Daren A paz nunca dura no morro. É uma ilusão, um breve suspiro antes da próxima tempestade. Principalmente quando se é o rei, o alvo constante das ambições alheias, o ponto de convergência de todas as invejas e rivalidades. A paz não passa de uma trégua efêmera, uma pausa concedida pelo inimigo, apenas o tempo suficiente para que ele termine de afiar sua lâmina, para que seus planos de usurpação atinjam a perfeição macabra. E, desta vez, o inimigo não era uma força difusa, um espectro anônimo rondando as vielas. Não, ele tinha nome, um nome que ecoava pelas quebradas como um presságio sombrio: Léo Barão. Um nome que carregava consigo o peso de antigas rixas, de traições sussurradas e de uma sede insaciável por poder. O reinado de Léo Barão estava se consolidando, e a paz frágil que ante

