Capítulo 38

816 Words

O couro da poltrona estava frio contra as pernas nuas de Débora quando Leo a empurrou para sentar. O cheiro era inconfundível: couro envelhecido, cera de móveis e um traço fraco e persistente do perfume floral da sua mãe. Era o cheiro da traição. Débora tentou se levantar, o instinto de fugir daquele altar profano gritando em seus nervos, mas Leo a segurou pelos ombros, pressionando-a para baixo. Ele não usou força excessiva, apenas o peso da sua autoridade. — Fique — ele ordenou, a voz baixa competindo com os diálogos do filme em preto e branco na tela. — Você queria ver, não queria? Naquela noite, você estava no corredor, morrendo de vontade de estar exatamente aqui. Ele se afastou apenas o suficiente para ficar de pé entre as pernas abertas dela. A luz oscilante da tela projetav

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