Capítulo 20 – Sopro do Leste

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Grego A meia-lua voltou a nascer onde eu não a convidei: spray fresco na laje da casa ao lado da Madrugada, traço rápido, perfume agridoce ainda no ar. Irina não grita; rabisco. Recado suficiente para acordar meu concreto. — É agora — falei no rádio. — Blitz nos telhados. Silenciosa. “Oração” se tiver sombra demais. Pipa respondeu com o estalo certo. Monge desapareceu como quem apaga um interruptor. Cássio tomou o beco cinco, Barroca fechou a subida de moto com o portão de tela. Russo ficou no mapa, olhos nos becos, ouvidos no vento. Ajustei o boné, toquei o fio de aço esticado sobre a oficina do Guto e senti a vibração da noite: aviso de tempestade sem trovão. A Madrugada dormia com os olhos entreabertos — neon desligado, lua de aço recolhida, staff espalhado como droga bem escondida.

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