Eu não sei exatamente o que me acorda. Talvez seja o silêncio diferente. Talvez seja o jeito que o peito dele se move sob meu rosto. Talvez seja só o meu coração, que nunca dorme de verdade desde aquele dia. Eu estou inclinada sobre ele, como sempre fico. Minha mão está presa na dele. Minha testa quase encostando na lateral do peito dele. E então eu sinto. Não vejo. Sinto. Um movimento diferente sob meus dedos. Pequeno demais para ser espasmo. Firme demais para ser reflexo. Eu prendo a respiração. Fico completamente imóvel. Meu medo é tão grande que eu não ouso nem levantar a cabeça. Tenho medo de ser coisa da minha mente. Tenho medo de criar esperança onde não existe. Mas então acontece de novo. Os dedos dele… apertam os meus. Muito leve. Mas consciente. Meu coração disp

