Capítulo 6

1284 Words
Entrei no prédio onde ficava localizada a nossa escola, e já fui logo procurar a Camilla, que me disse que estava no seu armário, fui andando, rapidamente, em sua direção, mas parei quando vi a Juliana chegando por trás dela e cutucando o seu ombro, vi minha amiga se virar e responder a outra. Vi, também, a Juliana da um sorriso triste e olhar pra mim por cima dos ombros da morena a sua frente. Vi o sorriso triste se formar no seu rosto, novamente. Caminhei, calmamente, e parei perto delas. - Oi. - Camilla quem falou. - Oi, te mandei uma mensagem agora a pouco. - falei. - Oi, Anny. - ouvi a voz da Juliana e só dei m sorriso, sem nem mostrar os dentes e assenti com a cabeça. - Vou subindo. - avisei e me virei, indo em direção ao lugar que se localizava o meu armário, depois fui direto para a sala, onde seria a primeira aula. Coloquei uma música qualquer no meu celular e fiquei viajando e mexendo no meu celular, especificamente, no i********:. Fiquei com o pensamento longe até ver o Thiago na porta da sala, parecia procurar por algo, ou melhor, alguém. E todos sabiam quem era. Senti um pequeno aperto no coração. Quer dizer, quem consegue fazer um amor sumir do coração de uma hora para outra? Ainda mais um amor platônico. Desde que eu conheci o Thiago, eu alimentava essa esperança de quem um dia ele iria me notar, que ele iria olhara para o lado e ver que eu era especial, mesmo que eu nunca tenha dado nenhum indício de que tinha algum sentimento por ele. Estar na posição, em que eu me encontrava era h******l. Eu sabia que não era saudável alimentar esse tipo de "amor", mas não conseguia evitar. Eu sabia que essa sensação desagradável iria passar, mas eu só queria saber quando chegaria esse tempo, já que eu não aguentava mais me sentir diminuída toda vez que via os dois andando juntos pela escola, ou até mesmo, nas fotos que ambos postavam. E o s************o, não me permitia bloquear, excluir, deixar de seguir ou qualquer coisa do tipo, vira e mexe, eu entrava no perfil de um dos dois e ficava lá me martirizando, e mais uma vez, eu sabia que não era saudável, que não me faria bem, mas quem disse que eu conseguia parar de agir assim? Despertei do transe em que eu tinha me colocado, quando vi minha amiga me olhando, com uma certa pena no olhar. Eu odiava que me olhassem assim. - Pode parar de me olhar assim. - já falei logo. - Amiga... - Camilla começou a falar, mas a professora entrou na hora, impedindo-a de continuar a falar qualquer coisa que quisesse. - Depois a gente conversa, semana que vem tem prova e eu tô super agarrada em química. - falei. - Falando em química, quero saber como foi sábado. - falou me fazendo rir. - Depois eu te conto tudo, mas já adianto que foi super legal. Augusto era um cara legal, ele havia chegado na pior época da minha vida, mas eu não podia negar no bem danado que ele estava me fazendo. O cara me fazia rir de qualquer coisa que fosse, ele é inteligente, consegue manter um papo saudável, falava sobre tudo, e eu amava pessoas assim. - Ai, já quero saber os detalhes tudo! - falou animada. {...} Sentei no refeitório e fiquei esperando a Camilla que vinha segurando a sua bandeja com um suco,uma caixinha com uva verde e uns sanduíches naturais, já na minha tinha, algumas barrinhas de cereal cobertas de chocolates, um suco natural e um potinho com kiwi. Kiwi é minha fruta preferida no mundo todo. - Já tá você comendo essa palhaçada verde, né. - ouvi a voz da Camilla implicando comigo. - Isso nem gosto tem. - fez cara de nojo. - Come sua uva, e eu como meu Kiwi. - falei rindo. - Tudo quer reclamar. - Mas me conta. - falou empolgada. - Menina, a gente foi no shopping, comemos, conversamos. - contei para ele sobre como tinha sido, contei sobre as nossas conversas e em como ele é atencioso e que queria sair comigo novamente. - Ai que fofo. - falou me fazendo rir. - E você vai sair com ele novamente, né? - questionou me olhando. - Amiga, eu fiquei pensando muito naquilo que você me disse, sabe? - perguntei e ela me olhou. - Sobre fazer ele de estepe. - expliquei. - Eu não quero que seja assim, sabe? Mas eu quero me permitir conhecer ele, talvez não dê em nada, mas eu não gostaria que fizessem isso comigo. - Amiga, se permiti um pouquinho, desculpa o que eu vou falar agora. - falou e eu vi que lá vinha bomba. - Mas o Thiago tá com a Juliana, e pelo visto eles se gostam e não pretendem terminar. - falou e deu um sorriso murcho como se me pedisse desculpa por ter me falado a verdade, que estava estampada para quem quisesse ver. -Você está certa. - falei e suspirei. - Eu só preciso me acostumar com isso, quer dizer, não é como se eu tivesse tido um relacionamento com ele e a gente tivesse terminado. - falei e respirei fundo. - Isso, só tenta seguir em frente, você é inteligente, bonita, esforçada, tudo de bom, vai encontrar outro por ai, na verdade já encontrou né, então não deixa essa oportunidade passar. - falou e eu assenti, entendendo o que ela queria falar. - Você tem razão, amiga. - falei e sorri. - Eu sempre tenho razão, Anny. - falou e eu ri, fazendo um gesto com a mão, como se indicasse "mais ou menos" - Você me respeita, sua vaca. - falou me fazendo rir. - Quer ir lá pra casa hoje? - perguntei. - A gente aproveita para adiantar esse trabalho de filosofia, e depois a gente fica na piscina. - falei e ela assentiu rindo. - Até parece que eu vou negar, né, amada. - falou. {...} Quando bateu o sinal final da aula, eu segui até a frente da escola com a Camilla falando que só tinha gente estranha naquela escola, seguimos até o pátio e logo para a frente do prédio, chegamos lá para esperar o motorista da minha família, e vimos uma pequena movimentação de pessoas. - O que é aquilo? - Camilla ativou o seu modo fofoqueira e foi me arrastando até lá. Quando a gente chegou, nós vimos algo que, mesmo que eu não quisesse, balançou comigo. Thiago estava ajoelhado na frente da Juliana, com um pequeno buquê de lirios brancos, eu sabia que era a flor preferida dela, na mão dele havia uma pequena caixinha preta, e dentro tinha duas alianças pequenas, de prata. Os olhos dela, foram atraídos até mim, que dei um pequeno sorriso amarelo e sai dali, sem ver o final de toda a cena. Camilla veio atrás de mim, se desculpando. - Você não sabia e tá tudo bem, fica calma. - falei e soltei um sorriso. - Desculpa mesmo, amiga, eu não sabia de nada disso. - falou me olhando com o arrependimento estampado na cara. - Tá tudo bem, vamos, olha lá o senhor Carlos. - falei e ela veio me acompanhando. Chegando na minha casa, fomos direto para o me quarto, não tocamos mais naquele assunto, fizemos o trabalho e depois fomos ficar na piscina, como havíamos combinado, o dia havia passado em um picars de olhos, e somente quando eu pude deitar na cama, que eu chorei, eu tentei ser forte, mas aquilo estava doendo, e não era pouco.
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