Eva O morro tem seus monstros, e não estou falando de lendas urbanas ou figuras fantásticas. Estou falando de pessoas, de histórias que se escondem nas vielas, sob o sol forte e as noites estreladas. São monstros de carne e osso, com cicatrizes na alma e um olhar que já viu demais. E hoje, eu conheci um deles de perto. Não em um beco escuro ou sob a mira de uma arma, mas em um lugar onde a vida e a morte se misturam, onde a vulnerabilidade se expõe e a humanidade se revela em sua forma mais crua: no hospital. Eu, enfermeira, habituada à dor e à resiliência, deparei-me com uma figura que destoa do meu cotidiano, um homem cujos olhos carregavam a frieza de quem domina e a ferocidade de quem protege o seu. Ele não era um paciente comum, nem um visitante aflito. Ele era a personificação daqu

