René vestiu um vestido rosa que chegava aos joelhos e uma jaqueta jeans, além de tênis de cano baixo. Ela saiu do quarto sem contar a ninguém.
Ela caminhou pelos enormes corredores do hotel, intrigada, pois não havia ninguém por perto. Parecia que todos tinham ido para a boate ou estavam dormindo.
— Com licença, o senhor poderia me dizer onde fica a biblioteca do resort? Perguntou a um dos carregadores que passava naquele momento.
— Siga por aquela saída e siga o corredor com carpete verde até o final... Mas a biblioteca está fechada neste horário, senhorita. Ele informou.
— Sim, mas o meu noivo tem uma surpresa para mim. Imagino que nos encontraremos lá e depois iremos para outro lugar. Ela mencionou inocentemente.
— Cuidado, tenha uma boa noite. Ele avisou.
— Tenha uma boa noite.
Ela caminhou pelo longo corredor até chegar a uma porta de vidro, de onde podia ver a biblioteca. Esperou ali por vários minutos, enviando várias mensagens para Bruno, mas não havia sinal de vida. Exausta, ela virou-se, prestes a voltar de onde veio, quando alguém a arrastou, tapando a sua boca, e a empurrou por uma das portas.
A pessoa a arrastava, e René começou a gritar, mas a mão forte do estranho permaneceu na sua boca.
Se aquilo era uma brincadeira do namorado, era de mau gosto.
Para piorar a situação, os seus óculos e celular caíram no chão. Ela tentou encontrá-los, mas a pessoa, que ela pensava ser um homem, a puxou para dentro de um quarto, jogando-a para dentro e batendo a porta atrás dela.
Ela se sentou, tentando focar a visão, mas tudo estava embaçado. Ela cambaleou, procurando a saída. Mas, sem os seus óculos ela não conseguia ver nada.
— Bruno. Ela chamou, caminhando, enquanto tocava as paredes, procurando uma saída. — Eu não gosto deste jogo, Bruno.
— Linda. Ela ouviu uma voz rouca.
— Bruno? Ela apertou os olhos, tentando enxergar melhor.
— Você é linda. Insistiu a voz.
— Você não é o Bruno. Disse ela, olhando para a silhueta do homem que se aproximava.
Ela podia ver que ele estava sem camisa.
O que um homem sem camisa estava fazendo ali?
— Uma verdadeira boneca de porcelana. René cruzou os braços, nervosa.
— Obrigada. Mas, você sabe onde o Bruno está?
— Você cheira a baunilha.
Ela o encara, incapaz de distinguir o seu rosto, embora o tom da sua voz lhe parecesse familiar. Está bem escuro. Não havia dúvida de que era um homem alto, com costas largas e braços fortes.
De repente, ela sentiu-se muito insegura e começou a se afastar do estranho, sem dizer nada.
— Você é minha, não vá embora... Ele se inclinou para mais perto.
— Eu... eu não te conheço. Ela estava começando a ficar apavorada.
Ele sorriu, olhando para ela, até que a parede contra a suas costas disse a René que ela estava presa.
Os seus braços largos a envolveram, colocando as mãos lado a lado na parede, criando uma armadilha contra ela.
— Eu quero ir embora. Os seus olhos estavam começando a se encher de lágrimas.
Ela se sentia impotente, não conseguia ver nada e estava encurralada por um estranho.
Ele não respondeu; levou a mão ao rosto dela e depois aos lábios.
O nervosismo de René a dominou, e ela o empurrou.
— Eu quero ir embora. Disse ela, e isso o incomodou.
Por que ela queria ir embora quando ele estava apenas a adorando?
Uma fêmea nunca deve ne*gar o seu macho. Pensou a fera.
Ele a agarrou pela nuca, e os seus gritos foram abafados pelo beijo cr*uel do estranho.
O medo a deixou impotente, e ela aceitou o beijo, uma lágrima escorrendo pela bochecha.
O beijo cru*el tornou-se mais exigente, e ele a segurou pelos braços, envolvendo-a pela cintura e pressionando-a contra o seu corpo.
Ela, finalmente reagindo, o agrediu.
Ela interrompeu o beijo, mas ele não se mexeu.
— Me solta, você não tem esse direito. Por favor, me deixe. Ela implorou.
A fera, privada dos seus lábios melosos, agarrou os seus cabelos com fúria, beijando o seu pescoço e a base dos sei*os.
Ela tentou usar os braços, mas ele os segurou com força.
Xander tirou a jaqueta dela.
René sentiu como se aquele não fosse o corpo dela. O toque não era desagradável às vezes, mas a realidade era cr*uel.
Ele a estava estuprando. Quando essa palavra se formou na sua mente, o terror a invadiu.
— Chega, não me toque, não me toque! Ela gritou.
Ela não conseguia lidar com a força sobrenatural e excessiva dele.
Ele a empurrou contra a parede, arrancando a parte de cima do vestido e enfiando a mão por baixo.
Ela o esbofeteou repetidamente.
Mas Xander continuou a beijá-la com raiva, ignorando os seus gritos.
Os beijos selvagens deixaram a sua pele vermelha e, na luta, ambos caíram no chão, deixando-a debaixo dele.
À sua mercê.
Ela o arranhou, chutou, e nada adiantou quando ele rasgou o seu sutiã e apalpou os seus sei*os à vontade.
— Não faça isso comigo. Ela gritou novamente enquanto ele beijava os seus se*ios, lambendo-os e chupando-os. Ele a imobilizou de tal forma que a deixou pronta e esperando para fazer com ela o que a sua fera interior lhe ordenasse.
— Minha, você é minha. Disse ele, drogado, tendo terminado de rasgar o seu vestido em pedaços.
— Não, não! Me solta! Você está me machucando! Por favor. Ele a silenciou com um beijo brutal, cheio de urgência, cheio de luxúria doentia.
— Você é minha, minha mulher, minha. Ele repetiu várias vezes, beijando, mordendo e lambendo cada parte do seu corpo.
Profanando a sua pureza, quebrando a sua alma.
— Meu Deus, não, não. Ela gritou, de um jeito que era de partir o coração, quando ele tocou na sua calcinha. Então, quando ele a puxou para baixo, não era mais a sua garganta que gritava, era a sua alma despedaçada.
Nada o deteve, nem os apelos, nem os gritos daquela mulher inocente. Ele a imobilizou no chão, continuando a machucá-la.
Um homem drogado, no seu estado mais carnal e sem razão, era um animal disposto a satisfazer os seus desejos sem se importar com nada no mundo.
— Não me machuque assim. Lágrimas escorriam por suas bochechas.
— Você é minha, minha para adorar, minha fêmea, minha mulher. Ele sussurrou em seu ódio.
Ela rezou a Deus de mil maneiras, mas nada funcionou quando ele abaixou as calças e se posicionou na sua entrada.
Como chegou a esse ponto?
Ela viu a sua vida passar como um rolo de filme.
A culpa era toda dela. Deus a havia abandonado.
Lágrimas escorriam por seu rosto, encharcando os seus cabelos.
— Por favor... não me quebre assim. Ela fez um último apelo.
Ele não a ouviu. Ele estava na sua própria realidade, uma realidade repleta de drogas letais no seu organismo. Não era ele. Era uma fera, machucando o anjo.
Xander a penetrou com força. Ela gritou, as suas cordas vocais se contraindo. Ela permaneceu no limbo enquanto ele a penetrava repetidamente.
Por que, meu Deus? Por que eu?
Eu nunca falhei com você, nunca fiz nada de errado. Fiz tudo o que os meus pais me ensinaram, segui as regras, nunca as desobedeci.
Ela fechou os olhos, tentando não sentir a dor na virilha, nem aquele monstro tomando conta do seu ser.
O homem em cima dela havia tirado a sua virgindade, a sua dignidade de mulher, a pureza do seu corpo e a paz da sua alma.
O seu corpo, preservado para o marido. Ela deveria chegar casta e limpa antes do leito conjugal. Agora ela estava suja. Sentia vergonha, raiva e dor.
Ele a beijou, e ela, como uma alma morta, não respondeu a nada. Apenas olhou para o teto, sem mais lágrimas.
— Boneca de porcelana, minha mulher, minha. Ele murmurou, agitado, totalmente exc*itado.
O org*asmo o atingiu, e ele soltou um uivo, derramando-se dentro dela, que jazia inerte sob ele.
Ele saiu dela, e continuou beijando os seus lábios, como se tivesse algum direito sobre ela, enquanto uma parte de René morria lentamente.
Ela não estava mais lá, não era mais ela, nem a sua alma. Apenas o seu corpo murcho.
Ela não chorou, não gritou, não aplicou força alguma quando ele a penetrou novamente. Ela não sabia quantas horas ficou olhando para o teto. Apenas sentiu a fera cair inconsciente ao seu lado.
Tudo que ela queria, era morrer.