Capítulo 11 – Território Marcado

1656 Words

Greco No morro, ninguém dorme de verdade. Negócios e desejos não se misturam, é regra. Mas Lorena, ah, Lorena. Ela me desvia dos meus cálculos como faca afiada. No parapeito do terraço, o vento traz cheiro de churrasco, chuva por vir e pólvora antiga. Pipa encosta ao meu lado, discreto como sempre. — Chefe… — Ele mede as palavras. — A casa tá no eixo. Só… cuidado com distração. — Distração? — levanto o queixo um milímetro. — Mulher vira ponto cego de muita gente boa — ele diz sem me olhar. — O morro cobra caro de quem esquece de olhar pros lados. Sorrio com a boca, não com a alma. — O morro me ensinou a contar até três antes de piscar. Russo aparece com o tablet, planilha aberta: consumo, giro de camarote, gasto por cabeça. O que interessa está certo. O que me interessa — a lembranç

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