O segredo do CEO!

1608 Words
Adrian Após entrevistar o quarto contador, me levantei e fui até a sala da psicóloga, não aguentava mais ver pessoas desesperadas por emprego. Parei em frente a porta de madeira branco e ao levantar o punho para bater escuto uma voz feminina. - Bom, eu moro com o meu irmão, ele é advogado criminalista... - E os seus pais? - Minha mãe faleceu há sete anos atrás, já o meu pai tem 57 anos e está em estado vegetativo no hospital. - Ah, entendo... Por quê deseja a vaga de contador na empresa? - Não é algo que eu deseje e sim que preciso, além de gostar de matemática, claro. Eu não quero continuar vivendo assim pro resto da vida, quero ampliar horizontes e fazer esses quatro anos de faculdade não ser desperdiçados, eu quero vencer na vida, construir uma jornada diferente e claro, ter uma família, para isso é preciso uma renda boa, e essa vaga mudaria tudo. É como eu suspeitei desde o início, a vida desta mulher não foi fácil, mas algo me diz e uma energia percorre todo o meu corpo, eu preciso contratar ela para entender esse sentimento.  Após conversar com a mesma volto pra minha sala e organizo alguns arquivos no computador, preciso sair o mais rápido possível da empresa, vou jantar com a minha família nesta noite. - Ainda não acredito que me jogou fora! - Alexa aparece na porta com os punhos cerrados. - Você sabe que esse lance de secretária tra.nsar com o patrão não iria dar em nada, então não entendo o motivo de estar desapontada. - respiro fundo e recolho minhas pastas. - Preciso ir, se cuide. - Você é um monstro Adrian! - ela para em frente a porta, bloqueando a saída. - Eu me entreguei pra você, fizemos loucuras nesta sala, até jogos eró.ticos!  - Você quer dinheiro? Talvez uma quantia seja o suficiente pra não encher mais a minha paciência. - O dinheiro nem sempre compra tudo, seu medíocre! - Escuta aqui garota! - agarro o braço da mesma e a tiro do meu caminho. - Eu tentei ser educado, mas não resta escolha. ACABOU ALEXA! Eu já me cansei do seu corpo, você não me satisfaz mais, então me esquece! Segue sua vida e dá pra outros caras, quem sabe arruma outro CEO pra você passar a perna. - O quê? - ela arregala os olhos. - Acha mesmo que não de tudo que acontece na empresa? Eu vi você nas câmeras, jogando o anti-concepcional que eu comprava no lixo! Queria tanto assim um filho nosso? - gargalho. - Não vou te demitir, então me deixe em paz! - Não, isso é um en- Saio andando, não tenho tempo pra escutar desculpas inúteis, entro no elevador e espero as portas fecharem. É cansativo ser um homem rico e bonito, as mulheres da baixa sociedade se aproveitam para tentar subir na vida através de uma criança. - Se ao menos eu encontrasse alguém que fosse um pouco do quê você já foi, Scarlett. - toco o meu relógio de pulso e respiro fundo saindo do elevador. - Alô Felix? Eu estou na portaria, pode me buscar. - desligo o meu celular e aguardo do lado de fora o meu motorista particular. Aproveito para acessar as notícias do momento e claro eu estava estampado em todas, sorrio para mim mesmo. É incrível como um homem bonito faz as notícias serem valiosas! Meu sorriso largo é interrompido pelo esbarro de alguém. - Me perdoe, eu não te vi. - digo ao reconhecer o rosto feminino a minha frente. - Está tudo bem. - ela sorri colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha. - Droga! Acho que torci o pé... Olho pra baixo e vejo o salto da mesma quebrado. - Acha que consegue andar? - questiono. - Ai...- ela respira ofegante. - Buc.eta! Tinha que acontecer isso agora? - a mesma tampa a boca no mesmo instante e arregala os olhos pra mim. - Desculpe o pelo palavrão. - Tudo bem. - gargalho. - Senhor! - Felix buzina com o carro na avenida. - Acha que devemos ir ao hospital? - Devemos? Não se preocupe, eu vou colocar um gelo e vai ficar tudo bem.  - Vem, vamos colocar um gelo na minha casa. - agarro o seu corpo e a pego no colo. - O que está fazendo? Tem pessoas olhando! - a mesma diz escondendo a rosto em meu peito. - Deixe que olhem! - sorrio a colocando no banco de trás do carro. - Felix vamos para o meu apartamento. - Sim senhor. Lisa Não acredito que isso está dando certo! Ele vai me levar para o seu apartamento de luxo? Isso vai ser empolgante, vou jogar minha isca lá e puxar o anzol. Sorrio de leve, porém sou interrompida após ele virar pra trás. - Não se preocupe, já estamos chegando. - Ah, claro... porém não precisava fazer isso tudo, foi só uma leve torsão. - sorrio cabisbaixa. - Eu sei, por isso não a levei pro hospital e o seu salto estragou precisa de um novo. - o mesmo sorri largo. - Pretendia andar descalça até sua casa? - Sim. - Felix pare naquela loja. - ele aponta o dedo para uma loja de sapatos. - Sim senhor. - o mesmo obedece sem questionar. - Lisa, quantos você calça? - Ah, não precisa fazer isso Adrian. - Pelo tamanho do seu pé...- ele olha pra baixo. - 36?  - Sim... - Já volto. - o mesmo sorri saindo do carro e me encara novamente. - Não se preocupe, eu tenho bom gosto pra sapatos femininos. - ele pisca e sai andando até a loja. - Vocês se conhecem? - o motorista questiona. - Na verdade, não. - Ele nunca age por impulso. - o mesmo me encara pelo retrovisor. - O sr. Adrian gosta de vossa companhia. - Isso é impossível, nos conhecemos hoje! - respondo no mesmo instante. O motorista ficou em silêncio até o Adrian voltar com duas sacolas. Ele comprou dois sapatos pra mim? Isso está cheirando a golpe, com certeza ele quer dormir com o meu corpinho, mas assim? Tão rápido? - Comprei um salto ótimo, você vai gostar. - ele sorri. - Já disse para não gastar dinheiro comigo, não precisa. - Vamos trabalhar juntos, eu espero que por muitos anos, então precisa sim! Respiro fundo e encaro a paisagem da rua pela janela do carro, não demorou muito para entrarmos em um condomínio fechado, era enorme e cheio de prédios e casas, com jardins e campos de futebol, tinha até mesmo golfe! O carro parou em frente à um apartamento alto e ao sair do carro e abrir a porta, Adrian me pegou no colo novamente e me levou pra dentro do prédio. Entrou no elevador prata com o piso de madeira preto e apertou o ''C'' de cobertura. Não levou nem cinco segundos, as portas foram abertas, ele entrou em seu apartamento e me colocou no sofá branco da sala com muitas almofadas. - Vou pedir a empregada o gelo. - o mesmo pisca e sai andando até a cozinha. - Uau. - digo reparando o lugar e a vista que sala proporcionava. As paredes eram verde musgo, o sofá branco e piso de porcelana também era, havia vários abajures espalhado pelo cômodo, uma televisão enorme e no centro da sala uma janela que ocupava uma parede inteira, ela dava a vista de quase toda NEW YORK. Como ele pode ter tudo e alguns não terem nada? Meus olhos se encheram de água, desde pequena sonhava em morar numa casa grande ao lado da minha família. - Pronto, agora é só colocar no seu pé...- o mesmo notou os meus olhos vermelhos. - Aconteceu algo? - É que...está doendo muito. - respiro ofegante. - Não é melhor te levar ao médico? - É outro tipo de dor, você não entenderia. - sorrio limpando as minhas lágrimas. Você jamais entenderia, Adrian! Pois viveu sempre no luxo e na mordomia, mas isso vai acabar, eu vou tomar tudo de você, vou fazer você chorar como a minha família chorou. Não é pecado, certo? Afinal estou apenas pegando de volta tudo que a sua família nos roubou. Foram dias horrivéis, mas a partir de hoje tudo vai mudar! Eu vou dar a volta por cima e internar o papai no melhor hospital da cidade. - Aqui. - ele se senta no banco de frente pra mim. - Coloque seu pé na minha coxa, vou colocar o gelo. - É que...eu estou de saia. - sorrio de leve. - É verdade, mas não se preocupe, eu não vou espiar. - o mesmo sorri de lado. - Só se você quiser. - Sem vergonha! - digo tomando o gelo de sua mão. - Isso foi um xingamento? - Ah...me desculpe. - arregalo os olhos ao lembrar do quê disse. - Eu compro sapato pra você, te trago até aqui nos braços pra você me chamar de ''sem vergonha''? - Me des- - Isso foi engraçado. - ele gargalha. - O quê? - Ninguém me chamou disso antes, não com roupas. Olha como ele é pervertido! Qualquer espaço em suas palavras ele joga uma cantada. - Sr. Cooper, a Lauren acabou de chegar. - a empregada aparece abrindo a porta. Lauren? Quem é essa? Namorada dele? Inclino o corpo tentando ver quem havia chegado e sou surpreendida por uma menina baixa com mochila nas costas. - Papai! - a mesma corre em sua direção e abraça ele com força. - Papai?! - arregalo os olhos ao escutar essa palavra.
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