Eva O dia estava abafado, como se o céu segurasse a respiração, um prelúdio sufocante para o que viria a seguir. Era o tipo de clima que me fazia lembrar que nada estava realmente em paz — apenas em suspenso, como um instante antes de um trovão, ou a calmaria que antecede um furacão. As folhas das árvores m*l se moviam, a umidade pesava no ar e a cidade parecia envolta em um manto de expectativa silenciosa. Cada ruído, por menor que fosse, parecia amplificado e distorcido, reverberando na atmosfera densa. A ONG estava em polvorosa, mais movimentada do que nos últimos dias, um verdadeiro epicentro de esperança e necessidade. Mães retornavam com seus filhos, os rostos marcados pela preocupação, mas também pela confiança em encontrar ali o apoio necessário. Uma senhora diabética, com a pele

