Lorena O dia amanheceu quente, daquele jeito que promete confusão e coisa boa ao mesmo tempo. Já estava de pé fazia tempo. Dona Cida preparava o café na cozinha, o cheiro de pão na chapa com manteiga espalhava pela casa, e a gente ria à toa, falando besteira como se o mundo lá fora não fosse um barril de pólvora. — Essa casa anda animada demais, patroa — Dona Cida disse rindo. — Parece até que vai viajar. — E vou — respondi animada. — Angra dos Reis, acredita? Ela arregalou os olhos. — Chique demais pra quem veio do morro — brincou. — Do morro e com orgulho — respondi piscando. Peguei o celular e liguei pra Camila. — Amiga, vamos comigo no shopping? Vou viajar pra Angra amanhã com o Arcanjo, preciso comprar umas coisas. — Oi, minha rica — ela respondeu rindo. — Claro que sim. Vou

