ISABELLE
— Papai! — Angelique chama. Eu me viro para encontrar Jericho entrando em seu quarto parecendo que não dormiu nas vinte e quatro horas desde que o vi. Por alguma razão eu esperava que ele estivesse ao meu lado constantemente. Ficando de olho em mim. Assistindo para ter certeza que eu como. Certificando-me de que eu não machuque o bebê dele. Mas depois do dia em que ele me deu sopa, não o vi novamente. Quando acordei, seu lado da cama não tinha sido dormido.
— Bom dia, querida. — diz ele, pegando Angelique em seus braços quando ela corre para ele, levantando-a em um abraço de urso.
Ainda é chocante para mim vê-lo assim. Ele é tão completamente diferente com sua filha do que é comigo. Com qualquer um. Como um homem que não conheço. O que eu gostaria de ter feito.
Eu toco meu estômago. Será que ele vai ser assim com nosso bebê? Ou ele vai odiá-lo por causa do sangue Bishop?
— Nana disse que você provavelmente teve muitas reuniões. — diz ela. — Eu nem cheguei a ver você no jantar.
— Foi um longo dia. — ele responde, colocando-a de volta no chão, ainda segurando sua mão, caminha em direção a sua mesa. Ele olha para o livro de Angelique, aberto. É um livro infantil sobre música. Especificamente, sobre um urso que tem um dom para o violino. Era um dos meus favoritos quando eu era mais jovem. Quando perguntei a Leontine se poderíamos comprá-lo para Angelique, ela e vários outros foram entregues em casa em apenas algumas horas.
Isso tudo aconteceu antes, no entanto. Agora estou usando Antes e Depois como demarcações de tempo. Da minha vida. Antes, quando eu sabia que Jericho St. James era mau, mas eu não sabia o quanto. Agora, no Depois, eu sei.
— Isabelle. — ele diz, colocando uma mão pesada no meu ombro. —
Como você está se sentindo?
— Ela está muito melhor. — diz Angelique. — Você não está, Belle?
— Estou, querida. — Eu sorrio para ela, então fixo meu rosto quando o viro para ele. Quero ter certeza de que ele entenda a mensagem, mas não cause nenhum dano a Angelique no processo.
— Você está comendo? — ele pergunta.
— Sim.
— Bom.
Eu me levanto. — Eu vou. — eu digo, assumindo que ele quer um tempo com sua filha e passo em direção à porta.
— O que você está lendo? — ele pergunta, pegando o livro, olhando para o título e algumas páginas do interior.
— É sobre um urso que pode tocar violino mesmo quando pequeno. — diz Angelique. — Viu? — ela pega o livro e vira algumas páginas. — Belle vai me ensinar a tocar também, mas ainda sou muito jovem.
Jericho olha para mim. — Isso é muito bom. Talvez ela toque para nós mais tarde hoje. O que você acha, Angelique?
— Ah, ela é muito boa, papai. Você deveria ouvi-la.
Eu me sinto corar e me afasto de Jericho. — Eu adoraria ouvi-la. Mais tarde hoje então. — ele diz para mim.
— Se eu não estiver muito cansada. — Eu tento mover meus lábios em um sorriso.
Uma batida vem na porta e Leontine entra. — Hora do almoço. — diz ela.
— Então podemos ir? — Angelique pergunta a ela.
— Ir? — Jericho pergunta, arqueando as sobrancelhas.
— Sua mãe e eu vamos levar Angelique a uma livraria local. — digo, me sentindo rebelde. Como se eu quisesse desafiá-lo.
As sobrancelhas de Jericho agora desaparecem na linha do cabelo. — Você está o que?
— Uma livraria. Você sabe, onde eles vendem livros? Eles organizam uma hora da história depois do almoço para as crianças da idade de Angelique. Vamos levá-la para a hora da história e depois vamos comer bolo.
— É um lugar especial, papai. Cotton Candy. Belle me mostrou fotos. Tudo é cor-de-rosa e parece Cotton Candy e eles têm até...
— Quem disse que você pode fazer isso? — Jericho pergunta, cortando-a, olhando para mim.
Eu sorrio largo. — Fiquei com vontade de comer bolo.
Ele envolve a mão em volta do meu pescoço e aperta um aviso. — Catherine pode fazer um bolo para você.
— Não. É um bolo muito particular que eles têm apenas na Cotton Candy. Você não quer que eu ignore um desejo, quer?
— Por favor, papai? Você pode até vir com a gente. — Ele olha para Angelique, abrindo a boca, mas ela continua. — Tio Zeke disse que ia comer bolo no almoço! Eu gostaria de bolo para o almoço, mas Nana disse que eu tenho que almoçar primeiro.
— Zeke está vindo? — ele pergunta.
— Ele está. — eu digo, meu sorriso se alargando. — Ele não é um doce de tirar um tempo do seu dia ocupado para nós?
Algo se contorce no templo de Jericho. — Tudo bem. — diz ele com os dentes cerrados.
— Você virá? — Angelique pergunta animadamente pulando para cima e para baixo.
— Sim.
— Bem, fico feliz em ouvir isso. — diz Leontine, parecendo surpresa e satisfeita. — Isso está resolvido então. Você acha que eu preciso mudar a reserva, Isabelle? — Leontine me pergunta.
— Não, não há problema em adicionar mais uma cadeira. E se não, Jericho sempre pode se sentar sozinho. — Essa última parte é dirigida a ele.
— Belle conhece a dona. — diz Angelique. — Ela é amiga dela. Ela é uma confeiteira. Ela está preparando algo especial para nós.
— Eu aposto.
— Talvez eu até peça a ela para colocar algo extra especial no seu. — digo a Jericho.
Ele desvia o olhar para mim. Ele se transforma em um clarão.
— Venha, Angelique. — diz Leontine. Eu me pergunto se ela sente a tensão crescendo.
— Belle você não vai almoçar? — Angelique pergunta.
— É claro. — Dou um passo em direção a elas, mas Jericho segura meu braço.
— Vamos descer em alguns minutos.
Angelique olha para nós, mas Leontine a conduz para fora da sala.
Assim que eles se vão, eu me liberto do aperto de Jericho e saio para o corredor. Chego até o meu quarto, mas assim que coloco minha mão na maçaneta, Jericho fecha a mão sobre a minha.
— Você estava desejando bolo? — ele pergunta, palavras cortadas.
Sua proximidade faz algo vibrar no meu estômago. Faz o cabelo na parte de trás do meu pescoço ficar em pé. Eu mudo meu olhar de nossas mãos unidas para seus olhos sem virar minha cabeça.
— Um dia atrás, você não conseguia manter a comida no estômago, esposa minha.
— Acho que as vitaminas realmente funcionaram. — Tenho me sentido melhor, mas honestamente tudo o que comi foi mais daquela sopa. Não tenho certeza se vou aguentar bolo, mas eu estava morrendo de vontade de sair de casa, essa era a maneira de fazer isso. Saber que estou grávida me fez mais corajosa. Deu-me uma espinha dorsal.
— Hum.
Ele abre a porta e gesticula para que eu entre. Quando passo por ele, noto um cheiro familiar nele. Eu não posso identificá-lo, mas não pertence a ele. Não pertence aqui nesta casa.
— Onde você estava? — Eu pergunto quando ele fecha a porta.
— Você está com saudades de mim?
— Eu só estava me perguntando porque a náusea indo embora coincidiu tão bem com a sua ausência, eu só me perguntei se seria melhor se você ficasse longe pelos próximos nove meses. Ou para sempre. Qualquer um funciona para mim. Ou melhor ainda, deixe-me ir para casa.
Casa. É quando percebo qual é o cheiro.
Eu me inclino em direção a ele e cheiro seu colarinho.
— O que você está fazendo? — ele pergunta.
Eu recuo. — Esse é o perfume de Julia. — É fraco e talvez seja a gravidez que aumentou meu olfato, mas tenho certeza. E algo sobre isso me deixa arrepiada.
Ele parece surpreso com meu comentário e leva um minuto para responder. — A encontrei quando devolvi seu telefone. — Ele anda ao meu redor até a porta que conecta nossos quartos, entra no dele.
Eu o sigo. — O que você quer dizer com você devolveu para ela?
Ele tira a jaqueta e desfaz a gravata, jogando-a de lado. Ele desabotoa os botões superiores e os punhos de sua camisa antes de puxá-la para fora de suas calças e sobre sua cabeça. Ele joga isso na cama também, tira os sapatos e caminha em direção ao banheiro.
— Quero dizer, eu fui devolver seu telefone e dizer ao seu irmão que não haveria mais contato entre você e eles. Mas ele não estava em casa. Ela estava. — Ele liga o chuveiro e desfaz o cinto, virando-se para mim. — Você não está com ciúmes, está? Tem batom no meu colarinho?
— Por que haveria batom em seu colarinho? — Eu pareço na defensiva e com raiva. Ou talvez seja ciúme. Percebo que meus braços estão cruzados sobre meu peito, então eu os solto.
Ele sorri, satisfeito.
Eu balanço minha cabeça. — Seu i****a. Eu não sou ciumenta. Só não entendo por que o perfume dela estaria grudado em você.
Ele levanta as sobrancelhas e dá um passo em minha direção, envolvendo um braço em volta da minha cintura. — Ela não é meu tipo. Você não precisa se preocupar.
— Eu não estou, Jesus! O que há de errado com você? — Eu empurro seu peito, mas ele aumenta seu aperto.
— Além disso, você é meu tipo. E você é minha esposa. Sem mencionar que você está carregando meu filho. Você é a única mulher que estou interessado em f***r.
Eu empurro novamente. — Você é bem-vindo para f***r todas as mulheres na Cat House se é isso que você quer. Contanto que você me deixe em paz!
— Eu não acho que você quer dizer isso.
— Ah, eu quero.
— Devo provar?
— f**a-se!
Ele sorri, mantendo o braço em volta da minha cintura, chega ao chuveiro para desligar a água. Ele me levanta, me levando para o quarto onde me deposita na beirada da cama. Com um empurrão de dois dedos no meu peito, ele me coloca de costas. Ele levanta meu vestido e tira minha calcinha.
— O que você está fazendo? — Sento-me enquanto ele se agacha, seu rosto no meu sexo.
— Comendo sua b****a. — ele responde e antes que eu possa abrir minha boca para protestar, ele me puxa para a beira da cama, sua boca encontra meu centro e eu não consigo pensar. Tudo o que posso fazer é sentir sua língua molhada e quente habilmente lambendo meu c******s. Suas mãos abrem minhas coxas mais largas enquanto ele desliza dois dedos para dentro, então fecha a boca sobre a protuberância inchada e chupa.
— Oh. Deus.
Ele faz uma pausa para olhar para mim. — Jericho servirá. — Ele sorri, então me cutuca de volta, então estou deitada novamente, levantando minhas coxas sobre seus ombros. São apenas alguns momentos antes que eu esteja ofegante. Antes que meus dedos se enrosquem em seu cabelo e eu goze.
Estou mole quando acaba. Ele se levanta, olha para mim e limpa a boca com as costas da mão. Ele tira o resto de suas roupas e eu posso ver o quão duro ele está. Ele coloca um joelho na cama e pega seu p*u na mão, inclinando-se sobre mim, se masturbando.
— Vê o que quero dizer? — ele pergunta, me beijando, em seguida, se afastando, os olhos se movendo sobre o meu corpo.
— Eu odeio você. — eu digo a ele.
— Se você apenas quis dizer isso.
Com a mão livre, ele empurra meu vestido para cima para expor meus s***s vestidos com um sutiã de renda. Ele é áspero quando tira primeiro meu seio direito da taça e depois o esquerdo, deixando a renda se acumular sob meus s***s macios e inchados.
— Venha aqui. — diz ele, segurando a parte de trás da minha cabeça. Ele me levanta para sentar, chegando perto o suficiente para que eu saiba o que ele quer. Ou eu acho que sim, até que seus dedos apertam meu cabelo e ele está puxando minha cabeça para trás. — Quem convidou Zeke?
— O quê?
— Quem convidou Zeke para comer bolo?
— Eu... Angelique.
— Não foi você?
Tento balançar a cabeça, mas não consigo por causa de seu aperto no meu cabelo.
— Tem certeza?
— Sim. — Ele afrouxa seu aperto.
— Bom. Porque você não é dele. Você é minha. Quanto mais cedo você entender isso, melhor.
Ele me solta e eu caio sobre os cotovelos. Ele recua, olha para minhas pernas abertas. No meu sexo. Estou pingando porque quero mais do que sua boca. Eu o quero dentro de mim.
— Você quer gozar de novo, não é? — ele pergunta.
Eu mordo meu lábio em resposta. Eu quero dizer a ele que eu o odeio, mas eu não. Há tempo suficiente para isso. Agora mesmo, eu quero vir.
Ele sorri, agarra minhas coxas e quando ele empurra seu p*u dentro de mim, eu agarro seus ombros, unhas cravadas na carne. A maneira como ele se move dentro de mim, a maneira como ele me faz sentir, não consigo pensar quando ele está me olhando assim. Quando ele está me fodendo assim.
— Venha, Isabelle. Goze meu p*u para que eu possa gozar em cima de você.
Eu faço. Odeio-me por isso, mas eu faço bem no comando. Ele observa e ainda está duro, empurrando, então quando meu corpo fica mole, ele puxa para fora, agarra seu p*u e empurra mais duas vezes na palma de sua mão antes de gozar. Eu vejo isso acontecer. Observo como todos os músculos em seu rosto e corpo ficam tensos antes de eu mudar meu olhar para o aperto em seu p*u. Não consigo desviar os olhos enquanto ele me marca, meu estômago, meu peito, meus s***s. Ele coloca uma mão na cama enquanto se inclina sobre mim, espremendo o último de seu orgasmo, sua respiração irregular, olhos fechados. Quando ele termina, ele abre os olhos, se endireita e olha para a bagunça que ele fez. Ele coloca a palma de uma mão na minha barriga e esfrega seu g**o na minha pele, sobre meus s***s, até o V entre minhas pernas.
Eu o vejo fazer isso, vejo ele me cobrir com isso, seu cheiro, ele. Ele está me marcando. Como se a tatuagem nas minhas costas não fosse suficiente. Quando ele termina, ele olha para mim. No que ele fez. Ele acena com a cabeça uma vez e se vira para voltar para o banheiro. Um momento depois, ouço o chuveiro sendo ligado.
Levanto os cotovelos e olho para mim mesma. Eu sou dele. Dele em todos os sentidos. Eu fico de pé, minhas pernas bambas. Tiro meu vestido e o sigo até o banheiro. Ele não fica surpreso quando entro no chuveiro. Quando eu me aproximo dele.
Ele inclina a cabeça para o lado, me estuda por um longo momento antes de envolver uma mão na parte de trás do meu crânio e me beijar.
Não há nada de terno nesse beijo. É outra marcação. Dele. Eu sou sua. E quero deixar minha marca também. Quando eu cravo minhas unhas em suas costas e as arrasto para baixo, seu corpo fica tenso momentaneamente, mas então ele me puxa para mais perto. Ele me beija mais forte. Quando terminamos, quando ele termina de me beijar, quando terminei de arranhar suas costas com as unhas, ele nos lava e desliga a água. Ele me envolve em uma toalha, então ele mesmo e sem uma palavra nós saímos do banheiro e nos vestimos. É como se esse momento estranho não tivesse acontecido quando descemos para almoçar e nos preparamos para levar Angelique para a hora do conto na livraria e depois para uma confeitaria.
Como se fôssemos uma família. Uma família em que meu marido envolve a mão na minha nuca para me lembrar de que ele está no controle. Para me manter ao alcance do braço. Como se eu pudesse esquecer que sou dele.