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Me Beija Com Raiva

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Blurb

Ela era o silêncio. Ele, o caos. Mas quando se encontraram, tudo pegou fogo.Na universidade onde status é poder e aparências moldam destinos, Elisa sobrevive nas sombras — tímida, reservada e acostumada a não ser notada. Até que um olhar, um gesto e uma rejeição pública de Noah, o homem que todas desejam, a deixam marcada de um jeito que ela jamais esqueceu.Anos depois, o destino — c***l e deliciosamente irônico — os coloca frente a frente. Mesma sala. Mesmo grupo. Mesma tensão sufocante.Noah é tudo o que Elisa aprendeu a evitar: arrogante, sexy, impossível de ignorar. Com um passado escondido por trás de olhares perigosos e frases cortantes, ele provoca, desafia, e confunde. Cada toque é uma promessa não dita. Cada discussão, um prelúdio para algo mais... quente. E quando finalmente se tocam, é como se o mundo parasse para assistir ao incêndio.Entre provocações e beijos roubados, nasce algo feroz — uma paixão que não aceita amarras. Mas o desejo não basta quando os fantasmas insistem em voltar, quando o orgulho pesa mais que o perdão, e quando amar significa se despir completamente... corpo e alma.Eles vão precisar escolher: continuar se ferindo… ou se curar juntos.

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Capítulo 1 – O Olhar Que Queima
Narração de Elisa A primeira vez que Noah me olhou, eu soube que estava condenada. Não da forma romântica como nos filmes clichês de amor proibido. Era pior. Eu sabia que aquele olhar, carregado de desprezo e faíscas não ditas, ia queimar meu nome na pele dele e o dele, na minha alma. Estávamos no auditório da faculdade, início do semestre. Eu cheguei cedo — como sempre — e me sentei em uma das últimas fileiras. Invisível. Silenciosa. Tentando passar despercebida. Então, ele entrou. Noah Carter. O nome que fazia as meninas suspirarem pelos corredores. O capitão do time universitário de futebol, herdeiro de uma rede de hotéis, arrogante até a última célula. E, ainda assim, inexplicavelmente magnético. Eu já o conhecia de vista. Quem não conhecia? Mas nunca tínhamos cruzado palavras. E, por tudo o que era mais sensato, eu pretendia manter assim. Só que os olhos dele encontraram os meus. Foi só um segundo. Um instante. Mas doeu. Doeu como se aquele olhar tivesse arrancado cada pedaço da armadura que eu levei anos construindo. Ele arqueou uma sobrancelha, e o canto da boca subiu num meio sorriso torto, debochado. Como se dissesse: "Você? Aqui?" Virei o rosto. Fingi que olhava o celular. Fingi que não sentia o calor no rosto, o suor escorrendo pela nuca, as mãos tremendo. Mas eu sabia. Ele tinha me visto. De verdade. Não como os outros. Que apenas passavam os olhos por mim, como quem vê um borrão na paisagem. Noah me olhou como quem decifra. Como quem cutuca uma ferida só pra ver se ainda sangra. Na aula, ele se sentou três fileiras à frente. De lado. E durante toda a explicação do professor, ele virava, de tempos em tempos, para me lançar aqueles olhares indecifráveis. Desafiadores. Meu estômago se contorcia. Minha boca secava. E, ao mesmo tempo, eu queria gritar com ele. Dizer: "Para de me olhar como se eu fosse um mistério que você tem o direito de invadir." Mas não disse nada. No final da aula, saí correndo. Literalmente. Mas ouvi a voz dele atrás de mim. Grave, rouca e carregada de ironia: — A Cinderela tá com pressa? Perdeu o sapatinho? Parei. Erro número um. Virei devagar, com o coração martelando no peito como se quisesse fugir dali antes de mim. — E o príncipe encantado ficou sem fala? — rebati, antes que minha boca percebesse o que estava dizendo. Os olhos dele brilharam com um interesse novo. Surpresa. Provocação. E algo mais... mais sombrio. Como se ele tivesse gostado do deboche. Como se ele estivesse testando meus limites. Ele deu um passo à frente. Eu dei um para trás. — Eu nunca fico sem fala, pequena. Só escolho quando vale a pena responder. Cruzei os braços, como se isso pudesse proteger meu coração descompassado. — E eu nunca fico para ver o final do espetáculo. Só assisto o suficiente para não ser iludida pelo personagem principal. Um segundo de silêncio. E então... ele riu. Uma risada baixa, cheia de notas perigosas. Como um trovão antes da tempestade. — Você é afiada. Gosto disso. Eu não respondi. Me virei e fui embora, ignorando o fato de que minhas pernas pareciam feitas de gelatina. E que meu corpo todo tremia por dentro. Que ódio. O problema é que Noah não era só bonito. Era provocante. Era o tipo de cara que acendia incêndios só com um olhar. E eu estava cheia de gasolina. Na semana seguinte, ele começou a sentar cada vez mais perto. Não ao meu lado — ainda não —, mas perto o suficiente para me deixar inquieta. Os olhares continuavam. Os sorrisos tortos também. E, em um dia qualquer, quando nossos ombros se esbarraram na saída do corredor, o mundo pareceu parar. — Você me evita, pequena. Por quê? — Talvez porque você seja insuportável. — Talvez porque eu mexa com você mais do que deveria. Não respondi. Nem precisava. O silêncio disse tudo. Ele se inclinou, perto demais. O perfume amadeirado, a respiração morna, os olhos que ardiam. — Eu te vejo, sabia? — E eu queria que você não visse. — minha voz saiu falha, como um sussurro de verdade. Naquela noite, sonhei com ele. E no sonho, ele me beijava contra a parede, com raiva. Com urgência. Com fogo. E quando acordei, meus lábios ainda ardiam. Eu estava ferrada. E o pior? Tinha a sensação de que ele sabia disso. Na terça-feira seguinte, tivemos uma aula em grupo. O professor nos dividiu por sorteio. E o destino — esse sádico impiedoso — colocou Noah e eu na mesma equipe. — Parece que vamos trabalhar juntos, pequena. — Tenta não me atrapalhar. — retruquei, tentando soar firme. Mas a verdade é que meu coração dava cambalhotas. Sentamos lado a lado, na biblioteca. E ali, com menos pessoas por perto, a tensão se multiplicava. Ele se inclinava demais, falava baixo demais, sorria como se soubesse de todos os meus segredos. Eu não sabia onde colocar as mãos, os olhos, nem minha dignidade. E então, ele tocou minha mão. De leve. Mas foi como um choque elétrico. — Você sempre treme quando alguém te toca... ou sou só eu? Levantei os olhos, pronta para rebater com alguma ironia... mas falhei. Porque o que vi nos olhos dele não era só deboche. Era desejo. Cru. Nu. Intenso. Meu corpo inteiro respondeu. E antes que eu pudesse me proteger, meu rosto já estava queimando, minha respiração acelerando. Ele sorriu. — Isso responde. E ali, naquele momento, entre livros e palavras não ditas, eu soube: aquilo não era só provocação. Era o começo de algo que nem o tempo, nem a razão poderiam segurar. Eu estava prestes a cair. E a queda prometia ser devastadora. Ele estava ali de novo. A poucos passos da minha mesa na biblioteca, Noah se encostava numa das estantes, como se aquele fosse o lugar mais interessante do mundo. Mas não era. Ele estava olhando para mim. De novo. Fingi que lia, mas cada célula do meu corpo sabia que era mentira. Eu não conseguia me concentrar em nenhuma palavra da apostila. Só conseguia sentir. O peso do olhar dele. A forma como meus ombros se arrepiavam. O calor que subia pelas minhas costas e explodia em meu rosto. Respirei fundo e forcei meus olhos a seguir as linhas impressas. “Se continuar assim, vai incendiar o papel”, ouvi sua voz, rouca, atrás de mim. Meu coração disparou. Ele tinha se aproximado. Quando? Virei o rosto devagar, como se qualquer movimento brusco fosse me fazer desintegrar. — O quê? — minha voz saiu mais fina do que o normal. Noah sorriu de canto. O tipo de sorriso que deveria vir com um aviso de perigo. — Você estava quase fumegando. Pensei que fosse culpa da matéria, mas agora tenho certeza que é outra coisa. Ou alguém. Ele sabia. Cada palavra era uma provocação calculada. Ele adorava isso — me ver desconcertada, sem chão. Mas, mesmo assim, eu não conseguia odiá-lo. — Você se acha demais, sabia? — retruquei, ajeitando os cabelos. — Não. Eu sou demais — ele piscou. Deboche. Atrevimento. Ele era um espetáculo de arrogância envolto num perfume amadeirado que me deixava tonta. E ainda assim... Eu queria mais. Me levantei, tentando passar por ele sem encostar. Um erro. Seu braço se ergueu, bloqueando minha passagem. — Vai fugir, linda? O jeito como ele pronunciou “linda” me fez querer socar e beijá-lo ao mesmo tempo. — Eu não fujo. Só escolho minhas batalhas — respondi, erguendo o queixo. Seus olhos desceram lentamente pelo meu rosto, parando na minha boca. O ar ao nosso redor parecia vibrar. Ele se aproximou um pouco mais, até que só um suspiro caberia entre nós. — E eu pareço uma batalha pra você? Travei. Ele era mais que uma batalha. Era a guerra inteira. E eu estava perdendo sem nem lutar. — Parece um risco — murmurei, sentindo meu corpo inteiro vibrar. Por um segundo, ele ficou sério. Um tipo de silêncio denso caiu entre nós, carregado de algo que eu não sabia nomear. Medo? Desejo? Desequilíbrio? — E mesmo assim... você não desvia — ele disse, a voz mais baixa. Talvez ele estivesse certo. Talvez eu fosse louca. Mas meu corpo, minha mente, meu coração, todos estavam na mesma frequência. A frequência dele. Só que naquele momento, o sinal do meu celular vibrou. Uma notificação boba, mas o suficiente pra quebrar o feitiço. — Eu preciso ir — sussurrei, dando um passo para o lado. Ele deixou. Não disse nada, não tentou impedir. Só me olhou com uma intensidade que doía. Saí dali com o coração martelando contra as costelas. Com a certeza de que não tinha acabado. Aquilo... era só o começo.

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