Capítulo 48 – Veludo, Vidro e Um Não

1336 Words

Lorena O salão reservado fica no alto, de frente para o mar. Veludo nas cadeiras, vidro do teto ao chão, a cidade inteira fingindo elegância. Chego vinte minutos antes; sempre. Mapeio saídas: porta principal, corredor de serviço, escada de incêndio pela cozinha, elevador exclusivo dos “patronos”. Quatro portas. Duas são minhas. Tiro o celular de trabalho e enfio no envelope de Faraday. O outro, cego, fica no bolso interno. O brinco vibra: gravando. O batom UV dorme na bolsa. Palavra-sinal: rubra. Se eu disser, tudo para. Se ele disser, tudo para. Sem drama, sem plateia. Ele entra pontual, terno azul-marinho, sorriso com curso de filantropia. — Álvaro Sabóia — apresenta a mão, dedo de anel discreto. — Fundação… e alguns bancos. — Lorena — respondo, sem sobrenome, apertando de leve. — R

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