Ela se arrastou para longe dele. E doeu, doeu muito. A loira chorou inconsolavelmente. Colocou a mão na virilha, sentindo a dor ardente. Conteve um grito ao ver um fio de sangue misturado com sêmen na sua coxa. Prova inegável da perda da sua pureza. — Droga, droga. Ela não sabia como conseguiu abrir a porta, nem entendia como encontrou forças para chegar à recepção. Agarrou-se às paredes para não tropeçar. Não conseguia ver nada e sentia-se tonta. A recepcionista levou a mão aos lábios ao ver a jovem se aproximando, com as roupas em farrapos. Ela estava coberta de hematomas, o cabelo desgrenhado e o rosto vermelho de tanto chorar. — Senhorita, a senhora está bem? A jovem parecia m*al, muito m*al. Ela pensou. O olhar que René lhe lançou foi o mais triste que a jovem já havia visto.

