bc

Sentimento Profano

book_age16+
18
FOLLOW
1K
READ
revenge
dark
possessive
arrogant
student
drama
cleric
teacher
like
intro-logo
Blurb

Vingança.

É o sentimento que domina Damon, ex-sacerdote. Com uma infância conturbada, sem informações sobre seus pais, foi criado por freiras em um convento local. Sempre teve vocação para o sacerdócio, e sempre quis seguir os caminhos divinos, porém tudo muda bruscamente. Uma carta, com uma revelação, que muda tudo. Que faz um sentimento de vingança dominar seu ser, que o faz abandonar tudo e voltar para sua cidade natal, Aosta. Perdido, confuso e tentando adaptar-se à sua nova vida, Damon tem um objetivo: encontrar quem tanto procura. E ter sua vingança.

Porém nada será tão fácil. Damon tem apenas um nome, nome esse tão comum na cidade. Não será um trabalho simples encontrar seu alvo.

Qual a solução mais simples? Envolver-se com seus suspeitos, agir para conseguir a confiança e no fim, ter respostas. Mas ele não esperava que aquela garota, com quem deveria envolver-se para descobrir o que deseja, iria envolvê-lo e deixá-lo tão encantando pelo seu rosto angelical.

Entre amores, desejo e mistérios, ele irá conseguir seu objetivo?

chap-preview
Free preview
Prólogo, por Damon Ricci.
Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor. — Romanos, 12:19. × Aosta, Itália. Perdão. Desde pequenos, somos ensinados sobre a importância de perdoar. Aprendemos com nossos pais, na igreja e até mesmo na escola que, apesar de todas as mágoas e ressentimentos, devemos praticar o perdão. Nos ensinam que perdoar é uma ação libertadora, que nos livra do rancor, raiva e vingança. Somos ensinados que a vingança pertence à Deus, que devemos amar ao próximo e perdoá-lo. Devemos perdoar, mesmo que a injustiça sofrida tenha sido grande, para ficarmos em paz, com nós mesmos e com o próximo. É preciso perdoar, para nos libertarmos da amargura que nos aprisiona. O poder do perdão é imenso. É como uma sentença de liberdade para quem vive atormentado pelos acontecimentos passados. Perdoar é compreender que tais acontecimentos ficaram no passado, aprender com tudo que aconteceu e se libertar do peso da mágoa. Guardar rancor é como uma pedra, presa aos nossos calcanhares, que sempre nos arrasta para o fundo. Para a escuridão. Ódio, rancor e sede de vingança são sentimentos ruins, que nos afastam de Deus. Na bíblia, aprendemos a necessidade e importância de perdoar. Aprendemos que, se perdoamos, somos perdoados. Que o perdão nos traz libertação e não tem limites — devemos perdoar sempre que necessário. Quando guardamos rancor, criamos muros difíceis de derrubar, nos isolando dos outros. Não devemos nos vingar ou guardar ira, devemos amar. Devemos perdoar. Perdoar não é fácil. Não é tão simples livrar-se do desejo de vingança, que corrói cada parte do seu ser. Nesse momento, não me sinto pronto para perdoar. Pelo contrário, ainda sinto sede de vingança. Sinto ódio. Sempre ensinei meus fiéis sobre o perdão, assim como aprendi sobre ele. Não posso praticar o perdão, se o ódio me corrói. Não quero o liberar das suas dívidas, de tudo que fez. Sinto que, caso o deixasse impune, estaria abandonando meu senso de justiça. Ele não pode ficar impune. Ela merece que eu a vingue. Sentado na enorme cama do Hotel, observo mais uma vez os papéis que trago comigo desde que saí de Florença, horas atrás. Minha carta de desligamento e meu certificado de dispensa. Eu, oficialmente, deixei o sacerdócio. Sei que muitos irão questionar minha escolha. Irão pensar nos mais diversos motivos para abandonar o sacerdócio, principalmente, o celibato. Irão pensar que me apaixonei ou que, talvez, cansei dessa vida de sacerdote, mas nenhum deles sabe o real motivo. Sei que, muitos deles, ficaram contra mim. Muitos me julgam pela minha escolha. Até os entendo, afinal, o que poderia levar um padre, que amava tanto o sacerdócio, desistir de tudo? Meu futuro, nesse momento, é incerto. Estou hospedado em um hotel, sem ter para onde ir. Não tenho emprego ou parentes para me auxiliar. Não posso recorrer ao monastero, logo, me sinto perdido. Eu era feliz. Era sacerdote e lecionava teologia na Universidade Sacro Cuore, em Florença. Tinha certeza das minhas escolhas, do meu desejo em seguir no sacerdócio. Até a chegada daquela carta. Aquela maldita carta. Agora, estou na minha cidade natal, com um nome. Nome esse tão comum não apenas aqui, mas em toda Itália. Não tenho a certeza do que farei, mas não pretendo desistir. Eu irei me vingar, nem que tenha que ir até o inferno para isso. Tenho apenas um nome. Nome esse tão comum nessa cidade, ou melhor dizendo, na Itália. Tenho poucas informações, quase inexistentes, apenas seu nome e a informação de que ele reside nessa cidade. Há, obviamente, a enorme possibilidade de que essa pessoa tenha ido embora da cidade, mas sinto que ele está aqui. E caso esteja, não desistirei até encontrá-lo. 

editor-pick
Dreame-Editor's pick

bc

Sanguinem

read
4.3K
bc

Amor Proibido

read
5.4K
bc

O Lobo Quebrado

read
121.8K
bc

De natal um vizinho

read
13.9K
bc

Primeira da Classe

read
14.1K
bc

Meu jogador

read
3.3K
bc

Kiera - Em Contraste com o Destino

read
5.8K

Scan code to download app

download_iosApp Store
google icon
Google Play
Facebook