Amanda - Bunny
Sentada no sofá do Thiago, eu respirava um pouco antes de voltar a contar sobre a noite passada, porque agora, seriam as partes interessantes. Meus olhos ainda ardiam um pouco pela noite m*l dormida, mas meu corpo... meu corpo parecia estar vibrando em uma frequência que o Thiago, com sua carinha de espanto, e possivelmente seus pensamentos de julgamento, jamais entenderia. Ele me olhava fixamente, o copo de Coca-Cola esquecido na mão, os olhos arregalados por trás dos óculos. Poderia dizer que, por postura, ele parecia o estagiário aqui.
— Amanda, pelo amor de Deus — ele soltou, a voz baixa — Você... Você... aceitou ir para a casa do Master... Bem, eu sei que me deixei ser cuidado por um cara que nao conheço... mas... sei lá... Mer.da, nós dois somos loucos de pedra! Vocês transaram? Teve alguma coisa de b**m? Ele te... te machucou?
Thiago esta certo, somos dois loucos...
Eu dei um gole na coca cola que roubei da mão dele, sentindo a dormência na minha b***a toda vez que eu me mexia no estofado. Um sorriso lento e secreto brincou nos meus lábios.
— Ele não me machucou, Thiago — respondi, minha voz soando mais madura, mais densa — e não, a gente não transou. O Hugo não é um cara de ultrapassar certos limites. Ele é um cara de protocolos.
— Protocolos? — Thiago franziu a testa.
— É — eu disse, fechando os olhos por um segundo, me lembrando de outros detalhes da noite...
[***]
Eu sentia um fogo em todo o meu corpo, nao parava, mesmo depois dele ter interrompido os beijos. Ele me tocou, tocou uma pra mim, mas como um vislumbre de tortura, não me deixou go.zar... Me empurrou até o limite, apenas para rir e se afastar, depois de dar um beijo no meu pescoço. Minha respiração ainda estava irregular, e eu me amaldiçoava por ter me rendido assim tao rápido.
Hugo caminhou até uma mesa de carvalho escuro no centro da sala e pegou um tablet. Ele não me olhou de imediato. Ele estava me deixando absorver o que acabou de acontecer, deixando o medo e a curiosidade brigarem dentro de mim.
— Sente ali — ele ordenou apontando para uma poltrona de couro vermelha . Não foi um pedido. Foi uma instrução.
Eu me sentei mantendo as costas eretas. Ele se aproximou e parou à minha frente. Hugo parecia gostar de usar a altura dele para me lembrar de quem estava no comando. E isso funcionava.
— Antes de tocarmos em qualquer brinquedo, antes de pensarmos em lives ou em sexo, precisamos falar sobre estrutura — Hugo começou, a voz calma e fria, numa calma que não se parecia nada com meu interior, totalmente abalado — Eu não me dou a vibe do momento. Eu gosto de fazer as coisas com consentimento e limites. Vou preparar um contrato para você.
— Um contrato? — perguntei, surpresa. — Tipo... jurídico?
— Tipo vital... — inclinou a cabeça. — nele, você vai listar suas Hard Limits, o que nunca pode acontecer, e suas Soft Limits, o que te assusta, mas te excita. Você precisa entender o que está aceitando. Eu sou um Sadista, Amanda. Eu sinto prazer em causar sensações que beiram a dor. E você... você vai ser alguém que encontra libertação na intensidade do que vou te fazer sentir.
Eu engoli em seco, sentindo meu coração martelar contra a minha caixa torácica.
— Sadomasoquismo... — sussurrei. — Parece tão... pesado.
— É apenas um nome para a troca de poder — ele explicou, caminhando ao meu redor como um predador avaliando o território — O Sadismo não é crueldade, é mais como um controle sensorial. Eu vou te ensinar a diferença entre a dor que fere e a dor que abre portas. Encare o masoquismo comk um presente seu para mim, a sua capacidade de processar essa intensidade e transformá-la em entrega. Mas, para isso, você precisa ser humilde... obediente...
Ele parou na minha frente e segurou meu queixo, forçando meu olhar para cima.
— Aqui dentro, você não é a estagiária atrevida que responde aos sócios. Aqui, você é pequena. Você é insignificante diante da minha vontade. Você consegue aceitar que a sua única função a partir de agora é me satisfazer com a sua obediência?
O modo como ele disse aquilo, reduzindo toda a minha personalidade a "nada", foi como um soco no estômago. Minha face ardeu. Uma parte de mim queria gritar, mas a outra... a outra parte sentiu um alívio absurdo. Era como se ele tivesse tirado um peso das minhas costas.
— Sim — respondi, quase sem voz.
— Sim, quem? — ele pressionou, os dedos apertando meu queixo com um pouco mais de força.
— Sim... Master.
Ele sorriu. Não foi um sorriso gentil. Foi um sorriso de vitória.
— Ótimo. Vamos testar essa sua disposição. — Ele se afastou e apontou para o chão, aos seus pés. — Ajoelha.
Minha mente deu um nó. O orgulho gritou. Eu nunca tinha me ajoelhado para ninguém, e jamais faria algo assim. Hesitei por três segundos, olhando para os sapatos de couro impecáveis dele.
— Eu não recebo hesitações com paciência, para mim é uma forma de desobediência, pequena — ele disse, o tom de voz ficando gélido e grosseiro — Se você não consegue cumprir o comando mais simples, pode ir embora, agora.
Eu caí de joelhos. O impacto no tapete foi suave, mas o impacto no meu ego foi devastador. Eu me senti exposta, ridícula, mas o t***o que subiu pelas minhas coxas foi tão violento que eu tive que morder o lábio para conter a sensação.
— E se eu desobedecesse? — perguntei, olhando para cima, tentando recuperar um pingo de rebeldia ou dignidade. — Se eu simplesmente decidisse que não quero fazer o que você manda?
Hugo não respondeu com palavras. Em um movimento rápido e fluido, ele me puxou pelo braço, levantando-me e, antes que eu pudesse processar, ele se sentou na poltrona de couro e me jogou de bruços sobre o seu colo. O mundo girou. Meu estômago pressionado contra as coxas musculosas dele, meu rosto pendendo em direção ao chão. Era uma forma de humilhação, mas que de uma forma um tanto... doente, me deixava mol.hada
— Isso é o que acontece com Pets desobedientes — ele rosnou, tirando com brutalidade a minha saia de couro preta, me deixando com a bun.da exposta, ja que minha calcinha não era de gente comportada.
Ardeu antes mesmo que eu pudesse processar o que tinha acontecido.
O primeiro tapa desceu como um raio na minha bun.da, eu quis gritar, mas segurei e tudo o que saiu de meus labios foi um murmúrio. O som ecoou pelo estúdio, seco e autoritário. A pele começou a formigar instantaneamente.
— Isso é por perguntar, pequena— ele disse.
Mais dois tapas, desta vez mais fortes, mais certeiros. Ele não estava brincando. Ele estava marcando território, e me ensinando de forma prática os motivos pelos quais eu nao podia desobedecer. A dor era aguda, ardida, mas vinha acompanhada de uma onda de adrenalina que me deixou tonta. Eu senti minhas mãos apertarem as pernas dele, buscando um ponto de apoio.
— Desobediência no meu mundo não é discutida, é corrigida — ele continuou, sua mão grande e pesada descansando sobre a minha carne quente, que agora pulsava sob seu toque. — Eu não uso palavras quando o corpo pode entender melhor. Ficou claro?
— Ficou... ficou claro — eu ofeguei, sentindo lágrimas de choque arderem nos meus olhos.
— Ficou claro, quem? — Ele levantou a mão novamente, pronto para o próximo golpe.
— Ficou claro, Master! — gritei, minha testa encostada na lateral da poltrona.
Ele relaxou a mão, mas não me deixou levantar. Ele começou a acariciar o lugar onde tinha batido, um contraste torturante entre o ardor da agressão e a suavidade do afeto. Parecia um pedido de desculpas silencioso.
— Bom — ele sussurrou — a dor é o meu método de ensino. Mas eu também sou um homem generoso com quem sabe se portar.
Eu respirei fundo, tentando estabilizar meus batimentos cardíacos.
— E o que... o que eu ganho se eu respeitar? Se eu for uma boa Pet? — perguntei, ainda sobre o colo dele, sentindo estranhamente segura naquela posição humilhante.
Hugo se inclinou sobre mim, seu hálito quente na minha nuca.
— A recompensa é o mundo, Amanda. Pets que me orgulham recebem o melhor da vida. Presentes, joias, passeios, viagens internacionais onde você só precisa se preocupar em estar bonita ao meu lado. Eu cuido de tudo. Eu providencio tudo.
Ele deslizou a mão por baixo, tocando a pele nua da minha coxa, subindo em direção à minha calcinha úmida.
— Mas a maior recompensa é esta — ele disse, sua voz ficando sombria e rouca enquanto brincava com a minha entra.da, introduzindo a ponta de um dedo e retirando — É ser fodida com a força que você deseja. Eu sou o seu ápice, pequena. Mas você precisa entender uma coisa, o sexo é um privilégio, não um direito. Se você não obedecer, se você falhar nos seus protocolos, eu não te toco. Eu posso te deixar amarrada, excitada ao ponto da loucura, mas eu não meto o p*u se você não merecer. Você vai aprender a implorar pelo meu toque como se fosse oxigênio.
A promessa de ser privada dele, de ser deixada no limite sem o alívio, me apavorou mais do que qualquer chicote. Ele estava tomando o controle do meu prazer, trancando-o em um cofre do qual só ele tinha a chave.
Ele me levantou do colo e me colocou de pé. Eu estava trêmula, com o rosto corado e o cabelo bagunçado. Hugo se levantou e ajeitou a camisa, voltando àquela postura impecável de Master.
— Pense com carinho se você quer ser a mulher que decide onde vai jantar, ou se quer ser a mulher que viaja o mundo de primeira classe com uma coleira invisível no pescoço, esperando o momento em que eu finalmente decidirei que você merece ser fodida.
[***]
Eu pisquei, voltando para a realidade, na sala do Thiago. Ele estava estático, a boca literalmente aberta.
— Amanda... — ele começou, parecendo que ia ter um curto-circuito. — Isso é... isso é muito pesado. Ele bateu em você? E você... você vai aceitar isso? Ele disse que não vai t*****r com você se você for "má"? Espera... São muitas informações para lidar.
Eu me levantei do sofá, sentindo o leve ardor na minha pele como um lembrete constante da noite passada. Olhei para o Thiago, para o meu amigo que vivia em um mundo aonde as coisas não tinham intensidade. Quer dizer, ate ontem o meu mundo era igual ao dele... Até o universo mostrar que, no mundo existia um homem para mim... Hugo.
— Ele não bateu em mim, Thiago. Não do jeito que pensa — respondi, pegando minha bolsa. — E sobre aceitar... eu nunca me senti tão valorizada na vida como no momento em que ele disse que eu precisava merecer o toque dele... Porr.a, eu quero esse homem... de preferência, só pra mim.
— Você é louca, mas não te julgo — Thiago se levantou, seguindo-me até a porta.
— O contrato está sendo redigido. bem, acho que vou precisar renovar meu passaporte. — pisquei para ele — Agora, se me der licença, eu tenho muita coisa para pesquisar sobre s************o, e pesquisar sobre os países que quero conhecer. Pois vou obedecer a um homem gostoso, e merecer todas as recompensas! Beijos, best!
Fechei a porta, deixando o Thiago sozinho com seus pensamentos e suas dúvidas. Eu já tinha feito a minha escolha. Eu não era mais apenas a Amanda. Eu estava a um passo de me tornar a Pet perfeita.
Ser submissa, agora era a minha próxima meta, e o resto, até seja do jeito que ele quiser.