Caveira narrando Entro no quartinho dos fundos da sala da boca, onde tem um chuveiro velho de resistência pendurado. A lâmpada pisca, a parede é fria, o piso escorregadio. Mas ali mesmo eu coloco ela em pé, debaixo da água fria que cai aos pingos. — Guto… — ela geme, tentando recuar, o corpo tremendo com o choque da água. Mas eu seguro. Seguro firme pela cintura e encosto ela na parede. — Olha pra mim. — peço, baixo, sem gritar. Mas com ordem. Ela levanta o rosto e me encara. E é ali, naquele olhar, que eu perco qualquer resto de sanidade. Porque ela tá ali. Toda minha. Molhada de mim e da água. O cabelo colado no rosto, a boca inchada, o peito com os piercings arrepiados e brilhando com as gotas escorrendo. A b****a latejando entre as pernas. E ainda assim, ela me encara como se dis

