Thiago — PetitGattô
Eu m*l tive tempo de processar o beijo antes de sentir o mundo girar. Arthur me pegou no colo com a mesma facilidade brutal do meu delírio no escritório na segunda feira, mas dessa vez não era um sonho. O calor do corpo dele, o aperto dos braços musculosos ao redor da minha cintura e das minhas coxas, a respiração ofegante dele contra o meu pescoço — tudo era visceralmente real.
Eu me agarrei aos ombros dele, enterrando o rosto no espaço entre seu pescoço e a camiseta, inebriado pelo cheiro dele. Arthur caminhou pelo apartamento como se carregasse um troféu, ignorando a vista de São Paulo que se estendia pelas janelas.
— O quarto fica no final do corredor — ele rosnou, e a vibração da voz dele no meu peito enviou uma onda de calor direto para a minha virilha.
Ele chutou a porta do quarto com o pé, revelando uma suíte que parecia ter saído de uma revista de arquitetura. Mas eu só tive olhos para a cama king size no centro, com lençóis cinza que aparentavam ser mais caro do que a minha casa, e que logo seriam o palco da minha ruína. Arthur me jogou na cama. Não foi um movimento delicado, foi bruto. Minhas costas bateram no colchão firme, e eu arfei com o impacto, o teto alto girando acima de mim.
Antes que eu pudesse me recompor, Arthur já estava em cima de mim. Ele se moveu com a rapidez de um predador, prendendo meus pulsos acima da cabeça com uma mão, enquanto a outra começava a desabotoar minha camisa social com uma impaciência selvagem. Botão, por botão, como se me preparasse pra me dissecar.
— Não sabe o quanto fantasiei... não sei dizer o que me chamou tanta atenção para eu ficar assim, louco pra querer fo.der você — ele sussurrou, seus olhos verdes varrendo meu peito nu, pálido e magro em comparação ao dele.
O moreno me beijou novamente, um beijo faminto, mordendo meu lábio inferior até sentir o gosto metálico de sangue. Minhas mãos, presas, se contorciam, querendo tocar, arranhar, puxar. Eu estava em chamas. O desejo que eu vinha reprimindo há anos explodiu, e eu me vi arqueando o corpo contra o dele, desesperado por mais contato. Precisava de mais... muito mais.
Arthur se afastou bruscamente, levantando da cama em um movimento fluido. Ele tirou a própria camiseta, e eu tive que morder o lábio para não gemer. O corpo dele era uma obra de arte esculpida em músculos definidos, coberto por uma fina camada de suor. Mais perfeito do que na live. O abdômen trincado, os braços fortes... era a visão que alimentava minhas noites insones. Era a imagem que me fazia contorcer enquanto batia punhe.ta o assistindo.
Arthur olhou para mim, deitado na cama com a camisa aberta e a respiração errática, e um sorriso sombrio curvou seus lábios. Ele parecia gostar de me ver destruído.
— Você está lindo assim, pequeno— ele disse, a voz rouca. — Mas ainda falta uma coisa.
Arthur apontou em direção a uma porta de vidro fosco.
— O banheiro é ali. Vá tomar um banho. E se prepare no banho. Eu quero você pronto para mim.
Eu sabia me preparar? Não deu tempo de comprar um dil.do para me tocar lá atrás, o máximo foi dedo na hora do banho... e se eu não conseguisse fazer isso sozinho? Engoliu nada a seco e me levantei devagar da cama.
— A propósito, Thiago... — A voz rouca me fez interromper meus passos — Você por acaso não é virgem, não é?
O mundo parou. O calor do desejo foi substituído por um balde de água gelada. Meu coração falhou uma batida, e eu senti o sangue fugir do meu rosto. Sabia exatamente o que surgiria dessa pergunta.
— Por... por que essa pergunta? — consegui balbuciar, minha voz saindo num fio.
Arthur deu de ombros, um gesto casual que contrastava com a seriedade do assunto.
— Virgens são complicados. São mais fáceis de se apegar, criam expectativas românticas, acham que a primeira vez tem que ser um conto de fadas. Eu detesto isso. Eu preciso de alguém que saiba o que está fazendo, que entenda que isso aqui é só... se.xo
Eu senti o pânico subir pela minha garganta. Se eu dissesse a verdade, se eu admitisse que ele seria o meu primeiro, ele desistiria de mim. Ele veria o risco emocional e me mandaria embora. Eu perderia a única chance de tê-lo. A mentira veio rápida, uma defesa instintiva do meu coração desesperado.
— Um virgem de vinte e dois anos? — forcei uma risada seca, sentindo o gosto amargo da falsidade na língua. — Claro que eu já transei, Arthur. Não se preocupe com isso.
Arthur me analisou por um segundo, seus olhos procurando qualquer sinal de dúvida. Por fim, ele assentiu, satisfeito.
— Ótimo. Então você sabe o que fazer no chuveiro. Não demore.
Entrei no banheiro e fechei a porta atrás de mim. O lugar era enorme, todo em mármore Carrara, com uma banheira de imersão e um box com dois chuveiros de teto. Liguei a água no máximo da temperatura e entrei embaixo do jato escaldante depois de tirar a roupa. A água molhou minha pele, tornando tudo quente. Eu me encolhi contra a parede fria do box e chorei. As lágrimas vinham quentes, misturando a água do chuveiro. Eu me sentia um idi.ota. Um completo imb.ecil por aceitar termos tão humilhantes. Eu estava mentindo sobre a minha própria história para ser usado como um objeto descartável por um homem que me via como combustível. Mas, ao mesmo tempo, a ideia de sair dali e nunca mais tocá-lo era uma tortura que eu não estava disposto a enfrentar.
Peguei o frasco de óleo que parecia estar propositalmente ali. O cheiro era de baunilha e algo amadeirado. Com as mãos trêmulas e o coração apertado, tentei me preparar como pude, a dor física da tentativa solitária sendo apenas um reflexo pálido da dor no meu peito. Gemi baixo quando o primeiro dedo entrou, não era bom igual das vezes que fiz enquanto o assistia. Eu estava prestes a entregar a única coisa que ainda era só minha para alguém que não queria o meu amor... A virgindade é algo importante, pelo menos acredito que, a primeira vez tem que ser importante.
Me sequei, respirei fundo e vesti apenas um roupão de seda preta que estava pendurado no box. Saí do banheiro tentando mascarar o rastro do choro nos olhos. Arthur estava deitado na cama, apenas de cueca box preta, mexendo no celular. Quando me viu, jogou o aparelho de lado e se sentou.
— Finalmente. Achei que tinha descido pelo ralo.
Caminhei até a cama. Ele segurou a ponta do meu roupão e me puxou para entre suas pernas. Suas mãos subiram pelas minhas coxas, apertando a carne com uma força que deixaria marcas.
— Deita — ele ordenou.
Eu obedeci. Arthur tirou meu óculos com cuidado e deixou na mesa de cabeceira, abriu meu roupão em seguida deixando exposto sob o olhar predatório dele.
— F-faz tempo que eu não... sabe... não uso aí atrás...
— Vou ser cuidadoso nessa primeira vez, ok? Relaxa.
Arthur deu um beijo na minha testa, e eu respirei fundo, não tinha como não ficar nervoso. Ele subiu sobre mim, seu peso sendo uma âncora que me prendia à realidade. Ele começou a me beijar com uma fome agressiva, sua língua explorando minha boca como se estivesse devorando minha alma.
Arthur desceu os beijos para o meu pescoço, mordendo a pele sensível logo acima da clavícula. Eu soltei um gemido baixo, uma mistura de dor e uma excitação tão forte que fazia minha visão latejar. Arthur agarrou meus pulsos e os prendeu acima da minha cabeça, usando apenas uma das mãos. Com a outra, ele pegou um lubrificante na gaveta da cabeceira e se preparou com uma agilidade que denunciava sua experiência. Seus dedos roçaram minha entra.da, eu suspirei, ele riu e começou a pince.lar antes de me introduzir com os dois dedos.
O gemido que eu soltei foi um tanto... alto, constrangedor.
— Seu cuzinho é uma v***a gulosa, está sugando meu dedo, sente isso? — ele começou a esto.car dentro de mim me fazendo contorcer na cama — Está perdendo a linha só com os meus dedos...
O moreno aumentou o ritmo e a intensidade, e isso me fazia gemer mais alto. Doía, doía muito, mas eu já estava começando a acostumar.
— D-devagar, por favor.
O moreno tirou os dedos, e eu abri os olhos, ele me olhava com um desejo que fazia meu ego aumentar um pouco.
— Olha para mim — ele comandou, a voz vibrando. — Eu quero ver seus olhos quando eu entrar.
Dessa vez, Arthur pincelou minha entr.ada com o p.au, senti a cabeça quente e úmida esfregando em mim. E isso me deixava ansioso. O moreno então entrou, aos poucos, mas por completo, ficando imóvel quando entrou tudo. O grito ficou preso na minha garganta. Foi como se eu estivesse sendo rasgado ao meio. Uma dor lancinante, aguda, que irradiou por toda a minha coluna. Arqueei as costas, o ar fugindo dos meus pulmões, e as lágrimas que eu tentei tanto conter voltaram a transbordar.
— Droga, pequeno... você está muito apertado — ele rosnou, a testa encostada na minha, o suor pingando no meu rosto. Ele parou por um segundo, sentindo a minha resistência. — Está me sugando tão gostoso, fez isso com todos que te comeram?
Eu não conseguia responder, ao menos tive alguém antes. Aquilo doía pra um cara.lho! E eu queria pedir pra ele parar, queria desistir dessa merda toda, mas só de lembrar que, ele é o meu sonho de consumo, isso me fez acalmar aos poucos.
Qual é... Eu estou nos braços do Viking!
Ele esperou, mas seu corpo denunciava a urgência. Assim que sentiu que eu não ia desmaiar, ele começou a se mover. A cada estocada, a dor competia com uma sensação de preenchimento avassaladora. Eu estava sendo possuído pelo homem que era o centro do meu universo. Era humilhante ser tratado com tanta crueza, ser apenas o receptáculo daquela fúria física, mas havia uma satisfação doentia em saber que, naquele momento, ele estava dentro de mim.
Eu mascarei a dor o melhor que pude, transformando os gemidos de agonia em algo que soasse como prazer para os ouvidos dele. Arthur aumentou o ritmo, sua mão livre apertando meu peito, seus dedos cravando na minha pele. O som da pele batendo contra a pele, o ritmo frenético da cama rangendo, o cheiro de sex.o e suor... tudo era demais.
— Isso... p***a, você é perfeito — ele exclamou, a voz falhando — certeza que já te tocaram aqui em baixo? você me aperta tanto... vai acabar quebrando o meu p.au.
Ele se enterrou profundamente em mim, e eu quis gritar, o meu coração batendo como uma britadeira. Eu estava em choque, o corpo latejando, a região lá embaixo queimando como se estivesse em brasa, e eu sabia que isso iria me ferir emocionalmente, muito mais do que fisicamente. Eu me sentia usado, um objeto que acabara de cumprir sua função, mas ao mesmo tempo, meu coração e******o martelava uma única frase: Eu sou dele. Eu finalmente sou dele.
Arthur saiu de dentro de mim, e eu pensei que tinha acabado, que finalmente tinha acabado. Mas ele me puxa pelas coxas, encostando meus quadris em seu peitoral, assim abocanhando meu pa.u com vontade.
— Senhor Arthur! E-espera! Não coloque a boca a- ahn~
O moreno sarado e gostoso estava me chupando como se isso fosse o salvar de alguma coisa. E era bom, por.ra... era bom. Mas logo a sensação dolorosa de um clím.ax próximo me invade, eu tento afastar a cabeça dele, mas ele não para.
— E-epera, S-senhor Arthur... droga... eu vou...
Afasta a boca e masturba meu p.au me drenando até a última gota. Ele me deita na cama e se encaixa entre as minhas pernas, se curva e toma meus lábios, me beijando com fogo, com intensidades.
— Quantas vezes consegue goz.ar? Eu ainda não acabei aqui.
Eu estava incapaz de dizer qualquer coisa que fosse.