Os três mosqueteiros O bar do Seu Chico cheirava a cerveja gelada, madeira antiga e história compartilhada ao longo dos anos; o ventilador cansado girava no teto, o rádio permanecia baixo, e o riso se espalhava entre as mesas ocupadas. Era o tipo de lugar que todo mundo respeitava, não porque alguém mandasse, mas porque o morro reconhecia tradição e aprendia a honra. Arcanjo, Netuno e Samurai estavam na mesa do canto — a mesma que sempre foi deles — com três Brahmas suadas, garrafas abertas e copos americanos pela metade. A noite quente pesava no ar, e havia um silêncio que antecede a conversa necessária, aquela que não pode ser adiada. Seu Chico passou perto, cumprimentando com o queixo, carregando o respeito antigo que dispensa palavras. — A casa tá cheia hoje — comentou ele. — A ge

