Eu acordo de manhã com o despertador tocando alto e começo a me arrumar pra escola. Marciele chega pra tomar café um pouco mais cedo hoje, e fomos juntas para a cozinha. Passamos em frente ao quarto do Rodrigo no corredor, e um pequeno calafrio percorre meu corpo. Ontem ele estava bastante irritado. Nem olhou na minha cara quando cheguei. Parecia achar um absurdo minha mãe me deixar sair com um menino àquela hora da noite. Pelo visto, ainda achava que eu era uma criança. — O que houve, garota? — Marciele me tira dos meus devaneios. — Oi, o quê? — pergunto sem entender. Não estava prestando atenção no que ela dizia há um bom tempo. — Tô aqui tagarelando um monte de coisa faz horas, e você aí com essa cara de maluca. Você tá me escutando, cara? — ela reclama, colocando café. — Desculpa,

