Chegaram até Any e ela sorriu ao ver que David já estava brincando com o pai.
— Fizeram as pazes? — ela sorriu colocando a travessa de salada na mesa.
— Aham. — o pequeno assentiu e o pai o pôs no chão. — O papai nunca passou de fase no Mário mamãe. — ele contou.
— É mesmo? — ela pincelou o nariz dele e o sentou em sua cadeirinha alta.
Ele assentiu. Any sorriu para o marido e Josh assentiu com a cabeça sentando-se.
— Quer salada meu amor? — ela perguntou fazendo o prato dele.
Ele assentiu enquanto a observava. Any era uma esposa perfeita, até seu prato ela fazia. Era extremamente dedicada a ele e ao filho. Isso o deixava com receio de que a esposa descobrisse seu caso com Vivian. Sabia que tudo aquilo estaria perdido, mas ele também não conseguia deixar a irmã de Any.
— Amor? — ele saiu de seus devaneios. — Aqui está. — entregou seu prato. — Estava no mundo da lua. — brincou.
— Só estava pensando em uns assuntos da empresa. — mentiu.
— Ah não amor, esquece a empresa. — ela disse, cortando o peru em pedacinhos para David. — Você quase não chega para o jantar, hoje que você conseguiu, para de pensar um pouco no trabalho.
— É, você tem razão.
— Toma minha vida. — entregou o pratinho do filho. — Quer saladinha?
— Quero. — ele sorriu olhando a alface.
David deveria ser a única criança do mundo que gostava de salada. Any o serviu e colocou o suquinho dele no copo com bico.
— E então amor, sabe o que eu estava pensando? — ela disse, se servindo agora. Joshua a olhou enquanto mastigava. — Podíamos sair de férias. O que acha?
— Any, nós já tiramos férias no ano passado. — ele respondeu.
— Eu sei, mas foi ano passado. — ela respondeu obvia. — Não sei amor, eu acho que você trabalha demais, volta muito tarde para casa. Você merece férias anuais.
— Eu sou diretor e filho do dono, tenho que dar o exemplo, até por que um dia tudo aquilo será meu. — retrucou.
— É... Já que você gosta de trabalhar tanto. — ela suspirou. — Acontece que seu filho e eu sentimos muito a sua falta.
Ele a encarou e suspirou.
— Você se acostumaria a ser pobre outra vez? — ele perguntou.
— Ora essa, é claro que sim. O dinheiro não é tudo Josh. — ela deu uma garfada e ele sorriu de leve.
— Pra você pode ser fácil, mas para o meu filho não. — ele disse, olhando David, que cantava uma musiquinha, distraído. — É acostumado a ter tudo o que quer.
— É acostumado, mas tem os pés no chão. Sabe que hoje temos tudo, mas amanhã podemos não ter mais.
— Ah claro, falar é uma coisa, viver é outra. — ele rebateu.
Any rolou os olhos.
— Tudo bem, esquecemos as férias. — disse vencida. — Mas você podia... Sei lá, voltar mais cedo para casa, o que acha? — disse com os olhinhos brilhando.
— Chega desse assunto. Não vou diminuir meu ritmo de trabalho e ponto final. — ele disse, começando a se irritar.
— Ok, faça como quiser. — deu de ombros, ficando triste de certa forma.
Queria que Josh fosse mais presente, mas se ele preferia ficar enfurnado dentro de um escritório, o que ela podia fazer?
— Papai o tio Tomás vai vir pro meu aniversário! — David contou, alegremente. — A mamãe vai me dar um convite pra eu levar pra ele.
— Quem é tio Tomás? — ele perguntou, de forma debochada, olhando a esposa.
— É o professor de David. — ela olhou o filho, sorrindo.
— Ele não é professor mamãe. — o pequeno riu.
— Oh sim, é verdade, mas tudo dá no mesmo. — deu de ombros.
— Que legal filho. — ele disse, dando pouco caso.
Quem é o o****o que ganha a vida dando aulas pra um bando de pirralhos chatos? Deveria ser um nerd barrigudo e virgem.
— Amanhã a mamãe vai entregar o convite pra você entregar pra ele, tá bem meu amor? — o pequeno assentiu.
— Papai, vamos jogar Mário? — o menino dizia animado, enquanto a mãe limpava sua boquinha.
Joshua deu um sorrisinho falso. Odiava aquele joguinho bobo, mas o que podia fazer?
— Claro campeão. — disse assentindo. — Mas termina de jantar primeiro, ok? — o filho assentiu.
Depois de jantarem, Any por fim tirou a mesa, David pegou a mão do pai e o arrastava, sem sucesso.
— Vamos jogar Mário! — ele tentava puxar o pai, mas não conseguia por ser pequeno demais. — Eu vou começar da fase três e você vai começar do começo, tá bom papai?
Joshua coçou a nuca e assentiu, sem escolha. Ligou o vídeo game a ajeitou a TV para que se iniciasse a partida. O pequeno começou a jogar, animado. Fazia o Mário morrer toda hora e Josh já estava entediado, não que ele não gostasse de seu filho, amava o menino. Mas esse negócio e ser pai e ter que ficar brincando com a criança e dando atenção toda santa hora era uma tremenda chatice, não tinha nascido pra isso.
— Filhão, deixa o papai pular pra você. — ele disse, já cansado de ver David tentando pular de uma nuvem para outra.
— Mas eu consigo. — ele respondeu, sem tirar os olhos da TV.
— Eu sei que consegue. — teve vontade de rir. — Mas eu quero que você me mostre outras coisas tá bom?
— Tá bom papai! — entregou o controle para o pai, que passou a nuvem de primeira. — Papai, você conseguiu rapidinho! — dizia pulando.
— Agora o papai vai tomar uma água, e você fica jogando tá filhão?
— Mas não demora. — ele disse, com um bico.
Joshua respirou fundo e foi para a cozinha. Any estava guardando a louça.
— E então? — ela sorriu ao vê-lo aparecer na cozinha. — Estão se divertindo?
— Ah claro. — ele rolou os olhos.
— Amor, eu sei que esse joguinho é chato, mas ele adora. — ela mordeu o lábio e o abraçou pelo pescoço. — E gosta mais ainda quando você está. — deu um selinho nele e o soltou, voltando a fazer o que estava fazendo.
Joshua a olhou de cima a baixo e analisou o corpo de Any. De repente sentiu um t***o repentino por t*****r com ela, ali mesmo, na cozinha. Sem pestanejar foi até ela e a abraçou por trás. Any sorriu e acariciou os cabelos dele.
— Sabe o que seria divertido? — ele disse, maliciosamente no ouvido dela. — f********o aqui, na cozinha. — sorriu divertido, sentindo seu m****o começar a pulsar com a ideia.
— Amor, nem começa. O nosso filho está acordado. — ela repreendeu, se arrepiando com a possibilidade.
— E daí? — acariciando o bumbum dela. — O perigo me excita. — subiu a mão e apertou os s***s de Any.
— Mas você enlouqueceu é? — ela disse baixinho. — Se ele vir a gente transando vai ficar muito assustado.
— Any, ele nem entende nada. — olhando para os lados. — Anda, bem rapidinho. — disse mordendo a orelha dela. — Eu estou com muita vontade de você, meu amor.
— Josh, ele pode ver. — ela disse chorosa. Jamais se perdoaria se algum dia David presenciasse tal momento entre Joshua e ela.
— Ele não vai ver. — a virou e lhe beijou, fazendo a esposa se entregar a ele.
Separou o beijo com selinhos e a virou de costas pra ele, fazendo-a se apoiar no balcão, ele abaixou a calça e a cueca, revelando sua ereção latente, e em seguida levantou o vestidinho de Any, afastando sua calcinha para o lado. A penetrou com força, fazendo a esposa gemer chorosa.
— Oh! — indo com força. Olhava para os lados, sem parar de penetrar Any. O prazer que estava sentindo era algo fora de série.
— Josh... — ela mordia o lábio com força, sentindo o pênis cumprido e grosso do marido pressionar o seu útero.
Ele apertou seu seio esquerdo e a mulher estava segurando os gemidos o tanto que podia. Estava com medo que David visse, ele podia entrar correndo pela cozinha a qualquer momento.
— PAPAI! — o pequeno gritou, fazendo os dois ficarem tensos. — VOCÊ TÁ DEMORANDO MUITO!
— Josh... — Any disse, com medo.
— Ele não vai vir, relaxa, eu já estou quase. — disse voltando a se movimentar na mulher.
Any por sua vez fechou os olhos, sentindo o prazer lhe arrepiar todos os pelos, o medo e o t***o realmente combinavam. Estava enlouquecendo.
— PAPAI! — David gritou outra vez.
— Eu já vou Júnior! — ele gritou. — Ah caralho... — olhando seu m****o entrando e saindo da v****a de Any, era uma visão extremamente agradável de se ver. — Assim amor... Hm.
— Ah... — Any mordia o lábio, não demorou até que ela chegasse ao orgasmo.
Joshua ainda se movimentava freneticamente. Any viu a sombra de David se aproximando da cozinha e ficou desesperada. Foi nesse exato momento que Joshua saiu de dentro dela e foi para trás do balcão. Ela arrumou o vestido e o pequeno entrou na cozinha. Ela respirou aliviada.
— PAPAI! — ele chamou. — Ah você tá aí ainda?
Joshua mordia o lábio e olhava pra baixo, Any sabia que ele estava ejaculando.
— Por que vocês tão estranhos? — ele perguntou, vendo que Any respirava de forma acelerada e Joshua parecia cansado.
— Você deveria estar jogando Mário, não era filho? — ele disse, subindo a calça por fim. Pegou um pedaço de papel toalha e limpou de forma disfarçada todo o esperma que estava no azulejo do balcão.
— Sim, mas você tá demorando muito. — ele fez um biquinho de irritação.
— É que eu estava ajudando a mamãe a limpar a cozinha. — pegou outro pedaço de papel toalha e colocou um pouco de detergente, voltou a esfregar o azulejo, limpando-o direito.
— Mas você me disse que iria jogar comigo! — ameaçou um choro.
— Pronto filho, o papai vai jogar sim, vamos. — o pequeno cruzou os bracinhos e saiu na frente, com cara amarrada.
Joshua jogou os papeis no lixo e foi até Any, que estava sorrindo. Ele a beijou de forma calma, fazendo-a sorrir.
— Viu só como deu tudo certo? — ela assentiu. — Foi uma delicia. — lhe deu outro selinho e saiu com um sorriso.
Any se abanou, ainda sentindo as pernas bambas. Realmente, tinha sido delicioso. Depois de se recuperar terminou de guardar sua louça e foi tomar um banho. Estava literalmente exausta.
¨¨¨¨
A semana passou rápido, e o final de semana chegou, junto com a ansiedade do pequeno David. Afinal chegara o dia de sua festinha. Quando o pequeno acordou, encontrou um grande pacote ao lado de sua cama.
— MÃE! — ele chamou, levantando da cama alegremente. Não demorou e logo viu Any parada na porta sorrindo. — OLHA ESSE PRESENTÃO! — disse todo alegre, rasgando o papel vermelho.
— Por que não abre e diz o que achou? — ela ergueu a sobrancelha.
Josh apareceu, vinha bebendo uma xícara de café e sorriu para o filho.
— O que é papai? — o pequeno perguntou, com um sorriso enorme, ele adorava ganhar presentes grandes.
— Abre pra você ver. Esse é o da sua mãe. — tomando um gole de café.
David abriu sem demora e arregalou os olhinhos quando viu.
— A PISTA! — disse dando pinotes.
Any e Josh sorriam, olhando a alegria do pequeno.
— Eu sabia que eu ia ganhar uma.
A pista acrobática da Hot Wheels era o sonho de consumo de qualquer garotinho, e com ele não era diferente.
— Você gostou minha vida? — a mãe se abaixou na altura dele.
— Aham! — ele disse, tentando abrir a caixa. — Obrigado! — agradeceu vermelhinho.
— De nada. — ela deu um beijinho nele.
— Deixa o papai abrir. — Josh disse, pegando a caixa e forçando pra abrir. Assim que abriu viu outra caixa de papelão, onde estavam os carrinhos e as peças. — Pronto, agora é só montar. — ele olhou o filho. — Depois do café o papai monta pra você está bem? — bagunçou os cabelinhos dele.
— Mas eu queria brincar agora. — ele fez um biquinho.
— Fazemos um trato, você toma café e depois montamos a pista juntos. O que acha?
— Tá bom papai! — ele sorriu e saiu correndo até a sala, ao chegar lá tem outra surpresa. — AHH! — ele olhou a mãe, apontando.
Any sorria, era tão engraçado a forma que ele estava.
— É minha mamãe? — apontando a bicicletinha azul, com duas rodinhas.
— Acho que nem a mamãe e nem o papai cabem nela. — ela riu e ele correu até lá.
— Gostou filhão? — o pequeno assentiu animado, enquanto subia na bicicletinha. — Esse é o presente do papai.
— Não sei qual é o presente mais legal! — David dizia com os olhinhos brilhando. — Obrigado papai! A Samantha vai ficar com raiva por que eu ganhei uma bicicleta primeiro do que ela. — disse apertando o guidão.
Joshua sorriu e levantou.
— Vai sair? — ele perguntou a esposa.
— Não, eu vou ficar em casa, mais tarde eu vou começar a arrumar o salão de festas, já conversei com o sindico e peguei a chave. E você, não vai trabalhar hoje certo? — ela o olhou de forma repreensiva.
— Não, só vou sair mais tarde, vou à casa do Noah, parece que ele tá meio doente. — olhando David, que ainda estava em cima da bicicleta.
— Nossa, e o que ele tem? — ela franziu a sobrancelha.