A verdade é o caminho - 6

1037 Words
👑 A verdade é o caminho - 6 Max ergueu o olhar para o irmão, ambos se encararam como dois leões prestes a se atacarem. - Você não abra a sua boca para tentar me ofender. - Max se exaltou. - Te ofender? - Emeth deu risada. - Você é quem está ofendendo a todos nós querendo trazer uma desconhecida, uma impura, para dentro da nossa família. - Não ouse falar assim dela! - Max retrucou o irmão antes de lhe deferir uma porrada no maxilar. - Você não ouse me bater, eu sou o mais velho! - Emeth não deixou barato e acertou o queixo do irmão. O café da manhã foi interrompido pela briga dos dois irmãos, o ambiente foi se ocupando com insultos e palavras de baixo escalão, além murros e agressões entre os dois. Fernando e Erick conseguiram separar os irmãos depois de muita insistência. - Os dois para o meu escritório, já! - o rei gritou furioso com os filhos. Na casa dos Callore, o ambiente já estava mais tranquilo, Caio e a esposa, Beatriz, estavam sentados à mesa comendo, Estela estava no mundo da lua como sempre. - Estela, sua mãe me contou sobre o rapaz que você conheceu. - Edgar começou a falar. - Contou? - Estela sorriu. - E então? Você vai conhecer ele, pai? - Vou pesquisar o nome dele e do pai dele por aí para saber o que dizem, não vou entregar a minha jóia mais preciosa a qualquer um. - Obrigada, pai. - ela falou animada. - Você vai gostar muito dele, sei disso. - É o que veremos, Estela, é o que veremos, mas não fique empolgada demais. Por outro lado, Christian estava inquieto e preocupado, não havia contado a verdade sobre sua casta para Estela, sentia que a estava enganando, mas sabia que se contasse a verdade, iria perde-lá para sempre. - Christian, você nem tocou no seu café da manhã. - Sahir comentou. - O que está tirando seu sossego? - Aquela mulher, pai, aquela mulher tomou conta da minha mente. - Christian suspirou passando a mão no rosto. - Mas não é só isso. - Pela sua cara, eu presumo que ainda não contou a ela sobre você. - Ainda não. - ele colocou as mãos no rosto e bufou frustrado. - Tenho medo dela me deixar, mas não é só isso que me preocupa. - Prossiga, filho, estou ouvindo. - Você lembra do Antony? Ele está querendo começar uma multinacional de medicamentos e me chamou para uma sociedade, mas pra isso acontecer, eu precisaria ir embora para Nova Iorque, ia ficar um tempo por lá até eu melhorar de vida. - E qual é o problema nisso? Ainda não entendi. - Sahir cruzou as mãos. - O problema é que se eu for, não poderei levar a Estela comigo, pelo menos não agora, ela merece uma vida de rainha e não posso dar isso a ela no momento. - E ela não pode esperar por você? - o pai franziu o cenho olhando para Christian. - Se ela não puder esperar por você, é porque ela não te ama e digo a mesma coisa sobre você ser um pária e ela uma lady, se for amor de verdade, ela vai aceitar você do jeito que você é. Alguns dias haviam se passado desde o casamento de Caio e os demais acontecimentos, o clima no palácio ainda era de pura tensão, o ultimato que Fernando havia dado em Max acabou o deixando com a consciência pesada, ele amava sua família e odiava pensar no fato de ser um desgarrado perambulando pelo mundo. Em um canto escondido no bosque, Estela se encontrava mais uma vez com Christian. - Você fica cada dia mais bonita, Estela. - ele sorriu segurando a mão dela. - Obrigada. - Estela sorriu boba e se aproximou mais de Christian. - Você já falou com seu pai para irem conhecer minha família? - Sim, só que no momento ele está viajando, vai chegar daqui duas semanas. - Duas semanas? Meus pais não vão esperar tanto, já estavam negociando meu casamento com o filho do rei. - ela falou preocupada. - Mas se você pedir, eles te atendem, não? Implore a eles, Estela, eu quero você, quero passar minha vida ao seu lado. - Christian segurou a cintura dela. - Eu amo você. Estela ficou sem palavras, estava nervosa de estar tão próxima a ele, seus corpos se tocavam, as mãos dele seguravam a cintura dela com firmeza, seus rostos estavam apenas a centímetros de distância. Em um piscar de olhos, os lábios de Estela já estavam em encontro aos de Christian em um beijo doce e inocente. Os dias foram se passando, as negociações do casamento entre Estela e Max haviam sido pausadas a pedido do rei, primeiro por causa da tensão entre a família real e segundo porque estavam esperando a decisão do príncipe. Enquanto isso, Christian havia ido conhecer a família de Estela, se passou por um legítimo filho nascido no clero, foi muito bem recebido pela família dela e de primeira, agradou os olhos do pai e da mãe. Quem não estava gostando nada daquela mentira era Sahir, pai adotivo de Christian. - Você não deveria ter feito isso sem a minha presença lá, Christian, não se entra na casa dos outros para conhecer uma família de uma moça sem a presença de um pai e de uma mãe. - Desculpe, pai, o senhor estava fora, fiquei com medo de que eles fechassem acordo com outra família. Tomei a liberdade de ir até lá e... - Christian foi interrompido pelo pai. - E mentir para eles, eu suponho. - Sahir falou com a cara fechada. - Ou você contou que era um pária? - Não contei e eu imploro que o senhor não conte também. - Eu não acredito que você está me pedindo isso, eu não posso mentir, Christian, eu fiz um juramento e não quero ser condenado por esconder isso. A verdade é o caminho, meu filho, não se chega a lugar nenhum com mentiras e eu sempre lhe ensinei isso, desde quando eu adotei você. Eu vou contar a eles a verdade.
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