— Passe alguns dias comigo na Itália. — diz Nerone enquanto estavam sentados à beira da piscina.
Amália se vira para ele, mas ele não a olhava; o seu olhar estava perdido no horizonte à sua frente.
— Por que deseja que eu vá? — pergunta ela com um suspiro.
Amália nunca tinha feito uma viagem internacional e, com tudo o que estava em sua cabeça, tinha até mesmo se esquecido de que o noivo não pertencia ao seu país. Agora, a Itália era real e, em breve, seria seu lar.
— Queria que você conhecesse o lugar, vamos morar lá daqui a alguns dias. — responde ele, virando-se para ela.
Nerone apenas não desejava se afastar dela; tinha se acostumado com o corpo quente de Amália colado ao seu durante a noite, mas não diria aquilo a ela.
— Não sei... — diz, pensativa.
— Dois dias, Amália. — insiste ele. — Vai ser divertido, e você pode conhecer melhor os meninos.
Amália admira o sorriso que se abre no rosto de Nerone ao falar dos sobrinhos. Ela, em breve, faria parte de uma família grande e entendia o pedido dele. Precisava ter uma boa convivência com todos.
— Vou falar com meus pais. — diz ela, por fim.
— Eu falo com eles. — diz ele, pegando os seus sapatos antes de oferecer a mão para ela e saírem.
— Esse garoto não é normal. — diz Aurélio, que observava os dois da cozinha com os outros.
— Você quer dizer que ele não é p*u-mandado como você, isso sim. — diz Charles, rindo da cara dele.
— Não falem assim do meu cunhado, — diz Yuri, aproximando-se com um sorriso de canto — ele é um p*u-mandado feliz.
— Ainda acabo com a sua raça, russo. — diz Aurélio, com os olhos estreitos.
— Esqueçam isso. O que acham de uma ida à boate esta noite? — pergunta Nico, com um sorriso de canto.
— As idas à boate com o Aurélio nunca terminam bem, Nico. Devia saber disso. — responde Ricardo.
— Faz tempo que não fazemos algo divertido, vai ser bom. — diz Charles, apoiando a ideia.
— Mas antes não éramos casados. Se elas descobrem, estamos fritos — ou pior, elas vão querer ir junto. — diz Yuri, passando a mão pelos cabelos loiros, já sentindo o problema se aproximando.
Sofia era um doce, amorosa e gentil, mas ele também já tinha visto um lado dela de que não gostava: o lado possessivo e ciumento, que o deixava no chinelo quando queria. Apenas pensar naquilo o fazia estremecer; definitivamente, ele não queria passar por isso.
— Isso é verdade, e não quero olhos de outros homens na minha mulher. — diz Klaus, ao se lembrar das roupas que Síria usava quando saíam.
Klaus amava ver a esposa com aquelas roupas apertadas; apenas se lembrar o deixava e******o. Mas não desejava que outros vissem o que lhe pertencia.
— Está com medo, agente? — pergunta Nico, rindo.
— Sou casado com uma assassina, e vocês sabem como a irmã de vocês fica quando está brava. Eu seria louco se não tivesse medo. — diz ele, fazendo os outros rirem.
— Um verdadeiro p*u-mandado. — responde Aurélio, rindo.
— Com muito orgulho. — responde ele.
— Então, o que acham de uma aposta? — pergunta Aurélio, com um sorriso suspeito no rosto.
— Vou me arrepender de perguntar. Qual é a aposta? — pergunta Charles.
— Simples. Vamos à boate; aquele que não for punido ganha. — diz Aurélio.
— O nome dessa aposta é problema. — diz Xavier, aproximando-se deles.
— Qual é! Vocês não honram as calças que vestem? — diz ele, provocando-os.
— Justamente por honrá-las é que não devemos fazer isso. Não quero dormir no sofá. — insiste Xavier.
— Eu topo. — diz Nico.
— Também estou dentro. — diz Charles.
— Isso é loucura, e sei que vou me arrepender, mas estou dentro. — diz Yuri, enquanto praguejava.
— Alguém precisa trazer vocês de volta para casa. — diz Ricardo.
— Não posso deixar vocês nisso sozinhos. — diz Xavier, com um suspiro exasperado.
— Até que enfim, pessoal. Preparem-se, porque a noite vai ser agitada. — diz Aurélio, rindo.
A noite tinha caído tranquila na Fênix. As mulheres estavam reunidas na mansão, jogando cartas tranquilamente; as crianças brincavam pela sala enquanto elas conversavam.
— Eles estão aprontando. — diz Oksana, enquanto arrumava as cartas em sua mão.
— Sabemos. — diz Síria, com um sorriso de canto.
Elas se divertiam com as coisas que os maridos aprontavam, porque eles achavam que conseguiam esconder algo delas, esquecendo-se de que a maioria fazia parte do mundo deles e tinha como saber o que eles faziam sem nenhum problema.
— E o que vamos fazer? — pergunta Raira.
— Vamos dar corda, Raira. Eles vão ter uma surpresa hoje à noite. — diz Alicia.
Elas observam quando eles saem, dizendo que iriam dar uma volta. Todos estavam bem arrumados; assim que deixam a mansão, elas agem.
— Troquem-se rápido! Vamos seguir o plano. — diz Oksana, com um sorriso animado.
Elas deixam as crianças com as babás, trocam de roupa e partem em uma van.
— Esse moreno... — diz Oksana, balançando a cabeça ao ver a boate a que eles tinham ido. Era famosa pelo show de striptease que oferecia. — Vou dar um jeito nisso.
Oksana pega seu telefone e escolhe um número na sua agenda.
— Boa noite, Julian, preciso de um favor. — diz ela, com uma voz doce.
— Para você, russa, qualquer coisa. — diz o homem do outro lado da linha.
Oksana explica a ele rapidamente o que deseja. Julian ri ao ouvir o plano dela.
— Cada dia mais terrível, russa. Vou cuidar disso para você. — diz ele, com tranquilidade.
Oksana sorri com a resposta dele. Estava na hora de dar um susto que eles jamais esqueceriam nessa vida.
— A festa vai começar. — diz ela, animada com as outras.