CAPÍTULO 153 CABULOSO NARRANDO Saí dali puto, com o coração virado do avesso. Arranquei o carro no soco, motor roncando alto, e nem olhei pra trás. A dona braba me botou pra fora como se eu fosse qualquer um. Eu, caralhø… eu! O sangue fervia nas veia, e a cada curva do beco eu sentia a raiva aumentar. — Filha da putä… — murmurei, batendo a mão pesada no volante. — Eu não vacilei, porrä… não vacilei! O vento da madrugada entrava pela janela aberta, mas nem esfriava o fogo que tava queimando dentro de mim. A corrente pesava no pescoço, o suor grudava na testa, e a mente só rodava na mesma fita: o olhar dela me chamando de mentiroso, me botando como se fosse qualquer vacilão. Subi pro alto do morro, estacionei na frente do meu barraco e desci batendo a porta com força. Os menor que tavam

