A porta do quarto se fecha com um clique suave, e o som ecoa mais do que deveria no silêncio que se instala. O médico acabou de sair. As instruções ainda pairam no ar — repouso, calma, nada de esforço. Mas agora somos apenas nós dois. Isabella ainda está ao meu lado, como se tivesse medo de que eu desapareça se se afastar por mais de um segundo. Os dedos dela continuam entrelaçados aos meus, quentes, firmes, reais. Eu puxo o ar devagar. Ainda dói. Não como antes. Mas dói o suficiente para me lembrar do que aconteceu. — Ele atirou — murmuro, mais para mim do que para ela. Isabella ergue o olhar imediatamente. — Matteo… Eu fecho os olhos por um segundo e a cena volta, fragmentada. O restaurante. A mesa entre nós. O brilho metálico surgindo da mão dele. O estampido seco. O impacto rasg

