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680 Words
Lorenzo Ferri Lei è matta, una pazza! A questão é: a loucura dela é uma fraqueza ou um escudo? Ela está disposta a manter-se completamente vulnerável a esse ataque para não parecer frágil e amedrontada. O que ela está, por mais que tente esconder. Impressionante. — E... ela acabou de me demitir... — o assistente dela fala petrificado. — O que eu faço? — indaga desesperado. — O que achou que aconteceria? Atraiçôo a confiança da sua chefe sem hesitar — o Miguel comenta, e o Romeo o encara incrédulo e avermelhado. Parece mesmo preocupado. — O que era suposto eu fazer? Deixar ela procurar por uma gangue de assassinos sozinha, sem ninguém ter conhecimento? — questiona. — Eu contei, por que ela sempre confidenciou as coisas dela com o senhor Jean e mais ninguém — diz. — Eu teria permanecido calado se fosse o contrário — justifica. — Eu acho que devo a seguir e implorar por perdão... — diz, se levantando. Ele está apavorado, é engraçado. — Sente-se. Ela não vai falar com você agora — o senhor Jean interfere. — Então o que eu faço? Ela é boazinha, mas é má também. Ela falou séria demais para não ser verdade. O que eu faço? — pergunta, desesperado. — Depois eu ajudo você com isso — o senhor Jean diz, e ele suspira se sentando. — Mas me pareceu que ela também estava chateada com o senhor — parece que ele não possui filtro. — Ela já não está mais — responde. — Mostre-me a tatuagem — ele diz e o mesmo retira o celular para mostrar. — É a tatuagem... — assim que os meus olhos chegam nessa tatuagem, o meu desinteresse some. Eu matei dois homens com essa tatuagem antes de cá vir. — Mande isso para mim — ele diz. Ele não mandaria darem um susto na própria filha. Então aqueles idiotas usam uma gangue como suas marionetes. Ótimo saber. — Me informe imediatamente se algum acidente desse tipo acontecer novamente, imediatamente — diz e ele assente. — Eu não sei mais se terei acesso à essas informações... — lamenta, enquanto o meu celular toca. Atendo, e era a minha assistente avisando sobre uma reunião, que obviamente terá de ser on-line. — Eu preciso ir — falo. — Claro, você é ocupado e o mantive aqui por muito tempo — Jean diz se levantando. — Foi um prazer, falamos mais tarde — o despeço. — Tudo bem! — responde. — Buena noche, senhore... — isso é engraçado e insultuoso, da parte do Miguel. — Isso é espanhol, i****a — ouço o Romeo, murmurar. — Boa noite! — os despeço e saio sem aguardar as suas respostas. Tedioso isso não está a ser. Entro no carro e acelero até ao meu apartamento com várias coisas por organizar. A incógnita que tem uma poker face, mas tem traços de loucura em seu sangue. A mente dela é complexa demais para quem eu achei que seria óbvia. Mas passar o dia com ela esclareceu vários pontos. Ler pessoas é um dos meus vários pontos fortes. Ela não sabe fingir, no entanto é boa em ser cautelosa, principalmente com a exibição do que sente ou pensa. Isso descarta a possibilidade de que ela jogasse para dois lados estando do lado do senhor Jean. Ficou mais do que claro que a afeição é mútua entre os dois. Mesmo agindo de forma birrenta e teimosa, ficou mais do que explícito o respeito que ela sente por ele e a admiração. Não parece que não existe traço biológico entre os dois, eles agem como pai e filha. O que é irônico, sabendo a posição do senhor Jean. Receio do pai, existe. Mas não é o suficiente para a parar. Ficou mais do que claro com o atrevimento e a participação que teve num caso contra a empresa daquele cazzo di m***a. Intrigante. Veremos se depois de hoje, ela recobra os sensos e finalmente aja como eu espero. Estava mais do que claro que ela estava com outra coisa na cabeça até agora.
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