Roleplay

1912 Words
Thiago - PettitGattô O domingo à noite em São Paulo tem um silêncio particular, uma espécie de luto antecipado pela semana que vai se iniciar. Mas, no meu apartamento, o silêncio era preenchido pelo zumbido frenético do meu computador e pelo batimento descompassado do meu coração. Eu estava sentado na minha cadeira de escritório — a mesma onde, horas antes, eu tentava organizar as notas fiscais da empresa do Arthur, decidindo fazer hora extra para tentar esquecer tudo o que rolou na sexta — mas agora, o navegador não exibia a plataforma que utilizamos para trabalhar lá no escritório. Eu estava no arquivo de transmissões da DeepLust, especificamente na aba do Master. Depois de tudo o que a Amanda me contou, eu não conseguia simplesmente ignorar. Eu precisava ver o que era esse mundo de sombras conhecido como BDS.M que estava prestes a engolir minha estagiária. Eu precisava entender quem era o Hugo Monteiro quando ligava a câmera e começava se show erót.ico. A Live do Master... Cliquei no vídeo. A tela ficou preta por alguns segundos até que uma iluminação infravermelha, esverdeada e fantasmagórica, revelou o estúdio que a Amanda descreveu para mim enquanto contava a fofoca do século. No centro dava para ver uma estrutura de metal, e Hugo estava com uma mascara do ghostface. Mas não era o mesmo Hugo de jaqueta de couro que eu vira no bar. Ele usava uma máscara do Ghostface. Sim... preciso repetir isso... porque era algo diferente, e que de um jeito doente, instigava... O contraste era aterrador. A expressão estática e distorcida da máscara de "Pânico", com aquele grito mudo e vazio, em cima de um corpo imponente, vestido apenas com um colete tático de couro e calças pretas pesadas. Atrás dele, uma garota estava de joelhos. Ela usava uma máscara de coelho que cobria todo o rosto, deixando apenas a boca livre. O chat do lado direito da tela era uma catarata de doações. [DarkKnight enviou 50.000 Krowns] Mensagem: "O Master de Ghostface é o meu fim. Quebre ela hoje, pauz.udo gostoso." — Silêncio — a voz do Hugo saiu modificada, levemente metálica através da máscara, mas ainda carregada daquela autoridade gélida. — Hoje, a nossa convidada esqueceu as regras. Ela achou que o meu estúdio era um lugar para brincadeiras. Ele se aproximou da garota. Em suas mãos, ele segurava um flogger de tiras de metal fino. Eu senti um arrepio de puro terror. Aquilo não era um "roleplay" engraçadinho como os que o Arthur costumava fazer. Era uma demonstração de poder absoluto. Hugo caminhou ao redor dela com a precisão de um carrasco. Ele parou e, com a ponta do chicote, ergueu o queixo da garota. — Quantas vezes eu disse para não falar sem permissão? — ele perguntou. A garota tentou murmurar algo, mas Hugo foi mais rápido. Ele soltou o queixo dela e, com um movimento seco, desferiu um golpe nas costas nuas dela. O estalo do metal contra a pele ecoou no meu quarto, me fazendo saltar na cadeira. — Eu não ouvi você pedir desculpas, Pet — ele disse. Pet. O nome que ele daria à Amanda, muito provavelmente. Ver aquela cena me deu náuseas, mas, ao mesmo tempo, eu não conseguia desviar o olhar. Era hipnótico de um jeito doentio. A garota na tela não parecia estar sofrendo de uma forma real, havia uma entrega nela, um desejo latente de ser castigada por aquele homem mascarado. Hugo começou a humilhá-la psicologicamente. Ele descrevia como ela era insignificante, como o prazer dela pertencia a ele e como as doações que subiam na tela eram o preço da sua dor. Ele a forçou a repetir frases de submissão enquanto usava prendedores de metal em lugares sensíveis. A cada doação alta, ele aumentava a intensidade. — Parece que o chat gosta quando eu te puno, Pet — o Master dizia, a máscara do Ghostface encarando a câmera, parecendo olhar diretamente para mim e isso me causava calafrios — Sem mim, você não tem propósito. Sem o meu comando, você é apenas carne vazia. Espero que grave isso na sua cabecinha. Fechei a aba bruscamente quando ele começou a usar uma cera quente sobre o abdômen dela. Minha respiração estava errática. Amanda queria aquilo? Ela queria ser a próxima "Pet" sob aquela máscara de assassino de filmes de terror? Eu estava genuinamente preocupado, mas havia um peso no meu baixo ventre que eu não podia ignorar. A intensidade daquela entrega era algo que eu nunca permitira a mim mesmo sentir. E muito provavelmente aceitaria algo assim se meu dominador fosse o Arthur. Olhei para o relógio. 22:00. Uma notificação brilhou no canto da tela. "Viking está AO VIVO: Vem me ver🍆" Meu estômago deu um nó. Arthur. O homem que, há pouco mais de 48 horas, me segurou no colo, me deu banho e me chamou de "adolescente rebelde" estaria ali, do outro lado da tela, pronto para ficar nu. Entrei na live dele com as mãos trêmulas. O cenário era o oposto do de Hugo. O estúdio do Viking estava banhado em uma luz âmbar quente, com peles de animais sintéticas sobre a poltrona e o som de uma musica instrumental e sensual ao fundo. Arthur estava sentado, usando um roupão de linho escuro, os cabelos levemente bagunçados e uma caneca de madeira na mão. Ele parecia um rei cansado após uma batalha. — Boa noite, meus guerreiros. Já estava com saudades de vocês — ele começou, dando um sorriso que fez meu coração errar a batida. — hoje a noite será diferente. Eu tive um fim de semana... iluminador, que me deu várias ideias. O chat começou a subir com perguntas sobre o que tinha acontecido. Arthur se inclinou para a frente, fixando os olhos verdes na câmera. Eu senti como se estivesse nu na frente dele, enquanto me comia com aquele olhar feroz. — Eu conheci alguém... — ele disse, a voz baixando para aquele tom de veludo que ele usava para seduzir o público — um garotinho. Um nerd novinho e tão... gostosinho, todo sério, que vive atrás de uma postura controlada, achando que tem o controle do mundo em suas mãos. Mas sabe o que eu descobri? Ele fez uma pausa dramática, bebendo um gole do que quer que estivesse na caneca. — Eu descobri que, por trás de toda aquela rigidez, existe alguém indefeso. Alguém que não aguenta duas doses de realidade sem precisar ser carregado até em casa. Eu tive que cuidar dele na sexta-feira à noite. Ele estava tão bêbado, tão vulnerável... parecia um filhote que se perdeu da alcateia. Eu cobri o rosto com as mãos. Ele estava fazendo isso, outra vez... Ele estava expondo a minha humilhação para milhares de pessoas, transformando o meu desastre em conteúdo para a sua live. — Imaginem só — Arthur continuou, levantando-se e caminhando pelo cenário — eu, o Viking, tendo que desabotoar a camisa social impecável desse garotinho. Ele tentava manter a pose, dizia que estava bem, mas as pernas não o obedeciam. Eu o coloquei debaixo do chuveiro. A água batendo naquela pele pálida, e ele me olhando com aqueles olhos de quem nunca foi tocado de verdade por um homem de verdade... Viking arfou baixinho e deslizou a mão deliciosamente pela parte exposta de seu roupão. As doações começaram a explodir. 10.000, 20.000 Krowns. [Valquíria22 enviou 30.000 Krowns] Mensagem: "Viking cuidando de um Baby Nerd? Meu fetic.he supremo acaba de ser desbloqueado. O que fez depois? Fod.eu ele gost.oso?" — O que eu fiz? — Arthur riu, uma risada gutural — Ele vomitou a dignidade dele, coitadinho... Mas depois... depois ele ficou ali, na minha frente, trêmulo, enquanto eu o secava e o colocava na cama. Ele tem apenas vinte e dois anos, sabiam? Vinte e dois anos de uma rebeldia sem causa que eu sinto muita vontade de domesticar. E o que eu poderia fazer? Eu estava ofegante. Minha mão desceu para dentro da calça de moletom, movendo-se em um ritmo frenético. Era torturante. Eu odiava o que ele estava fazendo, mas o modo como ele descrevia o caos que foi na sexta a noite estava me destruindo. Me deixando com um t***o que me levava a imaginar um cenário onde ele, ao invés de dar um beijo na minha testa, me comes.se. — Eu me imagino como teria sido fo.der ele... se a voz é gos.tosa enquanto ge.me— Arthur sussurrou, chegando tão perto da câmera que eu podia ver as nuances das íris dele. — E eu acho ele uma gracinha. Mas não podia simplesmente o co.mer desse jeito. Ele é do jeito que tem que ser com calma, com jeito... e eu sei que, quando conquistar os desejos dele, o nerd vai se abrir, literalmente. Vai implorar pelo meu pa.u como uma vadi.azinha sedenta. As mãos dele deslizaram em seu corpo, desfez o nó do roupão expondo seu p.au grande e duro. A glande brilhava com o pré g**o, e isso me deixava enlouquecido. Saber que ele ficava assim pensando em mim era... era loucura! Era instigante, e torturante na mesma medida. Arthur moveu o polegar na cabeça do p.au, brincando com o líquido de pré sem.em, e depois deslizou a pele numa m*********o contida, sem pressa. E sem perceber, eu seguia o ritmo enquanto me masturbava junto com ele. — Sabe o que eu faria se ele estivesse aqui agora? — Arthur perguntou ao chat. — Po.rra... eu faria ele implorar por mim... Cara.lho! Eu so consigo pensar em como ele ficou duro só por eu ter tirado sua roupa, e foi de um jeito inocente... Ah, sim... eu tiraria dele toda a inocência de anjo que ele tem. Corromperia ele a ponto de ser merecedor do inferno... Eu go.zei, era muita informaçãopara a minha cabeça. Foi uma explosão de vergonha e prazer que me deixou trêmulo, encostado na minha cadeira, olhando para a tela onde o homem que eu tinha acesso pessoalmente estava me transformando em sua fantasia particular. Viking gozou, respirava fundo com os olhos fechados, o corpo tenso... e o chat explodia com doações, e comentários do tipo: "Esse nerd deve ser muito especial mesmo, Viking go.zou mais rápido imaginando ele." Isso mexia comigo. Eu estava deixando o cara, que sou muito fã, doido em mim, fazendo live falando de mim, e isso era demais... Demais para suportar. — Durmam bem — Arthur disse, dando uma piscadela final antes de encerrar a live. —Quem sabe, na próxima live eu traga relatos de como foi fo.der ele? Me desejem sorte A tela ficou preta. O silêncio do meu quarto agora era ensurdecedor. Eu estava suado, sujo e completamente devastado, sabia que Arthur pretendia me ter! Met.er tambem! E isso era... loucura. Precisei de um banho, um desses aonde fiquei duro e precisei bater mais uma pensando nele. Um completo virgem, sem vergonha, doido para experimentar um se.xo de verdade. Perturbado o suficiente simplesmente por saber que, Arthur possivelmente pretendia me com.er... E isso me deu ideias, dessas que te faz querer comprar um dildo grande, para treinar... para ficar pronto. E eu, Thiago Rodrigues, o contador mais promissor da Lacerda & Associados, estava começando a subir mais um degrau nessa minha vida meio deprav.ada e esquisita... Mas o que eu podia fazer? Afinal, valeria a pena. Não esquecer: Ir ao s*x shop e comprar o maior digno que achar, um vibrador e lubrificantes.
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