O ar no quarto mudou.
Pesado.
Quente.
Difícil de ignorar.
Minhas respirações ficaram mais lentas…
Mas mais profundas.
Meu corpo já não respondia como antes.
Relaxado.
Mas ao mesmo tempo…
Sensível.
Demais.
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As mãos deles não pararam.
Só mudaram.
Subiram.
Exploraram.
Com mais intenção.
Com mais presença.
Caio me puxou um pouco mais pra trás.
Encostando totalmente nele.
O braço firme ao redor da minha cintura.
— Olha pra frente…
A voz baixa.
Comando.
Obedeci.
Quase sem pensar.
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Noah estava ali.
Tão perto.
Os olhos fixos nos meus.
A mão dele subindo lentamente pela minha perna.
Sem pressa.
Sentindo cada reação.
— Você sente isso…?
A voz suave.
Mas carregada.
Respirei fundo.
— Sinto…
Mal saiu.
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Hugo se aproximou mais.
O toque dele agora no meu braço.
Subindo.
Lento.
Controlado.
Até chegar no meu ombro.
Onde os dedos apertaram de leve.
— Então para de fingir que aguenta…
Meu corpo reagiu.
Imediato.
Sem permissão.
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Caio inclinou o rosto.
A respiração dele no meu pescoço.
— Hoje você foi forte lá fora…
A mão dele deslizou pela minha cintura.
Mais firme agora.
— Aqui…
Pausa.
Baixa.
— Você não precisa ser.
Fechei os olhos.
Por um segundo.
Só um.
Mas foi o suficiente.
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Quando abri…
Eles já estavam mais perto.
Os três.
Sem espaço.
Sem distância.
Sem fuga.
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Os toques vieram juntos.
Coordenados.
Como sempre.
Mas agora…
Mais intensos.
Mais conscientes.
Cada movimento calculado.
Cada reação minha…
Observada.
Sentida.
Respondida.
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Minha respiração falhou por um segundo.
— Vocês…
Nem consegui terminar.
Hugo sorriu de leve.
— A gente sabe.
Noah completou:
— Sempre soube.
Caio apertou levemente minha cintura.
— Só você que demorou pra admitir.
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Minhas mãos buscaram apoio.
Mas não encontraram fuga.
Só eles.
Sempre eles.
E no fundo…
Eu não queria sair.
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— Vocês são impossíveis…
Murmurei.
Sem força.
Sem resistência.
Caio respondeu baixo:
— E você gosta disso.
Respirei fundo.
E dessa vez…
Não neguei.
— Gosto…
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O silêncio voltou.
Mas não vazio.
Carregado.
Vivo.
Quente.
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E ali…
Entre eles…
Sem controle.
Sem distância.
Sem mentira…
Eu me deixei sentir.
Sem lutar.
Sem fugir.
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Porque naquele momento…
Eu não queria ser forte.
Eu só queria…
Ficar.