ELENCO

1572 Words
Capítulo 0 — Retratos de um Encontro Inevitável Aline Méndez / Nina Alves Aline Cristina Méndez nasceu em Campinas, interior de São Paulo, em 2 de junho de 1998. Filha única de Marta Méndez, professora de literatura, e de Eduardo Méndez, contador falecido quando ela tinha 14 anos, Aline cresceu cercada por livros, silêncio e responsabilidades. Desde pequena, aprendeu a ser organizada e observadora — qualidades que herdou da mãe e que mais tarde se tornariam sua marca profissional. Estudou Administração com ênfase em Secretariado Executivo Bilíngue na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. Mudou-se sozinha para a capital aos 20 anos, carregando duas malas e a promessa feita à mãe de que “um dia voltaria com orgulho”. Aline é uma mulher de beleza discreta, de traços finos e olhos castanhos que escondem nuances de âmbar — algo que quase ninguém nota por causa dos óculos de armação grossa que ela usa desde a adolescência. Seu cabelo é castanho-escuro, geralmente preso em coque ou r**o de cavalo, e o rosto raramente vê maquiagem além do batom cor de pêssego que se tornou sua assinatura silenciosa. No trabalho, é conhecida pela eficiência quase inumana. Sabe de cor os hábitos, gostos e manias do chefe; conhece as agendas de todos os diretores e a personalidade de cada m****o da equipe. Mas, apesar da perfeição profissional, Aline sente falta de ser vista. Durante anos, acostumou-se a ser “a mulher que resolve tudo” — mas nunca “a mulher que alguém deseja”. Essa dor silenciosa começou a crescer quando percebeu que Paulo Bianchi, o homem por quem nutre uma admiração contida, sequer repara na cor dos seus olhos. Foi então que, com a ajuda da amiga Beatriz Duarte, ela criou uma segunda identidade: Nina Alves. O nome veio de uma antiga atriz francesa que Aline admirava; o sobrenome, de uma vizinha da infância que sempre dizia “as mulheres bonitas nunca pedem permissão”. Como Nina, Aline se transforma. Solta os cabelos, veste vermelho, calça salto alto e fala o que sente. Nina é confiante, provocante e livre — o oposto da recatada secretária do 30º andar. Mas por trás do jogo de sedução, Nina é apenas o reflexo de uma alma em busca de algo simples: ser amada sem precisar se esconder. Aline vive sozinha em um pequeno apartamento no bairro de Pinheiros. Seu refúgio é o quarto, onde guarda cadernos com poesias que nunca mostrou a ninguém. Tem medo de perder o controle, mas um desejo profundo de finalmente se descobrir. --- Paulo Daniel Bianchi Paulo Daniel Bianchi nasceu em 5 de outubro de 1989, em São Paulo, capital. É o mais velho dos dois filhos de Roberto Bianchi, fundador da rede Bianchi Hotels Group, e de Helena Bianchi, uma mulher de elegância clássica e personalidade forte. Desde cedo, Paulo aprendeu que o nome “Bianchi” vinha acompanhado de peso, status e expectativas. Estudou Administração e Economia em Londres, onde também concluiu um MBA em Gestão Internacional de Negócios. Brilhante e ambicioso, retornou ao Brasil aos 28 anos, após a morte repentina do pai, para assumir o comando do império familiar — uma rede de mais de trinta hotéis de luxo espalhados pelo mundo. Paulo é um homem de presença marcante: 1,87m de altura, cabelos castanhos levemente ondulados, olhos azuis acinzentados e uma postura que exala controle. Tem um rosto de traços firmes, uma cicatriz discreta no queixo (resultado de uma queda quando criança) e um olhar que parece medir o mundo antes de confiar. Sua reputação é de homem exigente, perfeccionista e frio. Nos negócios, é temido. Nos relacionamentos, reservado ao extremo. A última mulher que permitiu se aproximar — Isabela Moura, jornalista de renome — o traiu publicamente, expondo detalhes de sua vida pessoal em uma matéria sensacionalista. Desde então, Paulo fechou as portas de qualquer envolvimento emocional. Acredita que o amor é um luxo perigoso, e que a lealdade vale mais que o desejo. Por isso, vê em Aline uma funcionária exemplar: discreta, competente e previsível. Mas o destino começa a brincar quando ele conhece Nina — a mulher que o desafia, o provoca e desperta nele um desejo que há muito tentava esquecer. O que ele não imagina é que ambas são a mesma pessoa. Paulo vive sozinho em um apartamento no Itaim Bibi, decorado com linhas retas e tons neutros — espelho da sua personalidade. Corre todas as manhãs, não gosta de festas e coleciona relógios antigos. Sob a superfície fria, há um homem que teme ser enganado novamente — e que precisará aprender a amar com vulnerabilidade. --- Beatriz Duarte Beatriz Helena Duarte, 28 anos, é estilista e dona de uma pequena marca de roupas autorais chamada Duarte Atelier. De origem simples, filha de uma costureira e um marceneiro de Sorocaba, Bia é o oposto de Aline em quase tudo. Onde Aline é contida, Bia é explosiva. Onde Aline é recatada, Bia é pura cor e energia. Elas se conheceram na faculdade, quando Aline a ajudou a estudar inglês. A amizade cresceu como um contraponto perfeito: Aline encontrou em Bia um espelho da mulher que gostaria de ser; Bia, por sua vez, via em Aline a calma que sempre lhe faltou. Foi Bia quem criou o nome “Nina Alves” e também quem costurou o primeiro vestido vermelho que Aline usaria sob essa nova identidade. Ela sabe do perigo de brincar com sentimentos, mas acredita que “às vezes, é preciso viver um pouco de mentira para descobrir a própria verdade”. Solteira convicta, Bia é espirituosa e leal, mas teme se apaixonar. Ela será a voz da consciência — e também o empurrão que Aline precisará quando tudo parecer desabar. --- Lucas Montenegro Lucas Henrique Montenegro, 36 anos, é o diretor financeiro do grupo Bianchi e melhor amigo de Paulo desde a adolescência. De origem carioca, estudou com Paulo na Inglaterra e sempre foi o contraponto humano do amigo — mais risonho, mais intuitivo, e infinitamente mais curioso sobre o comportamento das pessoas. Lucas é divorciado e pai de uma menina de 6 anos, Lara, que vive com a mãe no Rio de Janeiro. Ele é charmoso, dono de um humor irônico e um olhar observador que raramente se engana. É também o primeiro a perceber a semelhança entre Aline e Nina, muito antes de Paulo suspeitar. Ao longo da história, Lucas se torna peça fundamental — o equilíbrio entre razão e emoção. É ele quem provoca Paulo a refletir, quem o faz enxergar que nem tudo pode ser calculado. E, em silêncio, carrega seu próprio arrependimento: ter deixado escapar o amor da ex-esposa por priorizar a carreira. --- Clara Bianchi Clara Helena Bianchi, 32 anos, é a irmã mais nova de Paulo e diretora de Relações Públicas da empresa. Extrovertida, carismática e inteligente, Clara é a alma leve da família — mas também uma mulher que aprendeu a sobreviver no mundo corporativo dominado por egos e aparências. Tem uma relação de amor e impaciência com o irmão. Admira Paulo, mas o considera emocionalmente analfabeto. É ela quem tenta, diversas vezes, aproximá-lo da vida real — insistindo que ele tire férias, que sorria mais, que “olhe para as pessoas, não apenas através delas”. Clara simpatiza com Aline desde o primeiro dia. Percebe nela algo que Paulo insiste em ignorar. E quando o segredo vier à tona, Clara será a única capaz de mostrar ao irmão o valor do perdão. --- Eduardo Ribeiro Eduardo Ribeiro, 33 anos, é empresário do ramo de marketing de luxo e um dos frequentadores assíduos dos círculos sociais de São Paulo. Bonito, confiante e de fala envolvente, Eduardo é o tipo de homem que sabe usar o charme como arma — e que se interessa por Nina assim que a conhece em uma festa. Para ele, ela é um mistério que precisa ser decifrado. Para Aline, ele representa o perigo de ser descoberta — e também o espelho da mulher que ela finge ser. Mas Eduardo não é apenas um coadjuvante. Com o tempo, revela um lado mais sensível, um homem cansado das aparências do mundo em que vive. Sua presença cria ciúmes, tensão e provoca Paulo a se perguntar: o que realmente sente por Nina? --- Helena Bianchi Helena Maria Bianchi, 63 anos, é a matriarca da família e ex-diretora de um dos hotéis mais antigos do grupo. De elegância natural e opiniões firmes, Helena representa a tradição e o orgulho dos Bianchi. Apesar da rigidez, é uma mulher justa — e tem um carinho silencioso por Aline, a quem considera “a única pessoa que entende o filho”. Helena foi uma grande influência na formação de Paulo, ensinando-o a manter a imagem impecável da família — mas, com o tempo, percebe o custo emocional desse legado. Será dela a fala mais marcante no final: > “Filho, o amor não é um investimento. É um risco. E é o único que realmente vale a pena correr.” --- Esses são os fios que tecem o destino de Aline Méndez e Paulo Bianchi. Cada um deles — Bia, Lucas, Clara, Eduardo, Helena — será peça vital em uma história de descobertas, segredos e redenção. Porque, no fim, Atração Irresistível não é apenas sobre desejo. É sobre o momento em que as máscaras caem — e o amor, finalmente, vê quem estava por trás o tempo todo.
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