CAPÍTULO 125 ALINE NARRANDO Desci as escadas correndo, o coração parecia querer sair pela boca. Cada passo ecoava no silêncio da casa, misturado ao barulho das motos desligando lá fora. Quando abri a porta, ele já tava ali, parado no meio da entrada, cercado pelos homens, mas com o olhar preso em mim. Sem pensar, fui direto até ele. O corpo dele tava marcado de pó, cheiro forte de pólvora e suor, mas pra mim nada disso importava. Me joguei nos braços dele, e a boca dele encontrou a minha num beijo urgente, forte, como se fosse a prova de que ele tinha voltado inteiro. — Graças a Deus, Cabuloso… — murmurei contra a boca dele, sentindo as lágrimas descerem. Ele segurou meu rosto com firmeza, os olhos escuros ainda queimando, mas agora com um brilho de vitória. Aproximou a boca do meu o

