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Bailarina e o Músico

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A Bailarina e o Músico conta a história de uma menina que sonha em se tornar uma bailarina de renome e para isso tenta uma bolsa de estudos na renomada academia de Ballet de Londres, a Garden. Lá ela irá conhecer pessoas que vão querer ajuda-la, amigos para a vida toda, e outras que vão querer derruba-la, mas, além disso ela irá conhecer o amor será ele seu amor pra vida toda? É o que ela deseja. Te convido a acompanhar essa história romântica e um tanto dramática.

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Primeiro
Capítulo I Era bem cedo quando acordou. Seguiu em direção ao banheiro e se aprontou. Um banho rápido e logo desceu para tomar café da manhã. Sua mãe, uma mulher baixa de pele clara queimada do sol, olhos castanhos e cabelos da mesma cor, estava de pé em frente ao fogão, mexendo o que parecia ser ovos. Otávio, o pai da jovem, estava sentado à mesa lendo seu jornal com um copo de vidro com café até a metade. — Bom dia! - disse com tom confiante e alegre.  — Bom dia! - respondeu de imediato. — Parece mais animada hoje, Laura. - comentou caminhando até a mesa com a mistura na frigideira. Pôs sobre a mesa e pressionou o lóbulo da filha mais velha brincando. — Mãe, não chegou nada para mim? — Victor! - gritou Helena olhando para o alto da escada. — Desça ou vai se atrasar para a escola. Não chegou não filha.  — Hum.. — sussurrou em resposta desanimada.   Victor, irmão mais novo da loira,  estava em seu quarto se aprontando e se atrasando como habitual.  — Eu preciso ir. As meninas já devem estar me esperando. - disse, deu um beijo em cada e seguiu a pé para a escola próxima de sua casa. Diferente das jovens de sua idade, dezessete anos, Laura é professora de ballet de meninas entre três e seis anos de idade em uma escola particular perto de sua casa. A loira começou a fazer ballet com 6 anos e aos 13 já havia se tornado a melhor do estado. Dá aula de ballet desde os 15, mas seu sonho é estudar na Academia Garden de balé em Londres. Ser uma bailarina consagrada, com honras é um sonho desde que entendeu que ballet era sua vida.  Para uma bailarina é  algo importantíssimo para qualquer bailarina que deseja seguir carreira. Ano passado, pela primeira vez em décadas, a AGBL abriu uma espécie de concurso via internet. Você mandava um vídeo de uma apresentação, uma coreografia ou a execução de passos de ballet e lá eles analisavam e escolhiam apenas dez meninas no mundo todo para fazer parte da academia. Bolsa de estudos e alojamento incluído. Foi uma oportunidade de ouro e Laura não perdeu a oportunidade. Mandou um vídeo executando vários passos e passadas. Tentando a perfeição, mas com muita cautela e técnica. Quem sabe  um dia ela alcance a perfeição desejada. Mas até hoje, nada. Nem uma ligação, e-mail ou carta, zero contato. Mas a esperança permanece firme. Um dia ainda vai dizer: “ Sou uma bailarina da Garden.” Chegou na escola às oito em ponto. Sua aula começa em  dez minutos. Pegou tudo que iria usar na aula e levou para a sala. No corredor já se encontram três de suas aluninhas. Melissa, Yasmin e Evelyn. Cumprimentou rapidamente e entrou na sala. Pôs sua mochila no chão e verificou a barra fixada na parede. Verificou se havia algum lugar solto ou que pudesse machucar as mãos das meninas. Liberou a entrada das alunas e iniciou a aula do dia. Uma cambalhota, duas. Na ponta dos pés. Essas meninas, mesmo tão pequenas, já são talentosas. Prodígios. A diretora da escola interrompeu a aula e chamou Laura para um aviso. A jovem caminhou até a porta dizendo às meninas para continuar me o que faziam.  — Laura, seu irmão está no pátio te esperando. Disse que é  urgente. — Ditou preocupada. Mas a urgência não era um mau sinal. — Ta! Obrigada! Vou correndo, olha as meninas pra mim rapidinho?  — Claro! Pode deixar. — A loira caminhou apressada corredor a dentro. Avistou seu irmão no centro do pátio que exibia uma bandeira. —  Victor, o que ouve? — perguntou ansiosa ao se aproximar. — Chegou uma carta para você. — Ele entregou a carta e Laura pode ler a quem foi endereçada e principalmente de quem era. Sua resposta para um sonho.  “ Não acredito. Será? Não acredito. Chegou, depois de um ano e dois meses?” — Chegou agora pouco. — explicou. — Minha mãe quando viu que era de lá. Me mandou te entregar rápido. Abre logo! Vamos ver se você foi aceita! — falou ansioso.  —Será? Depois de tanto tempo. Faz mais de um ano. Se eu tivesse passado eu já teria recebido.  — Você só vai saber quando abrir. — disse tocando na carta. Apesar de ser mais novo quatro anos, Victor é bem responsável e sempre cuida da irmã. Foi ele quem lhe deu coragem para fazer e enviar o vídeo. Foi quem a ajudou com tudo. Devagar, foi abrindo a carta endereçada a ela, Laura Bediévre. Nela estava escrito: “ Querida senhorita Bediévre. Venho por meio desta carta, anunciar que a senhorita, foi uma das bailarinas escolhidas através do concurso realizado pela internet. Nós, professores e diretores, da Garden. Ficamos encantados pelo seu talento e técnica, e adoraríamos ter alguém como a senhorita conosco. Atenciosamente: Astra Priet, diretora da AGBL. ” PS: É necessário apresentação desta carta no momento que fizer o cadastro aqui na academia. Laura correu direto para casa, que até esqueceu de avisar  a diretora da escola. Despejou chorando a notícia para sua  mãe, com lágrimas escorrendo de seus olhos ela a abraçou ditando suas palavras orgulhosas. — Parabéns! Você merece tudo de bom que está acontecendo e irá acontecer na sua vida. — chorando, ficaram abraçadas alguns minutos. Até que se lembrou do segundo papel que veio junto. Papel que explicava sobre toda a documentação necessária, além de que ela precisava comparecer na Garden em uma semana. O pequeno período de tempo é devido ao atraso da entrega da carta. Sua família não tinha tanta condição financeira. Morando em Teresópolis, cidade na região serrana do rio de janeiro tinham condição pequena em comparação aos demais participantes. Seu pai nunca negou nada para ela e seu irmão. Mesmo sem condições, ele se esforçava para lhes dar o melhor e mais uma vez foi o que ele fez. Havia prestado vestibular e conseguido uma bolsa de 50% que não irá utilizar Isso se conseguir realizar seu sonho. Então em uma semana venderam alguns ítens da casa pra comprar a passagem de ida e ficar com alguns dólares caso desse algo errado. Vendeu algumas peças de roupa e seu ukulele que quase não usava, o que ajudou nas dispensas.  Assim, trocando reais por dólares, conseguiram comprar a passagem para Londres, Inglaterra, e ficou ainda com setenta dólares com propósitos firmados. Quarenta  para a passagem de volta, caso algo acontecesse e trinta para despesas extras como: comer, comprar algo para vestir, ou comprar outra sapatilha, já que a dela estava um tanto  gasta. Como a academia disponibiliza quartos para os alunos, então não tinha preocupação onde iria dormir. Na noite anterior ao dia de embarcar para Londres, não conseguiu pregar os olhos. Era uma mistura de nervosismo e ansiedade. Ora chorava, ora gargalhava. Mas de todo sentimento o maior era a felicidade. Por volta das sete da manhã se levantou. Se aprontou em quinze minutos e a ansiedade consumia sua mente. O medo e a culpa lhe corroiam. Ela estaria muito distante de seus pais e não poderia cuidar deles como já fazia. Em onze horas e meia estará desembarcando no início de um sonho, caminhando para a realização de uma vida de esforço.  Antes de descer para o café. Conferiu as malas. Tomo café, e emotiva, já começou a se despedir dos vizinhos e amigos. Afinal, se tudo der certo, não voltará aqui tão cedo.  A agenda estudantil da Garden é bem pesada, tendo aulas de segunda a sexta, das oito às cinco da tarde. No sábado pela manhã é separado para  aulas extras, ou separam o fim de semana inteiro para eventos e apresentações.  Além de não ter dinheiro, pra  voltar rápido. O plano é cursar um ano e arrumar um emprego de meio período no fim de semana ou a noite. São quatro anos de especialização, tem que se virar sozinha em um país diferente e desconhecido. Com pessoas que não falam seu idioma materno.  Sem conhecer ninguém. Pensar nisso, assusta e desistir está totalmente fora de cogitação. Seus pais se esforçaram demais para desistir por medo. “ Eu me esforcei por essa vaga. ” Milhões de bailarinos sonham com isso e ela consegue. “ Eu consegui! ” (...) Está chegando a hora de embarcar e a ansiedade aumenta. Otávio levou as malas para o carro e sua mãe a chamou. Estava entretida se despedindo de alguns jovens vizinhos que conhece desde sua infância. Ela correu para casa e pegou a toalha amarela da mão de Helena. Subiu a escada e seguiu até o banheiro que estava fechado. Bateu na porta e Victor, que  estava no banho, resmungou. — Tá ocupado! — Sai Vi! — gritou, batendo na porta.  — Espera! — respondeu. — Fica batendo papo, se atrasa e quer descontar em mim. — Você sabe que te amo. — disse sorridente. O barulho da trança e o jovem de quase quatorze anos saiu enrolado na toalha. — agora sai. Vai, vai! — Adentrou o cômodo pequeno todo de piso branco. Se despiu e rapidamente estava debaixo do chuveiro que despejava água morna sobre a pele levemente bronzeada e recheada de pintas e sinais de nascença. Tomo banho, lavo seu cabelo loiro escuro. Vestiu uma calça jeans skinny, blusa branca larga de mangas, levou na mão um cachecol quadriculado preto e branco, uma jaqueta preta e um sobretudo preto e cinza. Apesar do Brasil ser bem quente, Londres não é! Não no momento. O clima era outonal, recheado de ventos gélidos.  Nos pés uma bota de cano curto branca de ponta fina e detalhes com fechos de prata no tornozelo. Suspirou ao se posicionar na porta de saída de casa. Helena, sua mãe, sorriu e a abraçou de lado. Seguiram direto para o aeroporto que ficava distante de sua casa. No aeroporto despediu de seus pais e irmão chorando muito. Estava muito emocionada. Talvez fosse a chance de realizar um sonho, talvez fosse medo. Mas com certeza estava feliz, uma felicidade imensa em alcançar essa vaga. Mas a despedida não deixava de ser uma tortura. A distância vai doer demais.  — Vai dar tudo certo, querida. — Ela diz convicta, como se prevê-se o futuro.  Embarcou com a maquiagem toda borrada devido às milhares de lágrimas. O avião é comum. Vários lugares, nada de privilégios, afinal é a classe econômica. — Poltrona vinte e três...Poltrona vinte e..cadê você sua linda? —sussurrou, completamente perdida. — Quer ajuda? — sugere a aeromoça. — Sim, por favor! Poltrona vinte e três. — falou observando a passagem e aceitando a ajuda.  — Bem aqui, senhorita. — diz mostrando a poltrona cinza na fileira do meio, a poltrona do meio. Na ponta, um senhor de uns 50 anos, com seu cabelo grisalho e na outra ponta está vazia. A aeromoça me ajuda com a bagagem e logo me sento, ponho o cinto, pois o avião  irá decolar. 5 minutos depois e já estamos no ar. Rumo a Garden! Estou com a maquiagem toda borrada, mas não me atrevi a levantar. Primeira viagem. Sozinha. Nunca que vou levantar. Minha opinião muda em alguns minutos pois a necessidade de ir ao banheiro me chama. Saio pela esquerda e caminho até o banheiro. São quatro banheiros, um de frente para o outro. Todos ocupados. Então espero. Noto algo no meu sapato e vou tirar.  Me apoio na porta de um dos banheiros que  se abre, fazendo com que eu vá de cara no chão. Porém, segundos antes de tomar esse lindo tombo, sou segurada a centímetros do chão. Quem quer que seja me segura pelo braço, evitando assim a minha, vergonhosa, queda. Levantei toda desajeitada. Minha visão subiu até o meu salvador e quando vejo, posso dizer que é uma excepcional visão. O co-piloto , fardado, lindo, olhos negros tão intensos que nem sequer vejo sua íris. Moreno, corpo definido, senti isso ao tocar quando me levantava. Seus cabelos estão perfeitamente cortados e tem a mesma coloração de seus olhos. — Des..descl..desculpa. Eu..eu não tive a intenção de atrapalhá-lo. Fechei a porta do banheiro totalmente corada pela situação, e pela "situação de olhos negros" Ele travou a porta com a mão e me interrompeu com sua voz fina e irritante. — Imagina, eu que abri a porta enquanto você estava apoiada. Oi? Má como? Que isso? Faio tudo. Aí destrói toda a história que eu já havia sonhado para nós. — Imagina. - falo envergonhada e segurando o riso. Que falta de educação a minha querer rir só porque ele tem a voz de um pré adolescente. — Obrigada. Entro no banheiro segurando o riso, que insiste em sair. Fecho a porta e pego meu estojo, onde fica minha maquiagem e vários outros itens. — Que monstro! - digo olhando no espelho. — Pelo menos a culpa não foi minha. - referindo a voz irritantemente fina, do co-piloto que destruiu nosso futuro casamento e dois filhos lindos. Retoco a maquiagem, nada exagerado. Saio do banheiro e vou até a minha poltrona.  Passo pelo senhor da ponta, que logo faz cara f**a. Poxa, só passei uma vez, e já tá reclamando. Ranzinza. A poltrona vazia, agora ocupada por um rapaz, que está com seu braço jogado por cima do rosto, como se estivesse dormindo. Ele ocupava toda sua poltrona, e também, metade da minha. Cutuco uma, duas vezes e sem respostas. Cutuco pela terceira vez, e ele se mexe com toda preguiça do mundo. Afastando apenas parte do braço. — Com licença. E que sua...pern... Est. - nem se quer termino a frase, pois ele coloca o braço de volta no rosto sem me dar atenção. Então já estou estressada. Me jogo com tudo sobre a poltrona e a perna dele. — Ai! - esbraveja. — Ta me vendo aqui não. — Tô! Impossível não ver. Já que você ocupa além daquilo que você tem direito. - esbravejou. Ele virá para a janela e torna a jogar o braço por cima de seu rosto. Me acomodei na poltrona dormindo um pouco também. Após algumas horas de sono, se alimentou de um jantar simples que a aeromoça lhe serviu, leu algumas páginas de um livro de poesias e adormeceu outra vez acordando apenas quando a voz do co-piloto, aquele co-piloto, anunciou que iriam pousar. E por isso deviam permanecer sentados e com o cinto. “É, cheguei!” Saiu do avião já procurando o restante das malas. Pegou todas e, entusiasmada, seguiu em direção ao táxi. Mas é melhor eu economizar.  Então decidiu pegar um ônibus. “É incrível!”  Ficou surpresa com cada detalhe da cidade, tudo chamava sua atenção. O fato de ser organizado, da cidade se manter limpa e os ônibus vermelhos com seu charme particular. E foi num desses, um clássico ônibus de dois andares que subiu.  Sentou lá em cima e aproveitou para apreciar a vista. Tudo era lindo. As árvores com suas folhagens bem verdes, flores desabrochando tímidas. Logo chegou o bairro onde fica a Garden. Desceu em frente a um lindo portão preto de grades em muro extenso e alto, acinzentado. Ao lado do portão, junto com o muro, há uma cabine, que acredita ser de segurança. Ao se aproximar vem a confirmação.  Um dos seguranças sai da cabine. Tão alto que o pescoço de Laura doeu de tanto olhar para cima. Ela não é alta, apenas poucos centímetros a mais dos um metro e meio. — Olá, posso ajudar? — diz o gigante.  — É.. Eu..so-sou. —  respiro, não consigo sequer pronunciar uma frase em inglês. Estou mega nervosa.  — Sim....— disse tentando entender o que a loira queria dizer.  — Eu sou uma das  alunas que foi  selecionada. — digo rápido. Ele logo abriu o grande portão e finalmente pode dizer:“ Sou uma Garden!” O caminho é feito de ladrilhos vermelhos e em ambos os lados há um gramado verde com pequenas poças de água.  Grandes árvores com folhagem vivida. Enquanto caminhava no caminho avistou  dois prédios. Um à esquerda e outro à direita. Cada um com sua arquitetura. O prédio à esquerda tem letreiros enormes no topo do prédio com o nome da escola: Academy Garden of Ballet from Londres. Já o outro, com aspecto mais recente, com muitas janelas diz: Academy Roster of music and art. Isso surpreendeu a Bediévre. Ela sabia da existência de um segundo prédio e que estavam fazendo alterações nele, aumentando, modificando. Sabia que a escola estava passando por um período de transição de chefia, mas não deixou de ser uma surpresa ver o prédio em todo funcionamento. Ela sempre acompanhava as notícias sobre, mesmo depois de tanto tempo sem receber respostas ela não desistiu, teve esperanças. Andando pelo caminho, pode ver vários grupos de alunos sentados debaixo da marquise de ambas academias. Alguns com violão, outros apenas conversavam. Atrás dos grandes prédios de quatro  andares, havia mais dois, um pouco mais à frente. Supôs que eram os dormitórios. Seguiu para a Garden, o prédio mais antigo com detalhes semelhantes a um castelo. Recebeu alguns olhares curiosos e alguns nada receptivos.  Na entrada havia alguns rapazes sentados na escadaria. — Olá! Pode me dizer onde fica a diretoria? — Claro! — Um loiro platinado ficou de pé sorrindo ladino. Empolgado se aproximou e a encarou de baixo a cima. — Você está atrasada, sabia? — A diretoria? — Ditou firme sem mudar seu olhar.  — Aqui no térreo. Não tem errada, é só entrar e seguir reto.  — Obrigado!  — Imagina novata. Eu sou o Lucky. — Obrigado! Seguiu escada acima para a Garden e o jovem, tal Lucky, estava certo. Dava pra ver a secretária após dar alguns passos no hall. Uma secretária,  ruiva bem bonita, mas com uma cara de péssimos amigos a atendeu.  — Olá! Sou a Laura Bediévre e fui selecionada pela competição mundial.  Soube que tem que fazer um cadastro. — disse simples, suave. Não transparecia, mas suas pernas bambeavam devido o nervosismo. — São sessenta dólares. — seca. — Como? — digo sem entender- — Sessenta dólares! A inscrição custa sessenta dólares. — estendeu  a mão. — Mas e a bolsa integral? — ditou confusa. — Sim, porém o cadastro é pago. — A encarou e colocou, pela primeira vez, o celular sobre o balcão e cruzou os dedos a frente do corpo. — Infelizmente, se você não tiver, só posso dizer que tenha uma boa viagem de volta, senhorita.. —respondeu direta. — Bediévre. Laura Bediévre! — “Pronto, agora o que eu faço? ” Verificou o que restou dos seus setenta dólares contabilizando desejando que a passagem do ônibus não tenha sido tão cara. O costume de contar o dinheiro não tinha. Faria dezoito em pouco tempo, mas sempre permaneceu dentro de casa. Sessenta e três dólares. Seu saldo era de sessenta e três dólares. Já era passagem de volta si entregar, sem volta. Ok, qualquer coisa imploraria no consulado brasileiro. É isso.  “Não posso desistir do meu sonho na primeira barreira.” — Aqui. — Obrigado! Só assina aqui e aí é só torcer para que você seja aprovada no cadastro. — diz, surpreendendo a loira. “ Porque não contou antes. Meu Deus, se eu não for aceita? Consulado aí vou eu! ”

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