Ananda
— Ela desapareceu. Eu tenho certeza.
Ananda procurou a polícia assim que Jamile não chegou no hospital, justo ela que não faltava nem por doença. E aquela mensagem estranha deixava Ananda com um m*l pressentimento. A amiga estava sim correndo perigo.
— A mensagem chegou ás exatas duas e quarenta da manhã. – O delegado também estava ficando nervoso. — Não é o primeiro caso de garotas desaparecendo. Olha, – Ele passou a mão no rosto. — Se ela não tem parentes próximos, e não está com o tal homem, vou emitir um alerta de desaparecimento. Acho que sei o que está acontecendo aqui.
— Como assim? – Duda apertou a mão dela, nervoso. — Ela foi sequestrada?
— Acho que a facção voltou a fazer colheita por aqui.
— Facção? – Ananda estava a ponto de gritar.
— Por algum motivo os Faccioli raptaram sua amiga. – Ele respirou fundo e os olhou muito atento. — Ela foi a coleta daquela noite
***
Jamile
— Acorda boneca.
Jamile sentou rápido na cama, o tatuado estava cutucando ela com a arma, o ferro frio era perturbador.
— Que horas são? – Ela se afastou do homem,
— Cinco horas da manhã. – Ele olhou no relógio do pulso. — O chefe deixou avisado que você deveria começar a trabalhar hoje.
— trabalhar? – Ela ficou em pé. — Eu trabalho sabia? Dentro de um hospital, e ganho pra isso. Sabe porquê? – Ela gritou. — Eu estudei!
— Está legal, mas fala isso pra ele viu. – Ele a puxou para fora do quarto.
Jamile foi obrigada a limpar a casa, cada canto na verdade. Ela notou que ele não tinha empregados, nem cozinheira, então provavelmente quem cozinhou foi ele. Além de mafioso bonito era mafioso cozinheiro.
— Não tem nada pra fazer não? – Ela esbarrou no tatuado.
— Tenho. – Ele olhou para ela. — Te vigiar. Porque o chefe não confia em você... Ainda...
— Hum. Que pena. – Ela começou a limpar os livros dele. — Qual seu nome? Porque na minha mente você se chama tatuado. – Ela entregou dois livros para ele.
O tatuado pegou os livros meio sem jeito e depois de uma guerra interna respondeu.
— Bruno.
— Bruno...
— Mas o chefe não pode saber. – Ele devolveu os livros. — Você gosta de ler?
— Sim... Mas não tenho.. Quer dizer, não tinha tempo para ler...
Bruno a seguiu para fora. Jamile pegou a peneira e começou a tirar as folhas secas da piscina, que ela sabia só de olhar, nunca havia sido usada.
— O que fazia? Antes de parar aqui? – Jamile continuava olhando para a água.
Bruno virou de lado, não iria responder.
— O que faz no hospital? Quer dizer, sei que é enfermeira, mas....
— Ela trabalha no pronto- socorro.
Bruno ficou mudo, e Jamile por pouco não jogou a peneira na água.
Matheo estava usando camisa de manga longa, num tom de vinho escuro, e calça grafite, Ele arregaçou as mangas, e ela viu que os dois braços dele eram totalmente tatuados, com nomes em outra língua. Ele deixou ela correr os olhos até o rosto dele, e então virou as costas.
— Aliás você está bem famosa.
Matheo caminhou para dentro da casa, E Jamile de alguma forma sabia que deveria ir atrás. Dessa vez Bruno não a empurrou com a arma.
— Pode fechar a porta. – Matheo estava encostado na mesa de madeira.
Jamile obedeceu, deixando Bruno para fora.
— Parece que você está famosa. – Ele tirou a camisa para fora da calça e sacou das costas uma arma preta. — Parece que sua amiga encontrou uma mensagem sua, pedindo socorro, e ainda por cima mandou uma foto de um dos meus homens.
Jamile estava muda pelo medo. Os olhos eram duas poças de água. Ele levantou e passou por ela, tirou a cabelo da nuca dela e passou os dedos na pele exposta. Jamile estava arrepiada.
— Qual é mesmo no nome dela? – Ele sussurrou no ouvido de Jamile.
Jamile ficou muda, e tendo a impressão de se afundar mais ainda na cadeira. Matheo posicionou as duas mãos e virou a cadeira, deixando Jamile de frente para ele, e se inclinou por completo.
— Ananda e o marido bobão não é? – Ele piscou para ela.
— Deixe eles em paz. – Ela estava desesperada. — Por favor. Ela não fez nada...
— Eis o que vamos fazer. – Ele disse. — Você vai ligar para ela, e dizer com toda a alegria que está curtindo uns tempos fora. E vai dizer que está bem. Que aquilo foi uma foto do seu.. Homem da noite.
— E se eu não quiser. – Ela ousou perguntar,
— Já ouviu falar em queima de arquivo? – Ela assentiu com a cabeça, – Só uma ordem...
— Eu não vou fazer isso com ela. – Jamile sustentou o olhar dele.
Se ela soubesse como ele ficava louco quando ela a encarava nos olhos. Matheo levantou a mão para dar um tapa, mas ela segurou.
— Se for queimar arquivo.... Deve começar por mim.
Era o máximo, ele içou Jamile da cadeira, com a outra mão jogou os objetos da mesa no chão, e sentou-a ali. Com uma rapidez surpreendente abriu os botões da camisa e a arremessou para longe. Ela prendeu a respiração quando ele se aproximou como um felino e colocou as mãos nas coxas dela. Jamile não podia se intimidar, mas poxa vida, ele era cheiroso pra caramba. Então Matheo a beijou, e ela arfou em surpresa, foi um beijo intenso. Ela passou as pernas em volta do tronco dele e o puxou para meias perto, agarrou as costas dele e fixou as unhas, e dessa vez ele arfou.
Matheo a beijou com ardor, e traçou um caminho perigoso pelo pescoço dela.
Matheo estava cada vez mais rendido, gostava da boca dela na dele, do cheiro que ela tinha. Apertou mais ainda as pernas dela, precisava se controlar, mas ela não ajudava. ele espalmou a mão na coxa dela, e dessa vez Jamile riu. Ela era bem pior do que ele havia imaginado. Jamile tirou a camiseta branca com um puxão, e ele puxou a calça para fora do corpo dela. Com um movimento afastou a calcinha e enfiou os dedos no sexo quente dela. Jamile gemeu alto com os movimentos, a boca meio aberta enquanto Matheo se ocupava com s***s dela. Eram fartos, quentes e gostosos. Ela havia agarrado o cabelo dele e mexia o quadril, rebolando com os dedos dele entrando e saindo.. Ele podia gozar só de ter aquela visão.
E então ele parou, se afastou passando a mão no cabelo bagunçado.
— O que foi? – Ela sentou na mesa, confusa.
— Não posso. – Ele vestiu a camisa e saiu da sala.
Jamile se vestiu rapidamente. Estava confusa consigo. Tinha raiva dele, mas ao mesmo tempo pegava fogo.
Bruno entrou em seguida e a levou para o quarto, sem falar nada, e muito menos olhar na direção dela