152- SEM SONO

1157 Words

CAPÍTULO 152 ALINE NARRANDO Quando o ronco do carro dele sumiu lá na rua, o silêncio que ficou foi tão pesado que parecia que o morro inteiro prendia a respiração comigo. Fechei o portão devagar, como se fosse pra segurar também a avalanche que tava dentro de mim. Mas não adiantou. Bastou eu dar dois passos pra dentro de casa que as lágrimas começaram a despencar. Subi correndo as escadas, batendo a porta do meu quarto com força, me joguei na cama. Abracei o travesseiro com tanta força que parecia que ia rasgar. — Porrä, Aline… — murmurei, a voz engasgada, o choro sufocado. — Que merdä tu foi arrumar pra tua vida… Fechei os olhos e a cena voltou, como sempre: ele lá, dopado ou não, com a piranhä em cima dele. O soco que ele deu nela, o jeito que me olhou, perdido. E depois, agora há p

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