Doutora?

1031 Words
CAPITULO 5 Pedro Parker Questiono Fred sobre a situação, e ele explica-me que a bela moça atrevida, veio buscar a irmã mais nova, que é sua funcionária, ajudando na limpeza e organização da mansão. Ela se chama Beatriz e mora na fazenda vizinha, não precisando assim morar na mansão Parker. Mas a irmã dela prefere acompanhar a moça todas as tardes por questões de segurança. — Como se duas moças, diferisse de uma só andando sozinha durante a noite, num lugar escuro e sem segurança! — Ri incrédulo. — A moça parece se preocupar com a irmã senhor! — Fred explica. — Sei lá! Elas que sabem não é! Mas como estão as coisas Fred? Precisa de algo? — Senhor Parker, tem uma égua que está prenha, e acredito que o antigo veterinário não percebeu, inclusive já faz um tempo que ele não vem e estou pensando em ir à cidade amanhã procurar por outro. Fred fala. — Como assim Fred! Precisamos de um veterinário fixo, que se possível more aqui, ou se estabeleça nas redondezas. Tenho uma quantidade grande de gado, e não podemos correr riscos! Amanhã iremos atrás de um, na cidade. A minha noite é silenciosa, não tenho o costume de falar com ninguém aqui, apenas com Fred, que me passa tudo que está a acontecer, e meus tios, e primo de Nova York, que ligam sempre para conversar. Gostei muito da comida brasileira, a Dona Maria é excepcional na cozinha, não tenho dúvidas que vou engordar, pois, não posso mais malhar, apenas os braços. Acordo pela manhã e saio cedo com Fred. Preciso encontrar um veterinário fixo, e vou aproveitar a conhecer a cidade. Fred ajuda-me com a cadeira de rodas, andamos bastante hoje, e descobrimos que o antigo veterinário foi embora da cidade, e como a mesma é pequena, tem apenas uma veterinária. Que é recém-formada, mas é muito elogiada pelos moradores da região. Peguei o seu nome e o seu endereço, se chama Gabriela e por coincidência mora bem próxima da fazenda. Antes de ir embora, passarei lá e a convencerei a trabalhar para mim. Antes de ir, olho curioso para uma lojinha que tem muitas coisas. Decido entrar dar uma olhada nos chapéus, vou até o fim do corredor e começo a olhar tudo, aqui é bem diferente de Nova York. Perdido nos meus pensamentos, ouço uma voz familiar, viro-me rapidamente e... Claro... Eu sabia que já tivera o prazer ou desprazer de ouvi-la. A moça atrevida não me vê, e fico por segundos ou minutos a observando. Ela realmente é muito bonita, não tinha visto os olhos verdes, pena ser tão atrevida e de língua afiada. Se fosse antes provavelmente eu a calaria com uns beijos para amansar a fera. "Oque estou falando, jamais a beijaria" Mais uma vez acabo colocando os pés pelas mãos, e irrito a fera. Ela me deixa falando sozinho novamente. Não vou mentir que me diverti um pouco vendo ela irritada, fica ainda mais linda corada de raiva. Saio logo após ela da loja, mas não a vejo, provavelmente já foi embora. Melhor assim. Fred ajuda-me subir no carro, guarda a cadeira e seguimos ao endereço da veterinária. Uma fazenda bonita, com uma bela casa, e uma casinha que avistei mais longe, que provavelmente seja de funcionários. Fred desce-me do carro, e vai à procura da Dra. Gabriela. Fico a esperar ele voltar, mas estranho o fato dele sair da casa principal e ir em direção da pequena casinha. Uma moça sai para atender, e não acredito no que vejo... "Oque a atrevida faz aqui, será que trabalha para a Dra. Gabriela?" Ela vem com Fred, e fico só observando, porquê veio até aqui? Deve ser porquê gostou de tratar-me m*l, já está acostumada com a ideia. Não deixo nem eles falarem e vou avisando: — Oque faz aqui garota? Eu vim procurar a DOUTORA GABRIELA, -falo mais alto o nome para ela entender bem.- Então já pode ir voltando. Ela ri incrédula, e diz: -Tem certeza Senhor...- Deixa vago para que eu me apresente. — Parker! Digo a fazer pouco caso. — Senhor Parker, está é Gabriela Rodrigues, a veterinária. — Fred explica. A minha cara deve ter caído no chão, fiquei sem reação e sem ar também. Não acredito que cometi tamanha gaffe! Agora estou sem palavras. Fico parado por um tempo, sem saber oque fazer. — Senhor Parker! Está tudo bem? — Pergunta Fred. — O senhor Parker gostaria que a senhorita viesse trabalhar na fazenda... Ela interrompe e logo diz: — E, porque ele mesmo não me pediu? E além disso, sabemos que nunca daria certo! — Senhorita Rodrigues, sinto muito pela confusão, mas os animais realmente precisam de uma veterinária fixa, e não temos muito tempo, pois uma égua está prenha, e muito perto de nascer. — Explicou Fred. — Eu atendo a fazenda Sampaio, não sei se conseguiria atender mais um fixo e... Antes que ela continue eu falo: — Pagarei muito bem por isso senhorita Rodrigues, apenas me diga de quanto estamos falando, e assunto resolvido. Percebo que ela fica pensativa por um tempo, não entendo a demora para responder, já estava desistindo, quando ela responde: — Negócio fechado Sr. Parker! Mas vou logo avisando que não sairá barato, amanhã passo os valores para o Sr. Fred. Se me dão licença já vou indo. — Responde e já vai entrando pela porteira. "Essa mulher é difícil de lidar! Pelo menos agora sei o seu nome, Gabriela!", penso. Amanhã a verei de novo, e não consigo entender porque me sinto ansioso. Se tornará rotina ela vir na fazenda, isso dá-me uma sensação estranha, provavelmente por ela ser uma atrevida. " Não deixarei que vença senhorita" — Vamos Fred! Digo. — Claro patrão! Diz e ajuda-me a subir no carro. O caminho é silencioso, até que o meu telefone toca: — Alô! — Vou acabar com você! — Alguém fala e desliga. "Uma voz masculina". Eu sabia, preciso saber quem é o desgraçado. Mandarei todos os detalhes da ligação para a minha equipe de investigação, e dobrarei os seguranças na fazenda. Amanhã preciso trabalhar, e colocar em ordem a empresa Parker's de Curitiba.
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