Minha mãe disse que o Yuri só poderia vir na quarta-feira. Ela insistiu que segunda não era dia de namorar, mesmo eu dizendo três vezes que não éramos namorados. Mas ela não se rendeu. Yuri ficou um pouco chateado, mas entendeu. Sabia que nos veríamos todos os dias na escola e me fez prometer que o deixaria me levar para casa todos os dias. Eu concordei — o sol estava quente demais esses dias, e pegar carona com ele e o pai de carro era muito melhor do que andar a pé. Passamos esses dias todos "juntos". Conversamos, rimos e brincamos um com o outro. A cada dia, nos conhecíamos mais, e Yuri conquistava um pedacinho maior do meu coração. Na quarta-feira, eu estava ansiosa. Por mais que a gente se visse todos os dias no colégio, hoje parecia diferente. Era como se fosse um encontro de verd

