Episódio 5

1695 Words
— Relaxa. Disse Alexandre ao irmão, que havia quebrado todos os objetos do quarto. Tantos anos de respeito por uma mulher que acabou pagando da pior maneira. O magnata tinha certeza de que não amava Astrid, mas nem nos seus piores pesadelos poderia imaginar tal sentença. Uma humilhação tão cr*uel. — E eu estava me torturando de culpa porque olhei para uma mulher que não era ela com outros olhos. Disse ele, rindo ironicamente, chateado. — Foram tantos anos com ela. Anos em que eu fui fiel e honesto... E ela... Ele bateu no espelho do banheiro com raiva. O seu ego, sua autoestima como homem, estavam por terra. Ela não tinha apenas traído, ela havia feito se*xo com vários homens, zombando dele. — Como se eu não fosse homem o suficiente para ela. Disse ele, agitado. — O problema não é você. A Astrid é uma va*dia. Conciliou o irmão. — Pelo menos você não se casou com ela, nem teve filhos. Xander desfez a gravata, sentindo-se sufocado. — Devo ser o motivo de chacota de todos. Ele afundou na cama, braços estendidos, olhando para o teto. Ele teve vontade de procurá-la a loira de olhos castanhos, em busca de um abraço reconfortante. — Acredite, quem tem tudo a perder aqui é ela. A sociedade é mais cr*uel com uma mulher que trai do que com um homem. Duvido muito que ela encontre um homem que a respeite. A marca de ser uma va*dia nunca vai desaparecer, a vida dela acabou. Afirmou Alexandre, com razão. Ele se sentou naquele momento. — Estou com nojo, com muito nojo. Xandre expressou-se inconsolavelmente. Nesse momento, a porta se abre e uma Astrid histérica entra correndo, gritando. Os seus olhos estão vermelhos e o rímel escorrendo. A sua expressão diz tudo. A sua reputação e a sua vida acabaram. — Meu amor, me escute. Ela implorou. — É tudo mentira, juro que é tudo mentira. O magnata cerrou os dedos de raiva, lembrando-se de que era um cavalheiro e jamais ousaria bater numa mulher, mas, naquele momento, só queria machucar a mulher que havia destruído o seu ego, sua confiança, seu amor. — Pare de choramingar, sua va*dia. Alexandre cuspiu na cara dela. — Eu não sou uma va*dia! Ela gritou, inconsolável, olhando para o seu parceiro. — Amor, eu só estive com você... — Cala a boca! Ele gritou, aproximando-se dela, que recuou violentamente. — Nunca mais quero te ver na minha vida. Ele a examinou da cabeça aos pés. — Você me dá nojo. Astrid viu ódio e rejeição nos olhos dele. Ele jamais a perdoaria, nem com o tempo, nem com súplicas. — Você me condenou, condenou uma mulher inocente. Ela sussurrou, tentando não morrer ali mesmo de dor. Imediatamente, a equipe de segurança de Alexandre escoltou a mulher em prantos para fora. Alexandre encarou o irmão por vários minutos enquanto se sentava à mesa e o viu soltar um gemido. Até o homem mais forte se renderia a algo assim. — Vamos, vamos expiar as nossas mágoas com álcool. Ele o pegou pelo braço. — Faz tempo que você não fica bêbado como um adolescente. Um Xander devastado assentiu, deixando-se levar pelo irmão. Poucos minutos depois, os dois estavam na área VIP da boate do complexo hoteleiro. — Todos estão olhando para "mim". Ele mencionou com certa desconfiança. — Relaxa, cara. De todos esses idi*otas, você é o mais rico e poderoso. Disse ele, entregando-lhe uma bebida. O magnata encara a bebida, em dúvida. — O que você precisa é tra*nsar com uma virgem e descarregar toda a sua raiva nela. Comenta o gêmeo perverso, m*aliciosamente. Ele olha para a bebida, mas não termina de bebê-la. — Eu jamais machucaria uma mulher. Assegurou-lhe. — Mulheres e crianças são as coisas mais preciosas que existem. — Claro. Alexandre disse sarcasticamente, olhando para ele com o canto do olho. — O plano do Sr. Perfeito é chato, mano. Ser o vilão da história não é tão ru*im. Ele colocou a bebida na mesa, e o outro homem ficou irritado, pois estava sendo muito difícil drogá-lo. Ele imediatamente se arrependeu de estar naquele ambiente. Não era a sua praia e, apesar de estar magoado, não queria suprimir o seu constrangimento e decepção com álcool. — Vamos lá, tome uma bebida com o seu irmão. Alexandre o encarou, entregando-lhe a bebida novamente. Seu irmão hesitou por incontáveis ​​segundos, mas disse a si mesmo que viraria a bebida e depois iria embora, só para agradar seu irmão gêmeo. Ele tomou um longo gole do que pensou ser apenas uísque. — Eu sei quem é sua garota. Alexandre acrescentou. — O nome dela é René Dallas, e ela é virgem. Ele imediatamente balança a cabeça. — Eu não sei porque você está me falando isso. — O namorado dela é um filho da pu*ta, um covarde. Ele é um dos canalhas que tra*nsaram com a Astrid. Ele continuou. Xander sentiu uma onda de calor subir à garganta. Talvez eu tenha engolido a bebida rápido demais. Ele pensou. Alexandre se inclinou na direção do irmão e beijou a sua testa. — Vou me vingar da zombaria dela. Ninguém zomba de você, irmão. Não quando você me tem aqui para te defender. Ele prometeu. Os pensamentos do magnata não são mais coerentes e ele não consegue entender o que o irmão está dizendo. Ele suspirou e, naquele momento, a sua visão ficou turva. — Dê a ele o estimulante se*xual. Ele ouviu a voz do irmão ao longe. Alguém se aproximou por trás dele e o cutucou no ombro. Ele conseguiu ouvir a risada do irmão e viu uma loira se aproximar e sussurrar algo no seu ouvido. A pessoa que cutucou o seu ombro fez de novo. Xander se virou para olhar que era, mas a pessoa havia sumido. As luzes começaram a afetá-lo e tudo girou. De repente, ele se viu sozinho num lugar que parecia uma biblioteca. Para onde todos tinham ido? Ele não estava sozinho. Ele disse a si mesmo. Ele podia ouvir risadas à distância, então ele caminhou pelo longo corredor, sentindo-se tropeçar e, em seguida, o calor. Por que ele se sentia tão quente? Ele tirou a camisa encharcada, com o coração disparado. Em seguida, ele tentou tirar o cinto e sentiu a sua ereção. Ele estava excit*ado, sim, muito excit*ado, e os seus sentidos pareciam distorcer a sua realidade. Será que ele estava ficando louco? Pelo menos era o que parecia, até que a viu. A sua boneca de porcelana, entrou correndo assustada pela porta e a fera dentro dele emergiu. .... Alexandre bateu a cabeça de Bruno Urbalde contra a borda da mesa várias vezes. O homem tentou proteger o rosto dos golpes, mas era impossível. — Eu disse para você abrir os olhos e olhar para ela, seu filho da pu*ta! Ele gritou com todo o seu ódio. Bruno, trêmulo e choroso, olhou para o canto, onde jazia o corpo sem vida de Astrid, baleada na boca por Alexandre. Ele agarrou os seus cabelos com força e o forçou a continuar olhando. — Viu o que acontece quando se enfia o p*au na mulher de outra pessoa? Ele disse e o golpeou novamente. — Não se toca numa mulher Rutherford. — Ela me envolveu, ela me seduziu. Ele defendeu-se. Alexandre exibiu um daqueles sorrisos sinistros e arrogantes que sempre oferecia àqueles que considerava inferiores. — Desculpas patéticas vindas de um homem com um pên*is pequeno. Ele zombou. O australiano ficou desesperado, querendo rastejar para longe do psicopata que o segurava, mas este tinha muitos planos para o pobre coitado naquela noite. — Sabe que conheci a sua linda garota hoje, René. — Não, eu não tenho ninguém. Ele ne*gou apressadamente. Ele já tinha ouvido os rumores macabros sobre o líder do culto Nexus. Todas as histórias eram aterrorizantes. — Querido Bruno, você é como uma pu*tinha mentirosa com pên*is. Ele caiu na gargalhada. — De onde você a conhece? Ele perguntou, ansioso. — Eu conheço todo mundo. — Por favor... — Ela é virgem, certo? Bruno queria recuar, sem responder. — Sim, ela é. Cristãos, com dois pesos e duas medidas como você, guardam os seus pên*is para a glória do Senhor diante dos seus paroquianos, mas sucumbem ao pecado a portas fechadas. Hipócritas de mer*da. O líder pressiona o telefone contra o rosto do australiano. — Ligue para a sua noiva e diga a ela para vir à biblioteca. Meu irmão quer jogar um jogo com ela. Diz ele, segurando o telefone. O homem balança a cabeça vigorosamente, e Alexandre saca a arma e aponta diretamente para sua virilha. — Bruno, você não pode ser o dia*bo e o santo ao mesmo tempo. Você só pode escolher um lado, e você escolheu ser um filho da pu*ta, então pegue as suas bolas e enfrente as consequências, ou eu atiro em você... E eu não jogo, nem repito ordens. Quando Alexandre destravou a arma, Bruno, covarde como era, discou imediatamente o número da noiva. Ela levou vários segundos para atender, até que sua doce voz ecoou pelo alto-falante. O australiano disse a ela para encontrá-lo na biblioteca, pois tinha uma última surpresa de compromisso para ela. A jovem, acreditando cegamente nele, concordou em encontrá-lo e disse que estaria lá em dez minutos. Ele desligou e deixou o telefone cair, sob o riso maquiavélico do seu agressor. — Me solta, por favor, por favor, não machuque o René. Ele implorou. — Soltar? Você está errado, idi*ota. Você é o convidado especial do show. Ele o informou, gesticulando para um dos seus homens agarrar o miserável. — Show? — Sim. Ele se aproximou dele, fumando o seu charuto e depois soprou a fumaça no seu rosto. — Você vai ver, ao vivo e diretamente, como o meu irmãozinho come o que você cuidou por tantos anos. Você vai ver um Rutherford fo*der a sua noiva na sua cara, e eu estarei lá para aproveitar tudo isso. ‍‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌
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