CAPÍTULO 4

2682 Words
Resolvi fazer a última tentativa de encontrar essa garota. Cheguei em casa e fui para meu escritório. Liguei para Jonathan e pedi a ele para investigar as pessoas que moram naquele bairro. Se Jonathan não encontrar nada de suspeito, eu não vou mais ficar me preocupando.  Vou à cozinha e Maria aparece dizendo que o jantar está pronto. Ela coloca um prato com um pedaço de torta de frango na bancada. Vou até minha adega e pego uma garrafa de vinho. Seria tão bom ter uma companhia para dividir esses momentos. Às vezes acho que trabalho demais e esqueço de me divertir. Eu preciso pensar em uma relação duradoura, que me faça querer casar e ter a minha família. Meus irmãos estão todos encaminhados, e somente eu estou aqui ainda esperando algo acontecer, tendo visões com uma garota que nem sei quem é. Eu merecia mais do que isso não?  Termino de comer e volto para meu escritório. Como não fiquei hoje na empresa, eu tinha algumas coisas para revisar. Então faço isso até quase de madrugada. Me sinto já com o corpo cansado. Espero que essa noite seja boa, porque eu não estou muito bem para passar mais uma noite acordado. Vou para o meu quarto e tiro as minhas roupas. Me jogo na cama e faço como mais cedo, não penso em nada, pois assim meu sono vem.  Uma escuridão me toma. E eu estou em um lugar totalmente desconhecido.  Parece uma boate. Cheia de garotas dançando. Rostos todos desconhecidos. Vejo vários homens com mulheres sentadas em seus colos. Porque será que eu estou neste lugar? Sempre detestei lugares como esse. Eu prefiro ir a uma boate e conhecer uma garota, mesmo que isso dure uma noite. Agora, lugares como esse, onde há mulheres se prostituindo nunca foi a minha praia. Um homem moreno com cabelo cortado baixo,  aparece sorrindo. Ele está com uma máquina fotográfica, vejo ele conversar com um outro homem que está de costas para mim. Eu quero sair daqui, não gosto do que vejo e nem quero que mulher nenhuma me note aqui. Ando até à saída e já estou na rua. Ando um pouco e escuto gritos. O beco está escuro e os gritos vêm de lá. Com certeza é alguma prostituta sendo maltratada, eu não vou me envolver. Sou contra esse tipo de situação, mas prefiro ficar na minha.Vou embora sem rumo, porém os gritos não param. Quanto mais eu ando, mais os gritos ecoam em minha mente. Droga, será que eu deveria ter ido salvar essa prostituta? Mas eu não podia e nem queria me envolver. Já estou cheio de problemas, e ainda teria que denunciar esse lugar. Quando chegar em casa peço à Pierre para verificar isso.  Sinto algo segurando a minha mão. Me mexo e ainda sinto algo na minha mão. Acordo e me assusto com a garota segurando a minha mão. Ela chora como sempre. Me levanto rápido e ela me olha.  - Escuta eu fiz de tudo para te achar. Mas eu não consigo mais. Ela se levanta e vai até o banheiro. A sigo.  Vejo meu chuveiro ligado e um meu espelho fica embaçado. De repente vejo algo sendo escrito nele. “ Não desista, me salva”. Vou até o chuveiro e desligo. Volto para o quarto, e não a vejo mais. Porém ela pode me ajudar escrevendo onde está. - Você pode me dizer onde está? Eu não posso te ajudar, se você não me ajudar. Falo para o nada, esperando que ela me escute. Devo estar louco mesmo.  Acordo suado. Tentando entender esse sonho. Uma casa de prostituição, a garota me pedindo ajuda através do espelho. Espelho? Levanto rápido e vou até meu banheiro. Não tem nada no espelho. Que sonho foi esse? Será que ela sentiu que eu não vou mais ajudá-la? Que caso Jonathan não a encontre, eu vou desistir. Não dá para saber onde ela está. E como pensei antes, sua família deve está procurando por ela, e eu como estranho não sei como ajudá-la.  São quase oito horas da manhã. Tomo um banho e me visto com meu terno preto. Hoje meu dia será cheio. Vou à cozinha e Maria já tem meu café da manhã pronto. Tomo o mesmo e saio com Pierre.  No escritório, meu dia começa cheio de reuniões, m*l tenho tempo para respirar. Na hora do almoço Maycon me chama pra sair hoje à noite para uma boate. Isso me faz lembrar do meu sonho, mas seiChapter que Maycon e Maurício não iriam em casas de prostituição, mesmo porque ambos estão casados. Maycon está praticamente casado. Falta pouco para isso acontecer. Aceito sair um pouco, estou precisando e quem sabe conhecer alguém ali, e tirar a tensão do meu corpo.  Como algo na minha sala mesmo, depois de pedir à Pierre para buscar algo para mim e volto para vários papéis em minha mesa. Às vezes só queria ter alguém que me tirasse disso daqui e me fizesse querer mais. Suspiro, pois do jeito que estou, nunca encontrarei alguém que me queira. Ainda mais sonhando com uma estranha que não sei se está viva ou morta. Aí me lembro que amanhã é dia da minha consulta com o Dr Daniel e sinceramente, eu não quero ir, na verdade já até decidi que eu não vou. Desisti de entender o que está acontecendo comigo, desisti de achar uma pessoa estranha. Só estou aguardando mesmo Jonathan me passar o relatório dos moradores daquele bairro.  À noite já estava na porta da boate esperando meus irmãos e cunhadas. Vejo várias mulheres me olhando, na verdade me come com os olhos e acredito que hoje posso escolher alguma para acabar com esse jejum s****l que estou nele. Alguém bate em meu ombro e é Maycon.  - Tudo bem? Esperando aí muito tempo mano? Maycon pede e eu assinto com a cabeça.  - Só um pouco. Como vocês estão? Indago cumprimentando todos. Cláudia e Sarah estão radiantes.  - Então vamos entrar? Cláudia já deu um jeito para conseguirmos entrar. Maurício falou piscando para ela.  - Espero que não seja nada ilegal. Falo brincando.  - Não, ela só soltou uma nota da boate em seu blog, e então eles concederam os ingressos.  - Ótimo, mas quando for assim, me digam que eu consigo isso rapidamente. Falo lembrando que o sobrenome Vilaça no Rio tem um poder imenso.  Eles apenas assentiram sorrindo e entramos. Já vamos para a área vip. Nos sentamos e pedimos as nossas bebidas. As meninas pediram para dançar e eles foram. Fico olhando para todo salão, mas quase não consigo identificar as pessoas por causa da luz baixa. À pista de dança as luzes piscam conforme o ritmo da música. Não demora muito e uma mulher ruiva com os lábios pintados de vermelho senta do meu lado.  - Sozinho? Ela pede-me olhando e depois toma um gole da sua bebida.  - Com meus irmãos e cunhadas. Digo, e ela sorri para mim. Seu sorriso é muito bonito. Seus olhos são esverdeados e seus cabelos estão em cachos.  - Não tem namorada?  - Não. Ela sorri mais e vem mais pra perto de mim.  - Eu também não tenho ninguém. Podemos fazer companhia um para o outro. O que você acha?  - Para mim tudo bem.  - Ótimo. Prazer Isabelle. Ela se apresenta com uma confiança enorme.  - Renato. Quer dançar? Ela se levanta e já me puxa para descer para a pista. Que bom, mulher de atitude, sem essas frescuras. Gostei.  Na pista começamos a dançar agarradinho e a conversar. Ela me diz que trabalha em uma floricultura, que tem um filho de dois anos. Que foi abandonada pelo marido e agora ela está tentando refazer a sua vida. Ela me pergunta o que faço da vida. E normalmente quando saio não gosto de falar sobre a minha vida, quem eu sou de verdade, apesar que as pessoas não deixam de ver meu rosto estampado em jornais e revistas. Se ela ainda não sabe quem sou, não sou eu que vou dizer. Então falo que trabalho em uma empresa qualquer de ajudante geral, ela me olha parecendo não acreditar. Disse que eu não tenho cara de que faço faxina. Falo que as aparências enganam. Ela se contenta e continuamos dançando. Dançamos três músicas e depois nos sentamos. As meninas haviam ido ao banheiro e Isabelle disse que também iria.  - Já achou uma paquera? Maurício questiona sorrindo.  - Acredito que não irei dormir sozinho hoje. Falei piscando para meus irmãos.  - Você precisa arrumar uma mulher para casar. Está ficando velho. Maycon fala e eu penso muito em arrumar alguém, mas tem que ser alguém verdadeiro e especial. - Me diz porque vocês nunca falaram que as meninas tinham outra irmã. Peço querendo mudar de assunto e também querendo saber o que houve com a outra irmã das minhas cunhadas. Vejo os dois se olharem e Maurício respira fundo.  - Não quero que toque nesse assunto perto delas. Maurício diz sério.  - Porque?  - Porque elas ainda estão sofrendo. A irmã está morta. Maycon fala meio alterado.  - O que houve com ela? Questiono tentando entender o motivo da alteração do meu irmão.  - Não sabemos direito o que aconteceu. Como disse, as meninas não gostam muito de falar disso. Só sabemos que Dayane era uma garota meio aventureira, queria conhecer o mundo antes de resolver fazer alguma coisa da vida. As meninas sempre recebiam cartas dela falando onde ela estava e como estava. Porém um dia …Maurício para assim que escuta a voz de Sarah. - Chegamos. Do que vocês estão conversando? Sarah pede sorrindo. Eu e meus irmãos nós olhamos.  - De que Renato precisa casar. Maurício diz e elas começam a sorrir para mim.  - Precisa mesmo cunhadinho. Se estivéssemos na Rússia te apresentaria alguma amiga. Sarah falou sorrindo.  - Eu ainda tenho tempo para isso. Vocês me colocam como se fosse um velhinho de 60 anos que nunca casou.  - Acho que vai chegar lá se continuar assim. Maurício fala e eu sorrio com seu comentário.  Isabelle chega e se senta. À apresento meus irmãos e cunhada para ela e ficamos conversando até as meninas chamarem para dançar de novo. Desço com as mãos grudadas na cintura de Isabelle, porém esbarro em alguém. Peço desculpas, mas a hora que a pessoa levanta sua cabeça fico surpreso, pois é o mesmo homem que vi no meu sonho. Ele tem em suas mãos uma máquina fotográfica. Eu não estou com a mente muito boa. Sonho com pessoas que nem conheço.  - Sem problemas cara. Ele fala e olha para Isabelle. Comendo a mesma com os olhos. A puxo para mim e saio andando para a pista. Danço com ela, mas a minha mente está nesse homem estranho. Como posso sonhar com pessoas que não fazem nenhum sentido para mim? Será que esse homem também não é real igual a garota dos meus sonhos?  - Está tudo bem? Isabelle questiona me olhando.  - Sim,  estou. Falo, mas não é verdade. Eu tenho que tirar essas merdas da minha mente. Estou ficando louco e paranoico com isso.  - Não parece. Está distante. Não quer mais dançar? Podemos ir para um lugar mais reservado. Ela fala e eu já acho que é uma boa ideia. Vou levá-la para o o Place . Meu apto antes da minha casa ficar pronta.  Nunca gostei de levar mulher nenhuma na minha casa. Acredito que minha casa é um lugar sagrado que pertencerá somente à minha esposa futuramente, então quando saio e encontro uma f**a rápida, levo para o Place,  apesar que acho o Place um apto luxuoso demais para apresentar a Isabelle, pois sou um cara humilde, sem posses, então vou para um dos meus aptos modestos. Falo para Maycon que já vou embora. Não me despeço de todos. Como vim de táxi, sabia que iria beber, e esperava que meus irmãos me desse uma carona se não desse nada certo com uma garota, mas tudo estava ao meu favor para tirar essa tensão do meu corpo que se instalou a dias.  Não demora pra gente chegar no meu apto. Isabelle me olha e eu não digo nada. Mostro meu rosto impassível. Subimos de elevador até o quinto andar. Pego a chave que o porteiro havia me passado e abro o apartamento. Como eu não estou afim de perder tempo, puxo Isabelle para mim e já começo beijá-la. Empurrando para o quarto que fica no final do corredor. Ela já estava levantando minha camisa, e eu parei de beijá-la, e ajudei a tirar minha camisa. Voltei a beijá-la, e comecei a descer o zíper do seu vestido.  Deitei ela com cuidado na cama e passei as mãos em todo seu corpo. Espero que ela esteja sedenta como eu, porque a noite promete. Ela começa a desabotoar minha calça e eu desço beijos pelo pescoço dela, até chegar nos s***s descobertos dela. Começo à chupar um de cada vez e vejo ela gemer. Enfiei uma das minhas mãos na i********e dela dentro da calcinha, dando ainda atenção aos s***s dela. Eu já estou louco para me enfiar dentro dela. Não vou aguentar muito essas preliminares. Me levanto e tiro minha calça que estava no meio das minhas pernas. Tiro a cueca também. E volto e tiro à calcinha dela. Ela pede para ficar por cima, e eu não me importo. Deito, porém à hora que ela iria se encaixar em mim vejo um vulto passar no quarto. Que Merda é essa.  - O que foi? Está tudo bem? Isabelle pede olhando para mim. - Sim. Podemos continuar. Falo e tento não pensar no vulto que vi. Lembro que não estou com camisinha. Então me viro para a gaveta e pego um pacote de camisinha que sempre deixo aqui.  - Não precisa. Eu tomo remédio. Isabelle fala, mas eu não quero pagar pra ver nada.  - Prefiro usar. Me sinto melhor assim. Falo já colocando a camisinha em meu m****o já ereto. Pronto pode ir. Ela sorri e se encaixa em mim. Fecho meus olhos aproveitando dessa sensação que não sentia há muito tempo. Isabelle começa a se mover e quando abro meus olhos. Olho para o lado da cama e vejo a garota morena. Merda. Levanto rápido tirando Isabelle do meu colo com brutalidade.  - O que foi?  - Se vista. Vou chamar um táxi para você. Falo olhando para a garota que não para de me olhar chorando.  - Você pode me explicar o que está havendo? Isabelle pede, vindo para meu lado.  - Não. Eu não posso. Na verdade, nem eu sei o que está havendo comigo. Indago.  - Você não é casado é? Ela questiona com raiva.  - Isabelle eu só quero que você vá embora. Me desculpe, mas não vai dar. Eu não consigo. Digo e ela pega suas roupas e começa a se vestir xingando.  - É cada doido que me aparece. Droga, eu deveria desistir dos homens. São tudo um bando de egoístas, não prestam nem para uma noite. Ela fala e sai andando. Eu não acompanho, pois estou olhando para a garota morena. Escuto a porta sendo batida com força.  - Viu o que você fez? Não podia aparecer em outro momento? p***a, o que você quer de mim? Eu já fiz tudo que pude fazer para você, eu não quero mais isso, não vou ficar te procurando em vão. Então some da minha vida, some dos meus sonhos. Me deixe em paz. Falo pegando minha roupa e vestindo a mesma. Ela não diz nada, não se mexe, e fica apenas me olhando. O que mais você quer de mim? Grito com raiva dela. Ela se mexe e sai, me olha uma última vez e passa pela parede, sumindo da minha frente.  Droga, eu vou ficar louco. Ela não pode aparecer assim é atrapalhar a minha vida. Eu preciso de paz, preciso viver e voltar a vida ao normal. Não quero mais ficar vendo essas pessoas estranhas, não quero mais ter sonhos que nem sei o que significam. 
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