CAPÍTULO 58 TUBARÃO NARRANDO Ela encostada em mim ali no sofá, toda cheirosinha, cabelo úmido esparramado no meu peito… mano, não tem sensação melhor. Coração da novinha batendo devagar, respiração já mais calma… eu sabia que ela tava na paz, tá ligado? Fiquei só passando a mão nos cachos dela, devagar, sentindo o cheirinho de lavanda subir… p***a, até isso essa mulher sabia fazer. Até o perfume dela acalmava meu ódio do mundo. A TV rolando lá, mas eu nem sabia o que tava passando. Minha mente tava focada nela. No jeitinho que ela se encolheu no meu peito, nos dedos dela segurando de leve minha camiseta, como se quisesse ter certeza que eu não ia sair dali. — Tá melhor, bebê? — perguntei, baixinho, sem nem olhar. Só sentindo. Ela fez que sim com a cabeça, sem falar nada. Só esfregou

