Episódio 6

1423 Words
René vestiu um vestido rosa que chegava aos joelhos e uma jaqueta jeans, além de tênis de cano baixo. Ela saiu do quarto sem contar a ninguém. Ela caminhou pelos enormes corredores do hotel, intrigada, pois não havia ninguém por perto. Parecia que todos tinham ido para a boate ou estavam dormindo. — Com licença, o senhor poderia me dizer onde fica a biblioteca do resort? Perguntou a um dos carregadores que passava naquele momento. — Siga por aquela saída e siga o corredor com carpete verde até o final... Mas a biblioteca está fechada neste horário, senhorita. Ele informou. — Sim, mas o meu noivo tem uma surpresa para mim. Imagino que nos encontraremos lá e depois iremos para outro lugar. Ela mencionou inocentemente. — Cuidado, tenha uma boa noite. Ele avisou. — Tenha uma boa noite. Ela caminhou pelo longo corredor até chegar a uma porta de vidro, de onde podia ver a biblioteca. Esperou ali por vários minutos, enviando várias mensagens para Bruno, mas não havia sinal de vida. Exausta, ela virou-se, prestes a voltar de onde veio, quando alguém a arrastou, tapando a sua boca, e a empurrou por uma das portas. A pessoa a arrastava, e René começou a gritar, mas a mão forte do estranho permaneceu na sua boca. Se aquilo era uma brincadeira do namorado, era de mau gosto. Para piorar a situação, os seus óculos e celular caíram no chão. Ela tentou encontrá-los, mas a pessoa, que ela pensava ser um homem, a puxou para dentro de um quarto, jogando-a para dentro e batendo a porta atrás dela. Ela se sentou, tentando focar a visão, mas tudo estava embaçado. Ela cambaleou, procurando a saída. Mas, sem os seus óculos ela não conseguia ver nada. — Bruno. Ela chamou, caminhando, enquanto tocava as paredes, procurando uma saída. — Eu não gosto deste jogo, Bruno. — Linda. Ela ouviu uma voz rouca. — Bruno? Ela apertou os olhos, tentando enxergar melhor. — Você é linda. Insistiu a voz. — Você não é o Bruno. Disse ela, olhando para a silhueta do homem que se aproximava. Ela podia ver que ele estava sem camisa. O que um homem sem camisa estava fazendo ali? — Uma verdadeira boneca de porcelana. René cruzou os braços, nervosa. — Obrigada. Mas, você sabe onde o Bruno está? — Você cheira a baunilha. Ela o encara, incapaz de distinguir o seu rosto, embora o tom da sua voz lhe parecesse familiar. Está bem escuro. Não havia dúvida de que era um homem alto, com costas largas e braços fortes. De repente, ela sentiu-se muito insegura e começou a se afastar do estranho, sem dizer nada. — Você é minha, não vá embora... Ele se inclinou para mais perto. — Eu... eu não te conheço. Ela estava começando a ficar apavorada. Ele sorriu, olhando para ela, até que a parede contra a suas costas disse a René que ela estava presa. Os seus braços largos a envolveram, colocando as mãos lado a lado na parede, criando uma armadilha contra ela. — Eu quero ir embora. Os seus olhos estavam começando a se encher de lágrimas. Ela se sentia impotente, não conseguia ver nada e estava encurralada por um estranho. Ele não respondeu; levou a mão ao rosto dela e depois aos lábios. O nervosismo de René a dominou, e ela o empurrou. — Eu quero ir embora. Disse ela, e isso o incomodou. Por que ela queria ir embora quando ele estava apenas a adorando? Uma fêmea nunca deve ne*gar o seu macho. Pensou a fera. Ele a agarrou pela nuca, e os seus gritos foram abafados pelo beijo cr*uel do estranho. O medo a deixou impotente, e ela aceitou o beijo, uma lágrima escorrendo pela bochecha. O beijo cru*el tornou-se mais exigente, e ele a segurou pelos braços, envolvendo-a pela cintura e pressionando-a contra o seu corpo. Ela, finalmente reagindo, o agrediu. Ela interrompeu o beijo, mas ele não se mexeu. — Me solta, você não tem esse direito. Por favor, me deixe. Ela implorou. A fera, privada dos seus lábios melosos, agarrou os seus cabelos com fúria, beijando o seu pescoço e a base dos sei*os. Ela tentou usar os braços, mas ele os segurou com força. Xander tirou a jaqueta dela. René sentiu como se aquele não fosse o corpo dela. O toque não era desagradável às vezes, mas a realidade era cr*uel. Ele a estava estuprando. Quando essa palavra se formou na sua mente, o terror a invadiu. — Chega, não me toque, não me toque! Ela gritou. Ela não conseguia lidar com a força sobrenatural e excessiva dele. Ele a empurrou contra a parede, arrancando a parte de cima do vestido e enfiando a mão por baixo. Ela o esbofeteou repetidamente. Mas Xander continuou a beijá-la com raiva, ignorando os seus gritos. Os beijos selvagens deixaram a sua pele vermelha e, na luta, ambos caíram no chão, deixando-a debaixo dele. À sua mercê. Ela o arranhou, chutou, e nada adiantou quando ele rasgou o seu sutiã e apalpou os seus sei*os à vontade. — Não faça isso comigo. Ela gritou novamente enquanto ele beijava os seus se*ios, lambendo-os e chupando-os. Ele a imobilizou de tal forma que a deixou pronta e esperando para fazer com ela o que a sua fera interior lhe ordenasse. — Minha, você é minha. Disse ele, drogado, tendo terminado de rasgar o seu vestido em pedaços. — Não, não! Me solta! Você está me machucando! Por favor. Ele a silenciou com um beijo brutal, cheio de urgência, cheio de luxúria doentia. — Você é minha, minha mulher, minha. Ele repetiu várias vezes, beijando, mordendo e lambendo cada parte do seu corpo. Profanando a sua pureza, quebrando a sua alma. — Meu Deus, não, não. Ela gritou, de um jeito que era de partir o coração, quando ele tocou na sua calcinha. Então, quando ele a puxou para baixo, não era mais a sua garganta que gritava, era a sua alma despedaçada. Nada o deteve, nem os apelos, nem os gritos daquela mulher inocente. Ele a imobilizou no chão, continuando a machucá-la. Um homem drogado, no seu estado mais carnal e sem razão, era um animal disposto a satisfazer os seus desejos sem se importar com nada no mundo. — Não me machuque assim. Lágrimas escorriam por suas bochechas. — Você é minha, minha para adorar, minha fêmea, minha mulher. Ele sussurrou em seu ódio. Ela rezou a Deus de mil maneiras, mas nada funcionou quando ele abaixou as calças e se posicionou na sua entrada. Como chegou a esse ponto? Ela viu a sua vida passar como um rolo de filme. A culpa era toda dela. Deus a havia abandonado. Lágrimas escorriam por seu rosto, encharcando os seus cabelos. — Por favor... não me quebre assim. Ela fez um último apelo. Ele não a ouviu. Ele estava na sua própria realidade, uma realidade repleta de drogas letais no seu organismo. Não era ele. Era uma fera, machucando o anjo. Xander a penetrou com força. Ela gritou, as suas cordas vocais se contraindo. Ela permaneceu no limbo enquanto ele a penetrava repetidamente. Por que, meu Deus? Por que eu? Eu nunca falhei com você, nunca fiz nada de errado. Fiz tudo o que os meus pais me ensinaram, segui as regras, nunca as desobedeci. Ela fechou os olhos, tentando não sentir a dor na virilha, nem aquele monstro tomando conta do seu ser. O homem em cima dela havia tirado a sua virgindade, a sua dignidade de mulher, a pureza do seu corpo e a paz da sua alma. O seu corpo, preservado para o marido. Ela deveria chegar casta e limpa antes do leito conjugal. Agora ela estava suja. Sentia vergonha, raiva e dor. Ele a beijou, e ela, como uma alma morta, não respondeu a nada. Apenas olhou para o teto, sem mais lágrimas. — Boneca de porcelana, minha mulher, minha. Ele murmurou, agitado, totalmente exc*itado. O org*asmo o atingiu, e ele soltou um uivo, derramando-se dentro dela, que jazia inerte sob ele. Ele saiu dela, e continuou beijando os seus lábios, como se tivesse algum direito sobre ela, enquanto uma parte de René morria lentamente. Ela não estava mais lá, não era mais ela, nem a sua alma. Apenas o seu corpo murcho. Ela não chorou, não gritou, não aplicou força alguma quando ele a penetrou novamente. Ela não sabia quantas horas ficou olhando para o teto. Apenas sentiu a fera cair inconsciente ao seu lado. Tudo que ela queria, era morrer.
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