Capítulo 77 Charlotte Williams Entramos no carro depois de colocarem nossas malas no porta-malas. Henry tinha a mão esquerda firme no volante e a direita pousada sobre a minha coxa. Não era carinho. Era posse. O polegar dele traçava círculos lentos, quase distraídos, mas eu sabia: cada gesto dele era calculado, cada toque servia para me lembrar de quem eu pertencia. Quando chegamos, a visão do jato particular me fez engolir em seco. Branco, imenso, com o brasão discreto da família estampado na lateral. Homens de terno esperavam na pista, postura ereta, como se cada um fosse parte da sombra dele. — Sobe. — Henry ordenou, saindo do carro e abrindo minha porta sem esperar resposta. Obedeci. Sempre obedeço. No interior do jato, o luxo parecia um outro mundo. Poltronas de couro creme, ilu

