — falo, irritado.
Mas que grande porcaria.
— Estava resolvido, não estava? — ele pergunta para esses advogados que devem estar se rebelando contra mim.
— Aquela garota é que se intrometeu — diz. — Entendo que fique chateado comigo, mas a culpada disso é a Zahara — sorrio para não perder a cabeça.
Esse só pode ser o objetivo dela.
Por que ela insiste em ficar perto daquele velho intrometido?
Ainda mais durante às eleições!
Rebeldia?
Ou agitação de quem deveria ter ficado milhares de quilômetros distante da minha filha?
— É pai... veja o que mima-la deu? — Kaleb fala, olhando a porcaria das notícias que não demoraram a circular.
Enquanto a Marly cata os vidros do chão.
É o mínimo que devia fazer após perder esse processo milionário para aqueles imbecis.
— Cale a sua boca — falo, me sentando irritado.
— O que vai fazer quanto à isso? — questiono. Quanto mais esse assunto aparecer, mais chances isso terá de impactar negativamente a minha candidatura.
— Nós já tomamos providências, as publicações sobre isso já estão sendo retiradas do ar — Christian, o advogado, diz e não estou impressionado.
— Ficará marcado, qualquer um dos oponentes pode usar isso contra mim — pontuo.
— Eu cuidarei disso pessoalmente senhor. Nada disso acontecerá! — Marly diz, e eu espero que sim.
— Quero isso para agora — exijo e ela assente, olhando para baixo junto com esse i****a.
Como podem ser os melhores?
— O que foi? — questiono.
— Nas imagens... durante o julgamento... — para além de incopetentes são lerdos.
— Lorenzo Ferri estava lá e ele foi quem a escoltou até ao carro — um sorriso toma os meus lábios com o que acabei de ouvir.
Lorenzo Ferri...
Não esperava menos, mas se eu não deixei o pai permanecer no meu caminho, certamente mandarei o filho para o mesmo lugar.
Ele veio para o meu território e ainda quer usar a minha filha contra mim.
— Ao que tudo indica, ele está ajudando a Bonheur de alguma forma — Christian diz e eu sorrio.
É brincar que eles querem, será brincadeira que terão.
Eu ando ocupado, portanto, eu terei de lidar com o pivô desse problema o quanto antes, ela queira ou não, irá se casar.
O que deu nela?
— Eu quero saber tudo. Onde ele está, com quem anda e quando ele chegou — deixo claro.
— Cuidarei disso agora — o Christian diz.
— Mande a minha filha vir para cá imediatamente — ordeno para a minha assistente.
— Sim, senhor! — responde e eu suspiro.
O que deu naquela garota?